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“Creio em um Deus que cura e restaura”, afirma vítima de câncer de mama

Além da confiança em Deus, confeiteira encontrou na profissão forças para vencer a luta contra o câncer.

Por Mayra Marques 5 de outubro de 2018

Esmeralda Tavares, de 48 anos, descobriu o câncer de mama em 2011, mas hoje sente-se restabelecida da enfermidade. (Foto: Arquivo Pessoal)

Sabe-se que a detecção precoce é um dos métodos mais eficientes utilizados para o diagnóstico do câncer. No caso do câncer de mama, 95% dos casos que são previamente diagnosticados têm possibilidade de cura. E para prevenir o desenvolvimento e detectar essa doença precocemente, o autoexame das mamas é um passo importante.

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Confira algumas instruções de como fazer o autoexame em casa:

Caso a mulher perceba alguma alteração, o ideal é procurar uma médica mastologista ou ginecologista, que realizará o exame clínico da mama e, se necessário, solicitará a mamografia para fazer uma avaliação corretamente.

Em 2011, aos 41 anos de idade, Esmeralda Tavares Lau observou mudanças em seu corpo. Ela sofria com secreções no seio direito e, consequentemente, feridas que só aumentavam, ao ponto de até sentir incômodo ao usar camisetas ou outro tipo de blusa. E a situação foi se tornando cada dia mais complicada.

“Eu tive que usar por um tempo camiseta de algodão. Só conseguia tirá-la na hora de tomar banho, pois devido às secreções, a roupa ficava grudada nessa região do meu seio. Quando eu conseguia tirar a blusa, uma ‘crosta’ amarela saía junto, formando uma ferida que chegava a ficar ‘na pele viva’”, recorda Esmeralda. Ela passou por algumas consultas médicas, até que o diagnóstico foi revelado: Doença de Peaget, um tipo raro de câncer de mama envolvendo a pele do mamilo. “Isto na mama direita e outro câncer menos visível na esquerda”, explica Esmeralda.

Os tratamentos começaram. Biópsia, cirurgia, quimioterapia, radioterapia… Até que um ano depois, Esmeralda tirou parte da mama. Passado mais um tempo, ela precisou tirar toda a mama. “Depois disso não fiz mais quimioterapia, nem radioterapia, e fiquei um ano sem poder reconstruir a mama, porque, segundo o médico, não seria bom para mim, devido aos tratamentos que tinha feito recentemente”, conta. “Mas um ano depois eu fiz a reconstrução da mama, com o próprio tecido da minha barriga.”

Hoje em dia, Esmeralda ainda faz acompanhamento médico, mas está prestes a receber alta. “Graças a Deus estou muito bem atualmente. Creio em um Deus que cura e restaura. Passei, sim, por todo aquele processo que toda pessoa que tem câncer de mama enfrenta, inclusive fiquei careca, mas hoje eu estou restabelecida”, garante. “Quase nem me lembro mais de ter passado por isso”, brinca, “apesar de na época ter sido um sofrimento muito grande.”

Como Esmeralda encarou o problema

Com a mãe, Esmeralda, à frente, vende bolos de pote em Varginha, no sul de Minas Gerais

Além de, primeiramente, encontrar forças em Deus e apoio dos pais, como ela assegura, Esmeralda recorreu a algo que ela gostava de fazer para vencer a batalha contra o câncer e a favor da vida. Devido aos tratamentos, ela precisava estar muito ausente da cidade onde mora e não tinha mais condições de trabalhar em um local fixo, então decidiu fazer doces e bolos de pote para vender. E foi nessa atividade que Esmeralda ocupou seu tempo e ainda aumentou sua renda para continuar pagando as contas mensais. “Nesse período também fiz curso técnico de nutrição. Atualmente, está concluindo gastronomia.”

Mas para Esmeralda, a fonte de socorro em meio às suas angústias que enfrentou foi Deus e a confiança que teve e mantém nEle. Portanto, para as mulheres que enfrentam esse desafio, o conselho de Esmeralda é: “Apeguem-se a Deus, porque é dEle que vem o socorro.” Ela ainda acredita que, nos momentos de dificuldade, somente Deus pode livrar qualquer pessoa do sofrimento, “se esta for a vontade dEle”.

 

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