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ADRA dá suporte a imigrantes que viviam em situação de rua

Ao todo, 2.400 pessoas foram beneficiadas pelo projeto ao longo de 2019, 480 em cada estado.

Por Emanuele Fonseca 28 de janeiro de 2020

 

Chegada dos venezuelanos no Rio Grande do Sul

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), em parceria com a ONU e as Forças Armadas, implementou o projeto SWAN, com o objetivo de interiorização dos imigrantes, auxiliando na locação de casas e ingresso no mercado de trabalho.

O projeto está presente em cinco estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio grande do Sul.  Ao todo, 2400 pessoas foram beneficiadas ao longo de 2019, 480 em cada estado. No estado do Rio Grande do Sul foram atendidas 96 famílias compostas por 5 pessoas em média.

Antes de serem ajudados pelo projeto SWAN, os imigrantes venezuelanos chegam em Boa Vista, a capital de Roraima. Eles tentam conseguir alguma forma de sustento, mas a maioria acaba ficando em situação de rua, dormindo em parques e rodoviárias, e quando conseguem fazer contato com a ADRA, algumas famílias acabam se separando por falta de alguns requisitos (vacina, documentos e até mesmo falta de vagas). A equipe voluntária trabalha para que isso não aconteça, porém, nem sempre é possível atender a todos.

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Reencontros

Pedro trabalha como auxiliar de pedreiro na cidade de Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul, e faz parte do grupo que veio de Boa Vista através do projeto. O venezuelano está sem ver sua esposa há mais de um ano, mas neste mesmo mês acontecerá o reencontro. “Estou longe de toda a minha família. Neste momento estou esperando a minha mulher que saiu ontem de Boa Vista, hoje já está em Brasília e amanhã estará aqui. E isso só aconteceu através da ADRA, e não tenho palavras para expressar minha alegria”, comemora.

A equipe da ADRA de cada estado seleciona os perfis e encaminha para empresas que foram contatadas com antecedência e já sabem da situação dos futuros trabalhadores. O chefe de Recursos Humanos da imprensa Guanabara, Renato Silveira, contratou sete venezuelanos e afirma que as duas partes saem ganhando. “Para nós foi é motivo de satisfação, de orgulho. Nossos colaboradores já estão habituados a esse processo de inclusão. Muitos funcionários atuam como padrinhos de quem chega e hoje eles já estão adaptados, com um bom desempenho, uma boa produtividade e isso é o que a gente precisa”, conta Silveira.

 

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