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Jornalista e engenheiro alcançaram sonhos com projeto de colportagem

Sonhos são realizados há 15 anos na vida de jovens que participam do Sonhando Alto.

24 de setembro de 2015
Tatiane Lopes em ação: ela passou pela experiência de confiar em Deus diariamente durante o período de colportagem estudantil

Tatiane Lopes em ação: ela passou pela experiência de confiar em Deus diariamente durante o período de colportagem estudantil

Campo Grande, MS e Ji-Paraná, RO … [ASN] O filho do pedreiro que se torna um engenheiro conhecido. A estudante que trabalhou como doméstica para realizar o sonho de se tornar professora. O catador de latinhas que hoje é um advogado bem sucedido e luta em prol dos menos favorecidos. Sonhos, planos, objetivos e metas. Essa combinação dá resultados extraordinários e não é difícil ou raro ouvir relatos sobre o projeto.

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Há 15 anos foi observado que jovens estudantes da Igreja Adventista iniciavam na colportagem (ministério centenário adventista que consiste na venda de livros religiosos, de saúde, educação e outros temas, de porta em porta ou por meio de palestras) em busca de recursos financeiros para auxiliá-los nos estudos. Só que, justamente quando começavam a aprender o trabalho, as férias acabavam e eles voltavam para casa sem recursos suficientes. “Eu via que eles não atingiam os objetivos porque não tinham tempo suficiente e pensei: ‘e se déssemos mais tempo para esses jovens?’”, afirma o pastor Adilson de Morais, idealizador do projeto Sonhando Alto para a América do Sul.

Foi assim que nasceu o projeto responsável por realizar o sonho de milhares de jovens a cursar uma universidade e buscar uma posição no mercado de trabalho. Mais de 15 mil jovens já passaram pelo programa e hoje reconhecem a importância de ter passado por esse preparo espiritual e profissional.

É o caso do engenheiro Rômulo Jaime Souza, hoje com 25 anos e formado há três em Engenharia da Computação. “Eu não tinha dinheiro para cursar uma faculdade e quando entrei para o Sonhando Alto pude realizar o sonho de me formar na área que sempre desejei. Desde muito cedo quis cursar algo na área de tecnologia e o projeto me possibilitou a entrada para a vida acadêmica. Eu me formei no Mato Grosso do Sul e trabalho há um ano como engenheiro da computação no Instituto de Pesquisa Eldorado, em Brasília, na área de microeletrônica”, explica o jovem.

Diferenciais

Ao contrário das campanhas tradicionais de colportagem, que possibilitam às pessoas trabalhar com a venda de literatura no período das férias, o Sonhando Alto dura, em média, seis meses. O que possibilita aos participantes aprender e desenvolver o hábito de comunicação e garantir mais tempo para a conquista de recursos para a universidade. “O sonho do candidato tem que resistir aos obstáculos e desafios do caminho, não importam quais sejam. Para a pessoa fazer parte do Sonhando Alto, o sonho dela tem que ser maior do que qualquer circunstância ou limitações que a cerquem”, pontua Morais.

A matemática é simples: um sonho somado a um ponto de partida para sua realização e pronto. Temos uma conta perfeita. Acrescente a isso força de vontade, determinação e, claro, a dependência de Deus. “Além de tudo o que o projeto me proporcionou financeiramente, o que me trouxe de melhor foi a comunhão com Deus. Foi onde eu cheguei mais perto do estudo profundo da Bíblia e enquanto eu vendia os livros, aprendia mais e mais”, lembra o jovem Rômulo Souza.

O principal foco do projeto é oportunizar a realização de sonhos a pessoas que se comprometem com a missão da colportagem. Em contrapartida, há também aquelas pessoas que não necessariamente precisavam de recursos financeiros para ingressar em um curso de nível superior. Mesmo assim, atenderam ao que consideram o chamado de Deus para a missão e, consequentemente, obtiveram recursos para garantir o diploma em um curro de Ensino Superior. “Meu sonho sempre foi o ser jornalista porque quis usar meus dons e talentos para Deus”, conta a jornalista Tatiane Lopes, que mora em Ji-Paraná, Rondônia.

“Quando ingressei no Sonhando Alto, há 14 anos, eu ainda cursava o Ensino Médio e o projeto me preparou para todas as áreas que eu precisava. Foi nessa campanha que eu conheci meu marido e, tudo o que eu sonhei pra mim começou a tomar forma”, emociona-se. Tati é formada em jornalismo há três anos e já atuou em três sedes administrativas da Igreja Adventista no Brasil: no Maranhão, em Goiânia e, a última e mais recente, em Rondônia, onde reside com o marido, o pastor Anderson Lopes e sua pequena Suzan, de apenas dois meses.

Tati percebe que o Sonhando Alto cumpriu realmente com o propósito que dá nome ao projeto. Ela foi mais longe depois de fazer parte da equipe especial. “Eu tinha o sonho de ser útil na obra de Deus e Ele foi além, me deu recursos, um trabalho que amo, um marido incrível e uma família maravilhosa, me colocou onde eu sempre sonhei”, relata.

O pastor Adilson de Morais ressalta que o projeto motiva o participante a depender e confiar em Deus. “Sonhando Alto faz com que a pessoa acredite nos seus sonhos ainda sem ter recursos financeiros para realizá-los. E, em segundo lugar, o Sonhando Alto cria no participante uma visão de missão e o ajuda a se envolver no trabalho missionária enquanto o empurra na busca por realização pessoal”, afirma. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin]

Abaixo, conheça mais sobre o projeto Sonhando Alto:

 

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