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Igreja promove campanha contra violência doméstica familiar

Projeto mantido pela igreja Adventista acontece desde 2002 e tem como objetivo conscientizar a população sobre o combate à violência doméstica

Por Rafael Brondani 12 de julho de 2021

A campanha também utiliza revistas, materiais impressos, passeatas, palestras, carros de som e redes sociais para promover a prevenção da violência familiar. (Foto: divulgação)

Ativo desde 2002, a Igreja Adventista do Sétimo Dia mantém um projeto de ajudar vítimas de violência doméstica e abuso sexual.

A iniciativa, intitulada Quebrando o Silêncio, é promovida anualmente em oito países da América do Sul, inclusive o Brasil.

O Quebrando o Silêncio também incentiva a realização de fóruns, feiras educativas, eventos e programações de combate à violência durante todo o ano, mas é no quarto sábado de agosto que acontece uma das suas principais ações.

Apesar de a cada ano esta campanha ter uma ênfase diferente, a essência consiste em conscientizar as pessoas sobre o respeito às mulheres, às crianças e aos idosos.

As mais de 300 congregações Adventistas do DF e Entorno já estão sendo incentivadas a participarem do projeto, que em 2021 acontece no dia 28 de agosto.

Anny Gill lidera as mulheres Adventista de todo o Planalto Central e salienta que diversas ações têm sido programadas, como passeatas, fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência, entre outros.

“Hoje mais do que nunca precisamos dar continuidade aos nossos esforços para apoiar as pessoas que sofrem com violência e abuso. Estamos escolhendo muito bem as nossas ações e planejando com carinho para que sejam realmente muito eficazes”, frisa Anny.

A campanha também utiliza revistas, materiais impressos, passeatas, palestras, carros de som e redes sociais para promover a prevenção da violência familiar.

A líder das mulheres adventistas para todo o Centro-Oeste do Brasil, Débora Ogalha, destaca que o principal objetivo do projeto é ajudar as vítimas a falarem sobre o assunto.

“Entendemos que quando a vítima fala, se manifesta, protesta, ela inibe o agressor. O fim do silêncio das vítimas pode colocar um ponto final”, destaca a coordenadora do projeto.

A iniciativa também conta com líderes de congregações atuando em ruas e bairros, por meio de palestras com profissionais treinados a falarem sobre o assunto.

“Propiciamos conversas com psicólogos, delegados. Apresentamos testemunhos de pessoas que passaram pela situação, que foram ajudadas pelo projeto”, explica Débora Ogalha.

Em Novo Gama, a igreja Adventista do bairro Pedregal já está se organizando para as atividades. Todos os anos uma das atividades no local é uma carreata.

A coordenadora da programação, Alvany Fonseca, destaca que os carros serão enfeitados com balões, carros de som irão acompanhar o grupo, além de faixas com dizeres como Quebre o silêncio, Diga não à violência.

“A carreata terá cerca de 10km. Além disso também teremos palestras em escolas, associações, incentivando a denúncia de abusos. Quando identificamos um caso orientamos e encaminhamos as vitimas aos órgãos competentes”, conclui.

Projeto da Igreja Adventista virou lei no DF

No Distrito Federal, a iniciativa ganhou ainda mais visibilidade após sanção do Projeto de Lei (PL) 6727/2020 por parte do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O PL, por sua vez, é de autoria do vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Delmasso (Republicanos).

O parlamentar criou a Semana Quebrando o Silêncio após tomar consciência da iniciativa da Igreja Adventista por meio de uma assessora que congrega na comunidade.

Desde então, a campanha de conscientização no combate à violência contra crianças, mulheres e idosos foi incluída no Calendário Oficial do Distrito Federal, com realização sempre na última semana de agosto.

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