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Torcedores aproveitam final da Copa do Mundo para doar sangue

Jovens adventistas no Paraná se mobilizaram no penúltimo dia da Copa para doar sangue.

14 de julho de 2014
Esperança Brasil

Cerca de 170 jovens participaram da ação

Curitiba, PR… [ASN]  Final da Copa do Mundo e os ânimos dos torcedores estavam exaltados. Enquanto a Seleção Brasileira tentava uma vaga no terceiro lugar e os times da Alemanha e Argentina estavam na briga pela taça da FIFA, em Curitiba um grupo de torcedores aproveitou o sábado, 12 de julho, para uma ação solidária. Os jovens da Igreja Adventista se reuniram para doar sangue à ao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), rede de captação do SUS no Estado que passa por um momento de baixa, com cerca de 30% nos estoques.

Ao invés de números na camiseta, os voluntários estamparam as letras que representam os seus tipos sanguíneos (A, B, O e AB). Ações como essa fazem parte do projeto Esperança Brasil que foram organizadas no período da Copa do Mundo nas cidades-sede dos jogos. Na data, o movimento dos jovens paranaenses reuniu mais de 170 doadores da capital e região metropolitana.

“Na vida temos que conquistar várias vitórias, não só no futebol, mas também na cidadania, educação e solidariedade. Por isso, ser doador de sangue é ser campeão. Para nós é uma alegria muito grande fazer parte do projeto Esperança Brasil”, comenta um dos organizadores, pastor Rafael Santos.

Além da mobilização no Hemepar, um grupo se direcionou aos semáforos próximos do local para distribuir folhetos de incentivo à doação e também para expor o cartaz da campanha.

Ajuda bem-vinda

Quem não viu dificuldades para participar deste projeto no último final de semana foi a promotora de vendas Cláudia Mara, que veio do município de São José dos Pinhais e foi uma das primeiras a doar, logo quando o Hemepar abriu, às 8h da manhã. Ela, que tem o tipo sanguíneo O- e faz parte dos 9% dos brasileiros que são doadores universais, ressalta que essa atitude cidadã é dever de todos.

Esperança Brasil

A intenção é que os jovens sejam doadores frequentes

“Sempre quando posso ajudo as pessoas que estão precisando, mas doar sangue é um ato ainda mais nobre porque nem ao menos sei quem vai receber. Quando colocamos em prática o amor cristão e o nosso papel de cidadãos, contribuímos para uma sociedade melhor e também nos sentimos melhor por saber que fizemos a diferença na vida de alguém”, ressalta a jovem de 23 anos.

Segundo informações da Secretaria de Saúde, nesta época de inverno as doações de sangue reduzem em até 40% e para manter os estoques em sua regularidade é preciso cerca de 150 a 200 doações por dia, número bem distante do atual, que são cerca de 80 bolsas de sangue. Só na última semana, o Hemepar registrou uma baixa de 30% no número de captações, o que representa um alerta, já que o banco de sangue faz parte de uma rede de distribuição para 384 hospitais públicos do Paraná.

“Doar sangue é um ato humanitário que ajuda tanto aos pacientes quanto ao cadastro de doação nacional de medula óssea. Ficamos muito felizes por esta organização e o mais importante é o trabalho de conscientização para que cada jovem possa doar um pouco do seu sangue pelo menos duas a três vezes por ano”, afirma o diretor do Hemepar, Paulo Hatschbach.

E esse é o objetivo da movimentação com os jovens paranaenses. A atitude do sábado é uma motivação para doações futuras. “Assim como no mês anterior, queremos ter uma regularidade nessas doações para que o Hemepar se mantenha estável e também criarmos na consciência da juventude a importância desse ato que salva vidas”, ressalta o pastor Joni Oliveira, que faz parte da equipe organizadora da ação.

Esperança Brasil

Cláudia Mara foi uma das primeiras a doar sangue no dia da ação

Para a estudante Larissa Martins, 18, que doou sangue pela primeira vez, o ato foi bem mais simples e rápido do que parecia ser. “Hoje de manhã estava com um pouco de medo da agulha, mas decidi vir mesmo assim. Bobeira a minha, a agulha nem dói e o processo de captação é tão rápido que eu nem percebi o tempo passar. Daqui três meses eu volto para repetir esse processo”, ressalta.

Para doar o sangue, é preciso estar em boas condições de saúde, estar alimentado, ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24, não estar tomando antibióticos, ter entre 16 e 69 anos, ter o peso mínimo de 50 kg e levar documento de identidade original com foto. Os menores de idade devem estar acompanhados de um responsável.

Em Curitiba, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) está localizado na Travessa João Prosdócimo, nº 145, no bairro do Alto da XV. [Equipe ASN, Jéssica Guidolin e Mairon Hothon]

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