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Brasil firma compromisso de reduzir 144 mil toneladas de açúcar nos alimentos

A iniciativa de reduzir o açucares em alimentos industrializados está entre as pioneiras no mundo e pretende cumprir a meta até 2022

Por Mauren Fernandes 29 de novembro de 2018

Diariamente, o brasileiro consome 18 colheres de açúcar, o dobro do indicado pela OMS. (Foto: Shutterstock)

No dia 26 de novembro, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, juntamente com líderes do setor produtivo de alimentos, comprometeu-se a reduzir 14 mil toneladas de açúcar em alimentos industrializados produzidos no Brasil. A meta, que pretende ser alcançada até 2022, torna o Brasil um dos primeiros países do mundo a decidir pela redução.

Segundo o ministro Occhi, a medida vai contribuir com a saúde e conscientização da população. “O apoio da indústria na redução do açúcar permitirá que população busque uma vida mais saudável e tenha menos problemas de doenças que possam ser evitadas. É importante que nós tenhamos avanços dessa natureza”, ressalta.

Os biscoitos terão o maior percentual de redução, tendo que diminuir 62,4% na composição. Em seguida, os produtos lácteos e mistura para bolos, tento que tirar 53,9% e 46,1% cada um, respectivamente. Achocolatados tem como meta 10,5% e as bebidas açucaradas até 33,8% a menos de açúcar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será a responsável pela fiscalização, que ocorrerá ao fim de cada dois anos.

O brasileiro consome, atualmente, 18 colheres de açúcar por dia, número que dobra a quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Não é novidade para ninguém que o açúcar está diretamente ligado a doenças crônicas não transmissíveis, como a diabetes e a obesidade, esta que cresceu mais de 60% na ultima década.

O nutricionista Ricardo Vargas, que também é colunista do portal, elogia a atitude do governo brasileiro pela medida que pressiona as industrias a diminuir o açúcar. Ainda assim, aponta duas questões que devem ser observadas no consumo, para que essa redução não seja uma aparente mudança para a saúde:

  1. Cuidar com os substitutos. O açúcar será substituído por adoçantes (edulcorantes). É de fundamental importância observar quais serão os adoçantes incluídos na formulação. Adoçantes de baixo custo podem estimular um maior consumo de doce, aumentar o risco para hipertensão e câncer. Adoçantes sem efeitos colaterais aumentariam o custo de produção do produto, o que poderia diminuir a margem de lucro das indústrias.
  2. Conscientização é tudo. É de fundamental importância trabalhar campanhas de conscientização sobre os malefícios do açúcar, ensinar a população a ler os rótulos e a importância da inclusão de alimentos integrais, frutas, verduras, hortaliças assim como a redução do consumo de alimentos industrializados.

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