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Conheça 6 pontos para envelhecer com saúde  

Os "super idosos" são indivíduos com 80 anos ou mais, que apresentam um desempenho melhor ou igual a pessoas entre 50 e 60 anos. 

Por Emanuele Fonseca, com informações de Merlen Grellert 3 de julho de 2019

Foto: internet

Sabe aquele senhor(a) de cabelos branquinhos, ativo, de raciocínio rápido, que você conhece e tanto admira? Se sim, você identificou um “super idoso”. 

Segundo pesquisadores, super idosos são indivíduos com 80 anos ou mais, que diante de um teste cognitivo, apresentam um desempenho melhor ou igual a pessoas entre 50 e 60 anos. São lúcidos, ativos e permanecem contribuindo com a sociedade que convivem. 

Mas, você já parou para pensar o que faz esses indivíduos manterem-se saudáveis ao longo do tempo? 

Acompanhe a seguir 6  tópicos que estudos apontaram como sendo características importantes desses idosos. 

1 – Boas relações familiares e sociais. 

Ser bem humorado e desenvolver uma boa convivência com familiares, amigos, colegas de trabalho ou até mesmo aquele vizinho que não parece tão amigável irá fazer toda diferença na sua vida. Atitudes como essas reduzem os níveis de stress e possibilitam ao corpo liberar substâncias responsáveis pela sensação de bem estar e prazer.  Foi observado que, em geral, super idosos apresentam uma boa convivência e um bom suporte social. Sendo assim, preservar essas relações pode contribuir para manter a mente em forma ao longo do tempo. 

2 – Exercitar o cérebro.

Isso pode ser feito a partir de leituras, memorização de versos bíblicos e escrita, exemplo: através de um diário, (para pessoas que têm dificuldades em dizer o que sentem), poesias, pensamentos e orações. Realizar atividades manuais como: tricô, crochê e costura, ajudam também a exercitar o cérebro.  

Super idosos são grandes leitores e aplicam suas leituras no seu cotidiano, seja por meio de ações ou ensinando aos menos experientes. Um bom exemplo desse tipo de atividade é participar de um grupo de estudo, compartilhar os conhecimentos e pensamentos adquiridos com os integrantes de seu grupo, ajuda o cérebro a manter-se  ativo e consolida as informações. 

3 – Alimentação saúdavel. 

 Segundo pesquisadores os super idosos mantém uma alimentação equilibrada ao longo da vida. Sua alimentação é baseada principalmente em alimentos  naturais: como frutas, legumes, verduras e alimentos integrais. 

4 – Comer com satisfação.

Pode parecer a mesma coisa que o tópico anterior, mas comer com satisfação, significa separar um tempo de qualidade para esse momento. Comer com prazer, em boa companhia, no lugar agradável, também influencia na performance cognitiva do super idosos. De acordo com a Nutricionista, Merlen Grellert, comer dessa maneira, faz com que a pessoa aproveite melhor os nutrientes, consuma apenas o necessário, evite exageros e possibilita a manutenção de um peso saudável ao longo da vida. 

5 – Atividade Física.

Super idosos são ativos. E foram ativos durante a maior parte de suas vidas. A atividade física contribui para a oxigenação cerebral e faz com que substâncias que dão satisfação sejam liberadas no organismo, contribuindo para a saúde mental.  Atividades simples, como jardinagem tem esse mesmo efeito.

6 – Resiliência.  

A capacidade de adaptar-se a novas situações (muitas vezes desagradáveis) é mais uma das características, apontadas por estudo, das pessoas que chegam a melhor idade com uma mente saudável. Então, encarar as adversidades da vida de frente e de forma positiva parece ser uma boa ideia para quem quer ter uma velhice saudável. 

Infelizmente os super idosos ainda são minoria, apenas 10% das pessoas que atingem a idade de 80 anos podem ser assim classificadas. Esses índices podem ser aumentados se os tópicos apresentados forem aplicados desde a tenra idade.

O sábio salomão no livro de provérbios afirma que o que for ensinado a criança será lembrado na velhice. Da mesma forma, os pesquisadores Roger B. McDonald e Rodney C. Ruh, em seu artigo sobre envelhecimento e longevidade, afirmam que as recomendações aplicadas aos super idosos, terão mais eficácia se forem adotadas pela população jovem, e mantidas ao longo de uma vida. 

Ao ler esse texto você já está dando o primeiro passo na caminhada rumo à velhice saudável (exercitando o cérebro), porém, aplicando as recomendações em sua vida e ensinando as novas gerações, aumentará a chance dessa recomendação ser realmente efetiva. 

 

 

Referências

BORELLI, Wyllians Vendramini et al. Operationalized definition of older adults with high cognitive performance. Dementia & Neuropsychologia, [s.l.], v. 12, n. 3, p.221-227, set. 2018. FapUNIFESP

CALIL, Silvia R.b. et al. Adherence to the Mediterranean and MIND diets is associated with better cognition in healthy seniors but not in MCI or AD. Clinical Nutrition Espen, [s.l.], v. 28, p.201-207, dez. 2018. Elsevier BV.

MCDONALD, Roger B.; RUHE, Rodney C.. Aging and Longevity: Why Knowing the Difference Is Important to Nutrition Research. Nutrients, [s.l.], v. 3, n. 3, p.274-282, 28 fev. 2011. M

 

 

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