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Programa da ADRA Brasil leva inclusão a pessoas com deficiência em MG

Mala de Recursos Lúdicos pretender realizar até 1.100 acompanhamentos por ano

24 de maio de 2016
Shirley Miranda, 36, apresentou melhoras na autoestima ao participar do programa

Shirley Miranda, 36, apresentou melhoras na autoestima ao participar do programa

Belo Horizonte, MG… [ASN] Shirley Miranda está com 36 anos, mas há quatro convive com as sequelas deixadas por um atropelamento que sofreu quando andava por uma rodovia de Belo Horizonte (MG), em busca de emprego.

No impacto, Shirley sofreu traumatismo encefálico e fraturou a perna. Foram 40 dias em coma e meses sem conseguir se alimentar sozinha. A memória e a fala dela também foram afetadas pelo acidente e a locomoção ficou mais difícil. Então, Shirley foi orientada a usar muletas, mas, ela tinha vergonha, preferia se deslocar de um lado para segurando na parede e nos móveis de casa e evitava sair.

A situação mudou quando, há um ano, Shirley passou a ser acompanhada pelo Programa Mala de Recursos Lúdicos, coordenado pela ADRA Brasil em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte. A iniciativa utiliza a arte como ferramenta para promover a cidadania e a inclusão de pessoas com deficiência.

Programa conta atualmente com dez educadores sociais. Objetivo é chegar a 18.

Programa conta atualmente com dez educadores sociais. Objetivo é chegar a 18.

O educador social lúdico Flaviano Souza vai à casa de Shirley quinzenalmente. Nos encontros, Flaviano realiza atividades que desenvolvem a memória e resgatam a autoestima. “Eu venho trabalhando com o caderno de memórias, para que ela possa dizer de si mesmo, porque após o acidente a Shirley parece que perdeu essa identidade social de quem ela é, do que ela gosta”, explica Souza. “Uma coisa que me emocionou muito foi no dia em que eu cheguei aqui e ela estava com a muleta. Pois, no dia do aniversário dela [18 de dezembro], a gente fez uma ‘mala’ e eu a desafiei a andar com a muleta neste ano. Eu notei que ela deu uma melhorada na autoestima”, complementa.

O programa também busca integrar a pessoa com deficiência na família e na sociedade. Para isso, os atendimentos são feitos em conjunto, com a presença dos familiares. Em um dos encontros, o educador apresentou a Shirley e a sua mãe, Isabel Miranda, uma história sensorial na qual ele utilizou objetos de diversas texturas para provocar uma reflexão sobre a importância de superar os momentos difíceis da vida.  “O objetivo é trabalhar o fortalecimento dos vínculos familiares. A proposta foi trazer uma história que tem uma reflexão e promover uma conversa entre elas”, afirma Flaviano Souza.

Programa Mala de Recursos Lúdicos foi criado pela Prefeitura de Belo Horizonte e, atualmente, é coordenado pela ADRA Brasil

Programa Mala de Recursos Lúdicos foi criado pela Prefeitura de Belo Horizonte e, atualmente, é coordenado pela ADRA Brasil

“[O atendimento] muda os meus pensamentos, me dá criatividade. Estou gostando, [o programa] está me animando. Eu estou pensando a vida de outro jeito. Antigamente eu não pensava em nada, só queria ficar parada. Agora não, eu quero levantar, modificar os pensamentos”, comenta Shirley.

O programa Mala de Recursos Lúdicos foi criado em 2002 pela Prefeitura de Belo Horizonte e está sob a coordenação da ADRA Brasil desde 2015.  Atualmente, o trabalho é realizado por dez educadores sociais e, até o fim do ano, serão 18. A meta é atender, por ano, até 1.100 pessoas com deficiência que residem na capital mineira. [Equipe ASN, Fernanda Beatriz]

Assista à reportagem sobre o programa:

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