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Jovens arrecadam enxovais para gestantes em situação de vulnerabilidade social

Membros do templo adventista central de Curitiba organizaram doações para mães que vivem na capital paranaense.

Por Jordana Graci 29 de junho de 2020

Voluntários no dia da entrega dos enxovais para as gestantes (Foto: Divulgação)

Montar o enxoval do bebê que está a caminho é um momento especial para as gestantes. No entanto, nem sempre as futuras mamães têm condições financeiras para adquirir o necessário para a chegada da criança.

É o caso da Lavínia Bispo, 23, que espera seu primeiro filho. Casada e com uma gravidez planejada, ela viu seu mundo desmoronar quando o casamento terminou. Aos oito meses de gestação e desempregada, saiu de Maceió, em Alagoas, com a ajuda de parentes para recomeçar a vida em Curitiba, no Paraná. “Quando cheguei aqui, eu não tinha nada para o meu filho. E agora, praticamente ganhei tudo”, comemora.

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L. L., de 16 anos, também está grávida. A gravidez foi um grande susto para a adolescente, que teve que encarar a gestação sozinha e sem condições financeiras. “As pessoas começaram a vir para me ajudar, para perguntar se eu precisava de alguma coisa, se eu precisava conversar, e eu comecei a ver que eu não estava sozinha, porque tem pessoas se preocupando, querendo ajudar, então eu não posso desistir”, conta emocionada.

Além da falta de renda, o isolamento social adotado por causa da pandemia do novo coronavírus não as permitem ter o tradicional chá de fraldas para arrecadar os itens necessários para os bebês. Mas elas contam com a ajuda de um grupo de jovens voluntários da igreja adventista central de Curitiba.

Amor em ação

Para o líder jovem do templo, Felipe Dias, a ação realizada não é algo comum no dia a dia do grupo. “Nós estamos acostumados a visitar asilos, orfanatos, a distribuir cestas básicas, mas uma situação como a dessas duas mães nós nunca tínhamos atendido. Foi muito legal, muito gratificante”, compartilha.

Doações incluem fraldas, roupinhas e produtos de higiene pessoal (Foto: Divulgação)

O pedido inusitado fez com que o grupo precisasse de ajuda para tirar as dúvidas relacionadas aos enxovais. A arquiteta Kensoly Dias, uma das voluntárias da iniciativa, conta que a solução foi recorrer à internet. “Não tínhamos nem ideia do que era um “culote”, por exemplo, aí procurávamos no Google as coisas que não sabíamos”, relembra, rindo.

Segundo Kensoly, diversas pessoas colaboraram com donativos. “Recebemos muitas doações e quando a gente percebeu, a campanha tomou uma proporção maior do que a gente imaginava. As coisas foram chegando e quando a gente viu, já tinha tudo o que precisava”, explica.

Além dos dois enxovais completos, que contaram com fraldas, roupinhas, produtos de higiene e móveis, as futuras mamães também se emocionaram ao receber um quadrinho feito à mão, com os nomes dos bebês, pintado por outra voluntária, Fernanda Bihaiko.

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