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Cirurgias plásticas exigem escolha criteriosa de profissionais e locais

Cuidados com cirurgias plásticas devem ser observados por quem tem necessidade ou deseja fazer uma intervenção dessa natureza.

25 de julho de 2018

Por Felipe Lemos

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 2016 as duas cirurgias que predominam são de aumento de mama (288 mil), seguidas por lipoaspiração (229 mil), entre outros. Foto: Shutterstock

Nas últimas semanas, três mortes ligadas a procedimentos cirúrgicos estéticos voltaram a ter destaque em discussões públicas no Brasil. Uma delas, a mais recente, foi a da bancária Lilian Calixto, que morreu após um implante nos glúteos em intervenção realizada no Rio de Janeiro. Além dela, Adriana Pinto morreu fazendo lipoescultura e Mayara Silva dos Santos faleceu ao fazer procedimento nos glúteos, coxas e abdômen. Os possíveis riscos cirúrgicos também preocupavam a psicanalista Andreia Santos de Oliveira Moro, que mora em Guarulhos, São Paulo, quando ela decidiu realizar uma abdominoplastia, em 2006. O procedimento consiste na retirada do excesso de gordura e de pele do abdômen, o que ajuda a diminuir a flacidez na barriga.

Andreia explica que, depois de suas gestações por cesariana, resolveu pensar no procedimento, mas alguns passos ela teve de dar antes de efetivamente chegar até a mesa operatória. O primeiro foi vencer o medo e ter consciência de que iria fazer a cirurgia. “Sei que a escolha do profissional e o local seria algo imprescindível para que tudo corresse bem. Sabia, também, que Deus se alegra quando realizamos sonhos e que Ele esteve à frente o tempo todo”, comenta.

O procedimento ocorreu com sucesso e foi realizado com uma cirurgiã de confiança, conhecida de seu esposo, e um hospital. A psicanalista levou 1 ano e meio, desde a decisão, até a realização propriamente dita da cirurgia. Outro ponto que ela frisa foi a sua obediência às recomendações pré-operatórias como a necessidade de perder peso.

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Orientações básicas

A cirurgiã plástica Mariana Dias Dimitrov Francica, que também é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esclarece que esse tipo de intervenção cirúrgica tem aspectos tanto estéticos quanto reparadores. Dados da SBCP mostram que houve aumento de cirurgias plásticas consideradas estéticas e reparadoras nos últimos dez anos. Em 2016, data da pesquisa mais recente, foram realizadas 839.288 cirurgias estéticas no Brasil e 664.809 consideradas reparadoras, totalizando 1 milhão, 472 mil e 435 cirurgias (contra 629 mil realizadas em 2009). “Existe um pouco dos dois aspectos na cirurgia plástica, pois serve para reconstituir partes do corpo”, acrescenta a médica. Na avaliação da profissional, riscos sempre estão presentes em operações dessa natureza. A grande diferença é que, no caso do procedimento estético ou reparador, o paciente não está doente e, por essa razão, quando ocorrem problemas, costumam chamar mais a atenção da sociedade. Os principais riscos cirúrgicos são de: hematomas, riscos anestésicos, sangramentos, diminuição ou perda de sensibilidade, punção inadvertida (no caso de colocação de gordura em vasos sanguíneos), riscos de trombose e de deformidades. Há, também, riscos de cicatrização não adequada.

Mariana frisa que a escolha de um local e de um profissional para fazer o procedimento não deve ser motivada apenas pelo preço ou condições de pagamento. Ela recomenda a procura de profissionais credenciados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), atualmente com 6.200 associados.

A Assessoria de Imprensa da SBCP informou que a entidade tem uma preocupação com a formação e com a atualização dos profissionais. Normalmente, segundo a regulamentação, um cirurgião plástico passa por 11 anos de formação acadêmica e, para ser associado, por mais etapas com provas teóricas e orais antes de ser credenciado. A entidade considera esse rigor como um atestado de maior segurança dos profissionais disponíveis ali para realização de cirurgias.

Denúncias contra médicos, hospitais ou clínicas, no entanto, não são responsabilidade da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Queixas nesse sentido são administradas pelos conselhos regionais de Medicina que possuem, inclusive, poder para punir administrativamente profissionais considerados culpados por erros.

Entrevista no programa Vida e Saúde:

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Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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