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Feira de Saúde atende mais de 1,5 mil pessoas na Praça da Sé

Além dos transeuntes, moradores de rua e até mesmo um refugiado haitiano foi beneficiado pelo programa.

Alunos, professores e enfermeiros ajudaram na realização da Feira de Saúde.

Alunos, professores e enfermeiros ajudaram na realização da Feira de Saúde

São Paulo, SP… [ASN] Em meio aos inúmeros moradores de rua aglomerados na Praça da Sé, o refugiado haitiano Laufant Dumond destaca-se na multidão por causa de seu jeito alegre e espontâneo, que assemelha-se ao de uma criança. Especialmente no último sábado, 28 de novembro, Dumond ficou ainda mais feliz. Ele e mais outras 1,5 mil pessoas foram beneficiadas pela Feira de Saúde que aconteceu no coração da cidade de São Paulo. Lá, os atendidos passaram por um circuito de saúde que incentivava a prática de bons hábitos, tais como: consumo adequado de água, luz solar, ar puro, boa alimentação, exercício físico, equilíbrio, repouso e confiança em Deus.

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A promoção da Feira de Saúde foi uma iniciativa do Hospital Adventista de São Paulo (Hasp) em parceria com o Instituto Base Gênesis, centro de influência adventista na Praça da Sé, do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Superbom e Casa Publicadora Brasileira (CPB). A ideia era atender as pessoas mais carentes e as que não têm tempo para cuidar da saúde do modo ideal no dia a dia. Um diferencial foi o circuito kids, que atendeu cerca de 150 crianças com enfoque na alimentação saudável e tempo livre dedicado às brincadeiras externas. Tanto o atendimento adulto quanto infantil aconteceu entre 11h e 16h.

Cerca de 150 crianças passarem pelo circuito de saúde kids.

Cerca de 150 crianças passarem pelo circuito de saúde kids

O organizador e diretor administrativo do Hasp, Rafael Almeida, conta que o projeto para executar a feira existe há bastante tempo, mas que a realização só foi possível graças a colaboração da Igreja Adventista como um todo. “Unidos somos muito mais fortes. Podemos ir muito mais longe”, confia. Além do trabalho realizado em grupo, outras parcerias desempenharam um papel imprescindível no auxílio às pessoas.

Roupas novas

O diretor do Instituto Base Gênesis, pastor Wallyson Santos, por exemplo, organizou uma loja chamada Street Store, na qual os moradores de rua e pessoas carentes podiam escolher as roupas que queriam. “A intenção era que o indivíduo escolhesse uma roupa como se ele estivesse realmente comprando. Queríamos dar esse direito a ele, apesar de ser algo ganhado. Isso é muito importante para a satisfação pessoal do beneficiado”, acredita.

Contudo, o trabalho desenvolvido foi muito além dos atendimentos especializados. Além da aferição de pressão e glicemia, os transeuntes e sem-teto receberam um lanche especial e cerca de 85 mil livros Viva Com Esperança foram distribuídos. Para toda essa ação acontecer, aproximadamente 100 voluntários ajudaram durante todo o dia, desde a montagem até a desmontagem dos stands.

Professora e voluntária pelo Unasp, Andrea Carvalho conta que a experiência foi enriquecedora por dois motivos. “Atendemos a necessidade de quem precisa e também lembramos os ocupados demais que é importante cuidar da saúde e da mente”, pontua. Em outras palavras, Andrea acredita que a pausa provoca uma reflexão essencial para a agitação que é a vida de quem reside na capital.

Gratidão

Um dos objetivos da Feira de Saúde é expor a importância da comunhão com Deus para ter uma vida melhor. No próprio diálogo com os beneficiados, os voluntários perceberam a necessidade que eles sentem de um ombro amigo. O haitiano Dumond é uma prova disso.

O haitiano Laufant Dumond demonstra sua alegria após receber uma melancia dos voluntários do Instituto Base Gênesis.

O haitiano Laufant Dumond demonstra sua alegria após receber uma melancia dos voluntários do Instituto Base Gênesis

Ao final das atividades, enquanto os voluntários recolhiam os equipamentos, Dumond circulava entre eles agradecendo pelo tênis, roupas, alimentos e por uma melancia que ganhou. “O sentimento de gratidão era notável e incomum. Fazemos tão pouco, mas para quem precisa é algo imensurável”, complementa a voluntária Taccyana Teixeira.

Para o diretor do Instituto Base Gênesis, Santos, a atitude do refugiado impulsiona a participação de todos na ajuda ao próximo. “Isso nos ensina a incluir as pessoas e tratá-las com amor. Portanto, se elas não vêm até nós, então, nós vamos até elas”, finaliza. [Equipe ASN, Jhenifer Costa]

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