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Voluntárias preparam almoço para população de rua em BH

Projeto Unidos na Missão teve início em junho do ano passado, quando a pandemia intensificou o problema da fome

Por Renata Paes 24 de abril de 2021

A preparação do alimento ocorre na cozinha do templo adventista em Jardim Montanhês, em Belo Horizonte (Foto: Renta Paes)

Quem trouxe vocês aqui? Ah, já sei! Foi Jesus! Foi ele quem fez vocês virem aqui”, disse um morador em situação de rua.

O homem, não identificado, de aproximadamente 1m70 de altura, magro, cabelos ondulados, olhos perdidos e os sentidos aparentemente confusos, pega uma marmita e começa a se alimentar, como se no estômago ecoasse apenas o vazio.

O alimento foi preparado por voluntárias da Igreja Adventista do Sétimo Dia do bairro Jardim Montanhês. Neste sábado, 24, a equipe acordou cedinho para prover o almoço de 158 pessoas que estão nas ruas de Belo Horizonte.

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A ação faz parte do projeto Unidos na Missão, uma iniciativa da Ação Solidária Adventista(ASA). A iniciativa é coordenada por Lucineide Bernardes e conta com a parceria de membros da igreja.

Começamos com doações de cobertores por conta do frio. Depois passamos a levar sopa, e agora oferecemos o almoço aos sábados e, quando possível, o café da manhã aos domingos. Nosso objetivo maior é ajudar as pessoas que estão na rua e passam fome”, explica Lucineide.

Realidade

Segundo um levantamento do projeto Polos de Cidadania, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte tem cerca de 9 mil moradores nas ruas.

O projeto teve início em junho do ano passado, quando a pandemia intensificou o problema da fome e de pessoas nas ruas. A iniciativa mantém-se com doações de empresários, policiais militares, profissionais da saúde e adventistas envolvidos com a causa solidária.

Com as filhas em casa, Shirley conta que suspensão das aulas devido a pandemia, fez com que o investimento com alimentação aumentasse. (Foto: Renata Paes)

As doações também se transformam em cestas básicas, como a que Shirley de Araújo Silva, de 40 anos, recebeu na manhã deste sábado. Ela mora com as três filhas e perdeu o emprego na pandemia. Além disso, não recebe pensão alimentícia para as filhas e conta com as doações do projeto.

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