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“Eu só evangelizei através da colportagem”, diz jovem

Álvaro Benevides foi resgatado pelo projeto de venda de livros e hoje ajuda outros jovens a atingirem seus objetivos neste ministério

27 de setembro de 2018

Por Anne Seixas

colportagem

Líderes de colportagem participam da Escola de Formação de Assistentes Foto: Arquivo Pessoal

A colportagem fez parte do processo de amadurecimento de Álvaro Benevides. Aos 15 anos, foi aconselhado pelo pastor de sua igreja local em Corumbá, MS, a experimentar o projeto de venda de livros de casa em casa. Durante todo o seu ensino médio, que cursara em um colégio em regime de internato, usou suas férias para levar literatura cristã a outras pessoas no Paraná, estado vizinho. Entre idas e vindas, experiências e um maior relacionamento com Deus, Álvaro decidiu que iria cursar Teologia.

No entanto, a decisão não foi bem aceita pelo pai. Filho de um empresário da área da agronomia, o sonho era que ele cursasse algo nesse campo de atuação, para dar seguimento aos negócios da família. “Ele me disse que, se essa era a vontade de Deus, Deus pagaria a minha faculdade”, conta Benevides. E foi assim que ele arrumou as malas e seguiu para dar início ao sonho. Sem o apoio emocional e financeiro da família paterna, a única opção, segundo ele, era entregar a Deus e seguir colportando.

Depois de algumas campanhas bem-sucedidas, foi convidado a liderar uma equipe. A partir dali, seria o responsável por levar um grupo de estudantes para o sul do Maranhão para que, como ele, custeassem os estudos e suas famílias com a renda da comercialização de livros. O caminho natural foi o seguinte: “Quando me formei, tive alguns convites para trabalhar como pastor em igrejas, mas decidi que o Ministério de Publicações era o meu chamado”, emociona-se ao contar da sua trajetória.

Álvaro Benevides (à extrema direita) atua hoje como diretor assistente do Ministério de Publicações no oeste do Pará Foto: Arquivo Pessoal

Mas Álvaro, hoje pastor, ainda tinha questões a resolver. Durante esse período que já durava 10 anos, casou-se, teve filhos, mas nunca tinha conversado com seu pai. Viajou até sua cidade natal para então colocar sua relação familiar em bons termos. “Meu pai já estava mais velho e parece que a distância o amadureceu. Nós tivemos um bom encontro”, afirma. Ele conta ainda que durante essa conversa, choraram muito e pediram perdão um ao outro. Aquele homem que outrora dizia ser o ministério pastoral algo para homens desonestos, agora pedia ao filho para que o batizasse. Meses depois desse encontro, o pai de Álvaro foi diagnosticado com um câncer e aguarda o fim do tratamento para passar pela cerimônia do batismo.

Histórias como a dele mostram como a colportagem tem a “natureza evangelística”, segundo o pastor Marcos Souza, líder do Ministério de Publicações para o Pará, Amapá e Maranhão, citando a escritora norte-americana Ellen White. “Existem pessoas que só os colportores vão alcançar porque foi um método criado por Deus”, explica. Para formar novos líderes nessa área, a Igreja Adventista do Sétimo Dia nesta região realizou a Escola de Formação de Assistentes, que proporcionou o encontro entre profissionais experientes e aqueles que ainda estão começando a trabalhar nesta área. Aconteceram ainda palestras na área de vendas, relacionamento com Deus, métodos evangelísticos e, claro, liderança. Esta é a sétima edição do evento.

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