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Estrangeiros ajudam a aumentar banco de sangue no Rio

Campanha de doações faz parte das atividades diárias do projeto Circuito de Campeões

17 de agosto de 2016

Voluntários têm ido diariamente ao Hemorio para colaborar com a campanha de doação de sangue

Rio de Janeiro, RJ… [ASN] Décimo primeiro dia de Jogos Olímpicos no Rio. Semana de finais. Um grupo de 138 estrangeiros desembarca na Cidade Maravilhosa, a maioria deles, jovens de até 25 anos. Eles pararam todas as suas atividades para estar aqui durante uma semana, e um de seus destinos é o Hemorio, hemocentro da capital carioca.

Eles são de sete países diferentes, incluindo o Brasil, e formam um grupo de 800 voluntários. De 15 a 19 de agosto, cem por dia farão  fila em frente ao Hemorio para doar sangue. E estampam no peito o que os une: Circuito de Campeões, programa de voluntariado desenvolvido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Todos se inscreveram para vir ao Rio de Janeiro nesse período e promover ações de solidariedade inusitadas. Mas quem espera que estrangeiros saiam para doar sangue?

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Voluntária brasileira é doadora assídua e foi dar apoio aos estrangeiros que nunca doaram.

Fernanda é doadora assídua e foi dar apoio aos que nunca doaram

Os voluntários perceberam que durante esses período a necessidade de coleta é maior. “Têm muita gente aí precisando. Para eles faz muita diferença saber que não estão em risco porque não está faltando sangue”, explica a angolana Jandira Zua, de 29 anos. Essa foi a primeira vez que ela entrou num hemocentro. “Eu tenho medo de agulha, mas vir em grupo me ajudou.”

A estudante de enfermagem Fernanda Sanabria lamenta não ter doado sangue dessa vez, já que fez isso há cerca de 30 dias, mas foi ao Hemorio com um objetivo: apoiar os amigos. Doadora há cerca de sete anos, ela garante que sua maior motivação é colaborar com a saúde de outras pessoas, por mais que não saiba exatamente quem será beneficiado.

“Queria estar envolvida diretamente e dar um ’empurrãozinho'”, brinca a voluntária. “Tornei-me doadora regular para ser um pinguinho de sangue que faz a diferença. Isso é deixar um pouco de nossa marca e ver que isso também causa um impacto”, assegura a moradora do Estado do Rio Grande do Sul, que já aguarda a data em que poderá doar outra vez.

Busca por doadores

Voluntários doam sangue e deixam livros missionários em posto do Hemorio.

Participantes preenchem cadastro na unidade móvel do Hemorio

O Hemorio estava apreensivo com a quantidade de sangue que havia em seus estoques para o período de Jogos Olímpicos e fizeram pedidos à população para doar. O que eles não esperavam é que esse pedido atingiria as fronteiras. “Não é comum os estrangeiros doarem. Eles quase nunca vem aqui. Estamos impressionados”, pontua a médica Naura Faria.

O chileno Alex Antihuen já doou sangue no seu país, pelo projeto Vida por Vidas, e diz que o procedimento no Brasil é o mesmo. “Mas poder ajudar em outro país é extremamente gratificante. É outra emoção”, completa.

“Não há nenhuma dificuldade para doar em outro país. E o chileno tem sangue bom, sangue guerreiro”, brinca o pastor Juan Fernandez, diretor de Jovens da Igreja Adventista na localidade.  “É uma experiência interessante de ser vivida. Fazer isso em um país estrangeiro é perceber que todos temos o mesmo sangue”, diagnostica Fernandez ao fim de sua doação.

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Um dos grupos aguarda o início da doação

O estrangeiro precisa morar em região metropolitana e levar um documento oficial válido no Brasil. O mais comum é o passaporte. “No momento da triagem perguntamos de doenças e locais que visitaram e encaminhamos os aptos à coleta, como com os brasileiros”, explica a médica.

“Queremos mostrar para a comunidade que nós temos uma juventude disposta a servir”, reforça o responsável pelo projeto, pastor José Venefrides, da sede administrativa adventista para a cidade do Rio de Janeiro. [Equipe ASN, Camille Dornelles, com informações de Jefferson Paradello]

 

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