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Mutirão de Natal distribui mais de 358 toneladas de alimentos no Rio de Janeiro

Além de cestas básicas, brinquedos, roupas e outros donativos chegaram à famílias de várias partes do estado

Por Ayanne Karoline, Fabiana Lopes, Andréia Kals e Kimberly Cruz 18 de dezembro de 2020

Ceia de natal atendeu 50 pessoas em situação de rua na região Central do RJ. (Foto: Divulgação)

Desde outubro, igrejas, escolas e hospitais adventistas, em oito países sul-americanos, estão envolvidos no Mutirão de Natal, uma campanha solidária que visa proporcionar um final de ano mais feliz a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Muitas famílias foram beneficiadas em diversas regiões do RJ. (Foto: Divulgação)

Em um ano atípico, onde diversas famílias passaram por uma instabilidade financeira em decorrência da crise enfrentada durante a pandemia, a campanha de arrecadação de donativos promovida pelos adventistas começou ainda mais cedo, distribuindo até o momento, mais de 358 toneladas só no Rio de Janeiro, estado berço do projeto.

A campanha nasceu há 25 anos no Rio, com a proposta de arrecadar produtos básicos de consumo, como alimentos, peças de roupa, brinquedos, produtos de higiene e material escolar para serem doados.

Segundo o pastor Eber Nunes, atual coordenador do projeto para os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, a estratégia para este ano é que os voluntários, de fato, adotem uma pessoa, uma família ou uma entidade. “Queremos acompanhar essas pessoas não apenas no Natal, mas pelo tempo que for necessário para que suas necessidades sejam atendidas. Queremos ajudá-las a garantir seu próprio sustento e a ter qualidade de vida”, explica.

Ação para pessoas em situação de rua

Além de uma ceia de Natal, eles tiveram acesso a serviços como corte de cabelo. (Foto: Divulgação)

Algumas ações levaram mais que alimentos. Na região Central do Rio de Janeiro, o projeto Casa Esperança, que existe há seis anos e funciona no Centro Cultural dos Rodoviários do Rio, realizou uma Ceia de Natal para pessoas em situação de rua.  Além das refeições para 50 participantes, dentro de um ambiente decorado e com uma programação diferenciada, do lado de fora, quatro tendas foram montadas com os seguintes serviços: corte de cabelo, cuidados de saúde, distribuição de roupas e calçados e alimentação para quem não participar da Ceia. Um carro de banho também foi disponibilizado com sabonetes individuais, toalhas hospitalares e roupas limpas.

Famílias ganharam ave tradicional de Natal. (Foto: Divulgação)

Cestas especiais

Na região Caxiense do Rio, o Natal de mais de 900 famílias terá um item especial: o chester. Além da cesta de alimentos e produtos de limpeza que muitas delas já receberam, as famílias terão a tradicional ave para compor a Ceia de Natal.

Este é o terceiro ano consecutivo da ação da ONG ABACC – Associação Beneficente de Ação da Cidadania e Cultura , que tem parceria com a empresa Perdigão. A diretora da ONG, a assistente social adventista Sandra Sobral, diz que “é um momento de muita gratidão poder ajudar as pessoas a terem um Natal melhor, diante de tanta tristeza vivida neste ano de pandemia”, descreve.

Casas de caridade e comunidades carentes

Crianças da comunidade receberam brinquedos, roupas e calçados. (Foto: Divulgação)

O Mutirão de Natal em Jardim Paulista, zona oeste do Rio de Janeiro, envia donativos durante o durante o ano inteiro para sete comunidades carentes e três casas de caridade. São elas: a Comunidade Terapêutica “Associação vencedor a cada dia”, Casa de Idosos “Morada Verde” e a Casa Acolhedora de Adolescentes “Semeando para o Amanhã”.

A campanha, que começa no período pré-natal, desenvolve arrecadações em todos os finais de semana – de outubro a dezembro – e tem continuidade ao longo de todo o ano fazendo arrecadações nos dois primeiros finais de semana a cada mês. Qualquer pessoa pode participar. Para maior interação entre os voluntários, acontece até uma gincana com divisão de equipes e incentivo às arrecadações.

Na mesma região, cerca de 100 crianças carentes da comunidade de Carobinha, no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio, também tem um Natal diferente através do projeto. Elas são apadrinhadas por 90 voluntários e recebem presentes em datas especiais, como Páscoa, Dia da Criança e Natal.  Neste natal, cada padrinho está responsável por comprar uma roupa, um calçado e um brinquedo de presente de Natal para o seu afilhado.

Douglas Manassés, fundador da Instituição Manassés e ex-Coordenador do COMAD/RIO (Coordenadoria Municipal Antidrogas do Município do Rio de Janeiro), participa do projeto há três anos, juntamente com a sua esposa. Para o casal, é uma grande satisfação fazer parte do Mutirão de Natal. “Quando eu recebi o convite para participar e apadrinhar uma criança, fiquei encantado com a iniciativa. Como eu trabalho com recuperação de dependentes químicos, eu sei da importância de você cuidar das crianças e adolescentes hoje, para que tenham uma boa formação no amanhã”, explica.

Além de presentes, crianças de várias partes do RJ participaram de confraternizações. (Foto: Divulgação)

Festa para crianças

Em São Gonçalo, cerca de 75 crianças carentes foram cadastradas e apadrinhadas por voluntários da Igreja Adventista do Gradim e comunidade. A O processo de captação de padrinhos começa em agosto, e depois da confirmação dos nomes, acontece o cadastramento das crianças carentes. As crianças recebem um kit completo, com roupa, meia, calçado e brinquedo.

A atividade acontece desde 2012 e já ajudou, ao longo dos 8 anos de projeto, cerca de 500 crianças. “Sabemos que nem todas as famílias têm a possibilidade de comprar um presente para seus filhos no Natal, não dá pra ir no Shopping escolher um brinquedo ou uma peça de roupa, então procuramos levar isso até eles. A ideia é essa, deixar o Natal destas crianças mais feliz”, explica o voluntário João Ferreira da Costa.

História do Mutirão de Natal

Campanha de 2020 destacou os cuidados para a entrega dos donativos. (Foto: Divisão Sul Americana/IASD)

Era Natal em 1994. A mesa estava farta na casa de Marli e Sergio Azevedo, no Rio de Janeiro. Ao refletir sobre esse privilégio, o casal se deu conta de que milhares de famílias ao redor não tinham condições de preparar uma ceia para celebrar a data. Então, eles decidiram fazer algo a respeito. Mobilizando toda a sua igreja, começaram a arrecadar alimentos para doar a pessoas necessitadas. Nasceu aí o Mutirão de Natal, que se tornou um projeto oficial da Igreja Adventista, se espalhando por todo o Brasil e por outros países sul-americanos.

A experiência ao longo dos anos, no entanto, trouxe a necessidade de ampliar o conceito do projeto. Desde 2016, o slogan “Podemos fazer mais” tem incorporado ao Mutirão de Natal ações como a reforma de casas, atendimentos de saúde, visitas a asilos e orfanatos etc. Além disso, a campanha vem empreendendo soluções mais duradouras aos beneficiados, como aulas gratuitas de alfabetização e cursos para geração renda, ou o encaminhamento de crianças a uma escola e de desempregados a um trabalho.

 

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