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Jovens adventistas acolhem moradores de rua e órgão especializado em atendimento social

Atividades ocorreram na praia de Rio das Ostras e no CentroPop de Campos dos Goytacazes, região fluminense do Rio de Janeiro.

Por Andréia Kals da Silva 18 de março de 2019

Jovens fizeram um mutirão de solidariedade na beira da praia.

Quem foi aproveitar o dia de sol na praia do centro em Rio das Ostras, RJ, no último sábado (16), foi surpreendido pela iniciativa dos jovens adventistas da região. Na data em que é comemorado o Global Youth Day, um grupo de cerca de 40 pessoas se preparou para servir a população em situação de rua que se encontra nas redondezas.

“Os jovens tiveram essa ideia porque muitos deles passeiam aqui na praia e vêem que existe esta necessidade”, conta Rogério Gama, líder de jovens na região. “Então uma igreja se concentrou na organização de um café da manhã e outra na exposição de um varal solidário”, explica.

O café da manhã estava repleto de alimentos saudáveis e apetitosos. Já o varal, continha roupas, calçados que atendiam tanto ao público feminino quanto masculino de diversas faixas etárias.

Não muito longe dali, em Campos dos Goytacazes, os jovens tiveram uma iniciativa semelhante. Decidiram adotar o CENTROPOP, um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, vinculado ao Departamento de Proteção Especial –PSE- da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Humano. Cerca de 150 pessoas são atendidas no local por mês e os jovens decidiram dar uma “mãozinha” neste trabalho.

Ali foi oferecido serviços médicos, corte de cabelo, doação de roupas, calçados e lanches. “Foi muito gratificante ver a alegria no rosto das pessoas em ganhar uma roupa, um cuidado com a saúde, ou um tratamento de beleza, pois muitas vezes por falta de recursos e pelo fato de morarem nas ruas, não conseguem obter. Ações como estas mudam a vida de muita gente, inclusive a nossa”, contou Pedro, participante das ações.

Dezenas de pessoas em situação de vulnerabilidade social receberam atendimento.

Tiago, líder e coordenador da atividade, concorda. “Jesus quando veio a esta terra ele foi igreja fora da igreja e nos também queremos ser as mãos do Senhor. O que mais me impactou foi ver a alegria das pessoas ao receber os pequenos gestos que fizemos por eles. Achamos que fizemos pouca coisa, mas vemos que isso fez uma grande diferença na vida deles”, afirma.

Os relatos de moradores de rua, que compartilharam os nomes, mostra exatamente isso. “Eu me senti acolhido”, contou um deles. “A esperança aumenta quando recebemos apoio de algumas pessoas, porque no dia a dia o desprezo é muito grande”, desabafa. “Eu fiz corte de cabelo, recebi roupa, comida, desodorante, creme dental, isso é muito bom”, contou outro. “Como estou desempregado, isso me ajuda muito. Desejo que Deus abençoe em dobro a todos vocês”, acrescentou.

Segundo Dayane, líder de jovens na região de Goytacazes, a ideia é que este acolhimento ocorra de forma contínua. “Os jovens entenderam seu propósito e estão decididos a sair da zona de conforto. Estão se articulando para repetir esta ação mensalmente e adotar esta causa. Num mundo de tanto individualismo, eles querem dar valor àqueles que estão a margem da sociedade, e fazer parte disso é muito emocionante”, reflete.

Roger, da ação na praia no Rio das Ostras, também concluiu que os benefícios das ações foram além do que esperavam. “Enquanto oferecemos o lanche matinal e o varal solidário, convidávamos as pessoas para assistirem o culto conosco na igreja a tarde. Tivermos moradores de rua nos prestigiando com sua presença e um casal cristão de outra denominação que acharam o trabalho lindo e informaram o interesse em estudar a bíblia. Sem dúvidas,  este é um trabalho que continuará dando frutos”, conclui.

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