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Tratamentos naturais pautam ação de voluntários em MG

Calebes oferecem tratamentos e amplificam divulgação dos oito remédios da natureza.

Por Leonardo Saimon 6 de fevereiro de 2019

Projeto atende moradores de casa em casa aplicando medicina natural (Fotos: Joelton Oliveira)

Não vinha sendo fácil para Odete Silva conviver com a dor causada pela úlcera venosa que se instalou em sua perna. Foram nove anos convivendo com a enfermidade que, dia após dia, lhe roubara o sono.

“Eu já havia tentado diversos tratamentos e não melhorava”, explica a aposentada enquanto recebe os cuidados de voluntários da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

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A ferida profunda logo preocupou Elzi, uma conhecida de Odete, que lhe apresentou um tratamento natural que em pouco tempo trouxe melhoras significativas. “Quando eu sentia dor, eu ligava pra ela”, relembra. Frequentemente, a amiga vinha e aplicava o medicamento pastoso feito à base de argila, linhaça e carvão.

No entanto, o tratamento foi interrompido e a doença voltou a causar desconforto à Odete.

Mas o que a aposentada não esperava era que sua amiga retornaria pouco tempo depois, mas dessa vez com uma equipe de voluntários que participavam da Missão Calebe no bairro em que ela mora. Eles retomaram o tratamento decididos a deixá-la somente quando estivesse recuperada.

Juliano Monteiro, neto da idosa, logo descobriu que precisaria do suporte e do tratamento oferecido pelos calebes. No início de janeiro, ele caiu da bicicleta sobre arames farpados e teve feridas que lhe causaram desconforto e dor. “Eles cuidaram de mim e tenho sentido a melhora desde que comecei ser tratado por eles”, comenta.

A aposentada Odete Sousa foi acometida por uma úlcera venosa e tem se beneficiado do tratamento natural (Fotos: Joelton Oliveira)

Férias para atender comunidade

Os voluntários dedicam as férias no início do ano para desenvolver projetos sociais junto à comunidade. A Igreja Adventista do Sétimo Dia na região central de Minas Gerais mobilizou 520 deles em 17  pontos de Belo Horizonte, Centro-Oeste de Minas e Triângulo Mineiro para servir essas localidades.

Durante a tragédia em Brumadinho,  por exemplo, eles se dedicaram a recolher mantimentos e a orar pelas famílias que perderam parentes com o rompimento da barragem. Em outro ponto, investiram no cuidado com a saúde dos moradores de Jardim Nazareno, na cidade de Betim. E foi dessa forma que Juliano e Odete foram atendidos.

Oito remédio naturais

“Nós já vimos muitas pessoas serem restauradas por conta de tratamentos naturais. No caso da dona Odete, aplicamos tratamentos hidroterápicos e geoterápicos. Usamos a água em todos os seus estados, aliado a alguns ingredientes como argila e carvão, por exemplo”, explica Adriane Veloso, uma das participantes do projeto e filha de Elzi.

Ela, a mãe e o marido fizeram um curso em uma instituição que aplica os princípios saudáveis orientados pela Igreja Adventista. Hoje eles se dedicam a cuidar de pessoas por meio desses tratamentos naturais.

Mas se os pacientes quiserem um resultado efetivo, será preciso acrescentar um ingrediente nessa receita.  “Os oito remédios [naturais] são a chave da questão. Os tratamentos são complementares. O objetivo é mostrarmos que o corpo precisa ser colocado na forma que ele foi projetado, pra que ele possa alcançar a restauração”, corrobora Adriane. Monteiro e  Odete garantem que seguiram a dica à risca.

Além deste projeto, a equipe de pelo menos 20 pessoas está engajada em promover a saúde nessa localidade. Eles já realizaram feiras de saúde onde reforçaram os resultados dos oito remédios naturais. Cursos sobre como parar de fumar também foram ministrados na região. Agora, eles apostam numa caminhada diária com os moradores para desenvolver o hábito da prática de exercícios físicos. Ao menos 70 pessoas  já tiveram contato com alguma dessas iniciativas.

Confiança em Deus

Primeiro, Monteiro recebe os cuidados e depois uma atenção redobrada é dada à Odete por conta da idade e do grau em que a enfermidade dela se encontra. Mas, antes, nenhum tratamento pode ser iniciado sem uma oração.

Depois é hora de passar o remédio. Enquanto isso, a voz dos calebes ecoa pela sacada da casa da aposentada. A canção reforça que toda a cura provém de Deus e a confiança nEle é tão necessária quanto o procedimento aplicado nos pacientes.

E do jeito que o procedimento começou, termina. A última prece clama mais uma vez pela saúde dos pacientes.

Decisões

Juliano se batiza ao final do projeto Missão Calebe em Betim (Fotos: Arquivo)

E foi dessa maneira que os voluntários também estudaram a Bíblia com 64 pessoas e levaram sete delas ao batismo. Uma delas é Monteiro, ao lado do pai e das duas irmãs.  “Aí está o resultado do trabalho, fazendo o que Jesus fez. Cuidando das necessidades das pessoas e depois mostrando o reino”, declara a líder da equipe, Elzi Binas.

“Nós começamos a atuar na comunidade antes mesmo do projeto começar. O intuito era que quando eles fossem visitar os moradores, já não fossem mais estranhos”, explica o líder de Jovens da Igreja Adventista para região Central de Minas Gerais, pastor Filipe Ribeiro.

Ele garante que o sucesso do projeto se dá quando a Igreja trabalha integrada com todos os ministérios.

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