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Núcleos da ADRA acolhem e reintegram crianças abandonadas

No Brasil, aproximadamente 30 mil crianças vivem em abrigos.

24 de novembro de 2015
O número de pessoas interessadas em adotar é quase seis vezes maior do que o número de crianças aptas para adoção.

O número de pessoas interessadas em adotar é quase seis vezes maior do que o número de crianças aptas para adoção

São Paulo, SP… [ASN] Ter um lar, uma família e uma infância feliz é o sonho de todas as crianças. Poder chegar da escola, encontrar um conforto e receber um abraço de pessoas amadas faz parte dos anseios de qualquer um. Mas, infelizmente, essa não é a rotina de muitos dos pequenos. Pode parecer pouco, mas atualmente, no Brasil, existem aproximadamente 30 mil crianças que vivem em abrigos, segundo dados divulgados em 2013 pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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São crianças desconhecidas pela sociedade, pois não atrapalham, não pedem esmolas, não estão nas ruas, não são vistas. Pouca gente sabe, mas existem pessoas de olho nelas. O número de interessados na adoção é quase seis vezes maior do que a quantidade de crianças aptas para serem adotadas, pois o processo é lento e rígido. Mas, enquanto essas crianças e adolescentes não encontram uma família tradicional, existem várias mães e pais que cuidam delas com um formato de família um pouco diferenciado.

Essa é a realidade em vários núcleos da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) espalhados pelo Brasil, que possuem abrigos que acolhem muitas dessas crianças. Quem faz parte desse trabalho são pessoas que se doam para ajudar ao próximo. É o caso da Elizabeth Carmargo, que dedicou dez anos da sua vida nessa atividade e se tornou mãe de aproximadamente 100 crianças. “Embora eu ainda mantenha contato com um bom número dos meus filhos do lar, tenho muita saudade do tempo que eram crianças. Deus abençoou o trabalho com milagres, e poder conviver e receber abraços e sorrisos todos os dias dessas crianças era muito bom”. Elizabeth foi diretora do Lar Infantil Vovó Josephina, em Araçoiaba da Serra (SP), que era mantido pela ADRA, doadores da Igreja e pela comunidade.

Os abrigados pelo lar recebiam muito mais do que um teto para morar. Eles ficavam divididos em quatro casas que acolhiam aproximadamente 12 crianças cada. Além do apoio psicológico e espiritual, também havia o lado educacional através de uma parceria com o Colégio Adventista de Sorocaba (SP).

A educação que essas crianças receberam refletiu nas suas escolhas no futuro, como aconteceu na vida da beneficiada Sthefania Rocha. “Estive por sete anos no Lar Vovó Josephina. Estudei em colégios e internatos adventistas até concluir minha graduação. Como eu fui beneficiada, espero também conseguir beneficiar outros através da minha profissão (professora), da minha história e dos meus recursos. O meu desejo é poder sempre estar servindo”, conta Sthefania, que foi deixada no abrigo junto com os seus dois irmãos.

A ADRA tem se destacado pelo seu trabalho social. As camadas menos favorecidas da sociedade têm obtido ajuda desse núcleo e por isso o seu trabalho tem sido um diferencial. Através da ADRA, muitas crianças que não tinham perspectivas de uma vida com qualidade, foram beneficiadas tanto na educação como na formação do seu caráter e hoje são profissionais bem sucedidos.

Isso faz parte da missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia – poder ajudar ao próximo com os recursos que possui, como esclarece o diretor da ADRA no Brasil, Jefferson Kern. “Como parte de nossa filosofia, sendo uma organização da Igreja Adventista, entendemos que os valores ensinados não só em atividades intencionais, mas também inerentes da motivação dos servidores, fazem com que as crianças acolhidas sintam de uma maneira prática o amor daqueles que seguem a Cristo. Este deveria ser o maior benefício recebido”, aponta.

Os núcleos da agência humanitária adventista têm cumprido essa missão. Priorizam os ensinos deixados por Cristo e atuam com dedicação para alcançar seus propósitos. É o que afirma Sthefania. “Eu lembro da primeira Bíblia que ganhei. Porque a comida e a educação são muito importantes, mas o ponto principal na vida de todo ser humano é ter um relacionamento firme com Deus”, reconhece. [Equipe ASN, Karine Rodrigues]

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