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Rio Solidário: Giro de atividades pela região fluminense

As regiões Central, Sul e Fluminense da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Estado do Rio de Janeiro, arrecadaram toneladas de alimentos nas últimas semanas.

Por Andréia Kals 22 de abril de 2020

Em Rio Bonito, líderes de Desbravadores e Aventureiros tem colaborado na arrecadação e distribuição dos alimentos. [Foto:Divulgação]

Nas últimas semanas um grande mutirão de solidariedade tem movimentado adventistas de todo o Rio de Janeiro, em prol das famílias que estão passando por necessidades, devido à pandemia da Covid-19.

Na região fluminense do Rio, diversas iniciativas têm surgido em prol deste mutirão. Segundo o presidente da igreja desta geografia, pastor Geovane Felix, os fiéis têm utilizado formas inovadoras para amenizar as dificuldades enfrentadas pela população.

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“É impressionante a criatividade. Alguns estão confeccionando máscaras e as doam em troca de alimentos. Outros, estão fazendo pães e trocando por kg de alimentos. Alguns ainda, doam livros. Enfim, são várias ações que estão sendo feitas e têm surgido grandes efeitos. Esta pandemia tem despertado um senso de solidariedade muito forte”, declara o líder.

Segundo Felix, a iniciativa deste grande mutirão, partiu de uma conversa entre líderes das três regiões administrativas da igreja no estado.  “O movimento Rio Solidário – Juntos Podemos Mais, surgiu de uma conversa entre os presidentes dos três campos, enquanto conversávamos sobre a importância de fazer algo relevante, já que o Rio de Janeiro é o segundo estado mais afetado pela COVID -19 no país. Então pensamos em algo para ajudar as famílias neste momento tão difícil. Lançamos simultaneamente a campanha nos três campos e foi impressionante, pois nas primeiras semanas já foi arrecadado 77 toneladas em todo estado”, acrescenta.

Até a última contagem, quase 3 toneladas de alimentos foram arrecadados na região central de Campos dos Goytacazes. [Foto:Divulgação]

As ações têm sido direcionadas através de uma parceria entre a Ação Solidária Adventista e os Jovens Adventistas.  Mas, a igreja como um todo, tem feito parte destes processos. Para o líder da Ação Solidária Adventista na região, pastor Élisson Abreu, as ações têm sido motivadoras. “A campanha Rio Solidário tem sido inspiradora, vemos a igreja se movimentando, todos se envolvem de alguma forma. Seja participando nos plantões nas igrejas ou indo pedir alimentos nas casas, para que, as pessoas que estão sofrendo, sejam agraciadas e abençoadas com estes donativos ”, declara.

“Nós estamos ainda contabilizando e torcendo. Com certeza, aqui na região fluminense logo passaremos das 20 toneladas, chegando próximo a 30. Tem sido inspirador ver a igreja se mobilizando para ajudar as pessoas carentes. Eu tenho certeza que Deus tem sido honrado e a igreja tem sido abençoada”, inteira Abreu.

Jair e Cristina, de Tamoios, confeccionaram máscaras e trocaram por alimentos não perecíveis em frente ao supermercado. [Foto: Divulgação]

Para Jairo Cosme, voluntária em Araruama, esta tem sido uma experiência enriquecedora para a sua vida espiritual. “Enquanto eu entregava as cestas, também orava pelas famílias. E em meio às orações, senti o poder do Espírito Santo  sobre a minha vida, enchendo meu coração, trazendo um sentimento inexplicável que nunca experimentei antes. Sinto alegria e grande satisfação em poder cumprir a ordem do mestre neste momento de escassez e necessidade que tantas famílias precisam”, conclui Cosme.

Giro  fluminense

Da ponte Rio x Niterói às divisas com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, diversas iniciativas têm acontecido e feito a diferença.

O Espaço Novo Tempo, em Niterói, já arrecadou quase 4 toneladas. A igreja central de Campos, região norte fluminense do estado, quase 3 toneladas foram arrecadas até a última semana.

Em Itaipú, também em Niterói, mais de 1,2 tonelada de alimentos foi arrecadada. Na igreja de Largo da Batalha, as prateleiras ficaram repletas de alimentos prontos para a distribuição.

Em Duas Barras, distrito de Cordeiro, os irmãos lotaram os porta-malas dos carros com as arrecadações. Na igreja de Goytacazes, 36 cestas básicas foram arrecadadas, e ainda prestaram atendimentos à comunidade na igreja durante os plantões.

Já o plantão em Parque Leopoldina contou com uma mesa ornamentada para receber os donativos. Só na igreja de Maria Paula, foram mais 600 kg de alimentos recolhidos.

O Pequeno Grupo de Novo Mundo, distrito de Calabouço, também participou das ações, bem como as igrejas de Nova Esperança e Manilha, em Itaboraí.

Motivado, Jônatas, da igreja de Goytacazes, carrega mais uma cesta para doar às famílias da comunidade. [Foto: Divulgação]

Até a última semana, a Igreja central de São Gonçalo havia arrecadado quase 200 kg de alimentos e 60 itens de higiene pessoal, tendo em meta alcançar ainda mais.

A igreja do Bairro Santo Antônio, em Manilha, também experimentou um imenso sentimento de gratidão ao ver a arrecadação de 115 kg até o momento. Sentimento semelhante, à igreja central de Macaé, que também esteve envolvida nas arrecadações.

No distrito de Miracema, os alimentos doados também fizeram toda a diferença. Já em Esperança, Rio Bonito, os desbravadores colocaram a mão na massa, e devidamente assegurados com máscaras e luvas, fizeram a distribuição das cestas.

Em Búzios, Cabo Frio, e outras diversas cidades da região dos lagos, o movimento também foi muito expressivo. Em São Pedro da Aldeia, aliado à arrecadação de alimentos, os voluntários continuam a atender a população de rua, como fazem costumeiramente. Adaptando a produção e entrega de marmitas, acordo com as orientações de segurança dos Órgãos de Saúde, os voluntários tem feito a diferença na vida de diversas pessoas.

Na serra, voluntários confeccionaram 4 mil máscaras que serão trocadas por kg de alimentos em frente aos supermercados, juntamente com a entrega de livros de esperança. O objetivo é envolver a população no mutirão e ajudar nas formas de prevenção.

Em Tamoios, uma ação semelhante aconteceu coordenada pela diretora do Ministério da Criança e do Adolescente. Cerca de 100 máscaras foram confeccionadas e trocadas por alimentos em supermercados.

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