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Ouvido Amigo: Psicólogos voluntários se encontraram para compartilhar resultados do projeto

Profissionais atuaram durante o isolamento social no norte da Bahia.

Por Pedro Farias 30 de novembro de 2020

Psicólogos voluntários reunidos no auditório da sede administrativa da Igreja Adventista (Norte-BA). (Foto: Reprodução)

A pandemia causada pelo novo coronavírus provocou um grande isolamento social, afastando as pessoas dos seus amigos e familiares. Essa realidade mexeu muito com o psicológico da população, que está adotando essas medidas para diminuir o risco de contaminação. Pensando nisso, uma iniciativa que abrange oito países da América do Sul foi criada através  do Ministério da Mulher da Igreja Adventista, conhecido como projeto Ouvido Amigo, que oferece gratuitamente acolhimento psicológico online com profissionais voluntários. As escutas são realizadas exclusivamente pela internet, respeitando o isolamento social e o cuidado com as partes envolvidas. O programa tem o objetivo de facilitar o contato entre as pessoas em situação de crise e voluntários capacitados, dispostos a oferecer ajuda. Os profissionais disponibilizaram tempo e conhecimento para ajudar indivíduos a enfrentarem o momento que estão vivendo.

No ultimo sábado, 28 de Novembro, voluntários do projeto em todo o norte da Bahia se reuniram em Juazeiro-BA.  No encontro, além das experiências trocadas, os profissionais de saúde compartilharam resultados do trabalho realizado durante as escutas por aplicativos de mensagem. Segundo o coordenador e professor de psicologia da Faculdade Adventista da Bahia – Fadba, Mérlinton Pastor de Oliveira, o evento é uma forma de gratidão que a Igreja encontrou para expressar o reconhecimento pelo trabalho feito na região “Houve um impacto gigantesco na saúde emocional das pessoas, gerando nelas a necessidade de acolhimento e atenção. Nem todos possuem recurso financeiro para procurar um profissional e custear o serviço. Todas as histórias  que ouvi hoje me impactaram bastante. Precisamos cuidar dos nossos próprios pensamentos, preservando o que é saudável. A vida é bonita e vale a pena ser vivida, vamos valorizar essa benção maravilhosa que é viver”, afirmou.

O sábado foi marcado por palestras, homenagens e agradecimentos aos 26 psicólogos e terapeutas familiares que participaram do projeto na região norte baiana. Para Romilda de Souza Cardoso, especialista em psicologia hospitalar, a experiência de participar  de um projeto como este contribuiu para o seu crescimento profissional e pessoal. “Os maiores beneficiários nesse período fomos nós. Quando comecei a prestar escutas online, vi a possibilidade de experimentar um novo rumo e criar novos laços com os meus colegas de trabalho e pacientes. Foi enriquecedor saber que nós podemos recomeçar mesmo diante de pandemia. Precisamos compreender que tudo está difícil para todo mundo, mas precisamos acreditar que é possível reconstruir um novo percurso e sair mais fortes de tudo isso. O problema não é o que acontece com a gente, o problema é o que nós fazemos com o que acontece com a gente. O que vamos fazer para vencer essa pandemia depende de nós”, disse.

Durante a pandemia, 698 pessoas foram ouvidas por 85 profissionais em toda Bahia e Sergipe. Para Marília Dantas, diretora do Ministério da Mulher para baianos e sergipanos, o trabalho realizado teve um resultado positivo. “Várias pessoas que foram ouvidas e acolhidas pelo projeto Ouvido Amigo, tiveram uma transformação de pensamento e puderam seguir adiante com mais alívio, sabendo que podem contar com os profissionais de psicologia da Igreja. Esse projeto foi realizado olhando pra Jesus, que sempre acolheu e cuidou dos necessitados”, encerra.

Lançamento de E-book

Os psicólogos presentes foram prestigiados com o lançamento do E-book “Quando eu descobri que era feia” da psicóloga Raissa Lorena Diniz. (Foto: Reprodução)

Além do momento de reconhecimento e compartilhamento dos auxílios prestados, os profissionais foram agraciados com um E-book – material digital que fala de modo simplificado sobre: Autoestima, preconceito estético, padronização, beleza, discriminação e ressignificação. A obra escrita pela Psicóloga Raissa Diniz, propõe uma conversa sincera sobre temáticas sociais e psicológicas relevantes e super atuais, objetivando a sensibilização e reflexão dos leitores.

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