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Colégio Adventista arrecada e entrega doações a refugiados venezuelanos

A iniciativa conseguiu mais de 25 colchões, fogão, sofá, guarda-roupa e botijão de gás.

Por Renata Paes 21 de novembro de 2019

A família de venezuelanos ganhou guarda-roupa, fogão, botijão de gás, entre outro móveis. (Imagem: Joelton Oliveira)

De estudantes do 8º ano a empreendedores mirins. Assim podemos chamar cerca de 35 alunos do Colégio Adventista de Belo Horizonte (CABH), que pensarem em estratégias de marketing e ações, para sensibilizar pessoas a doarem móveis e eletrodomésticos aos venezuelanos, que vivem em Belo Horizonte.

A partir de vídeos publicados nas redes sociais, contatos com empresários e conversas pessoais, eles conseguiram arrecadar mais de 25 colchões, fogão, guarda-roupa, sofá, cesta básica, brinquedo e botijão de gás.

Veja abaixo um dos vídeos publicados nas redes sociais:

A iniciativa fez parte da matéria de empreendedorismo social, que buscou estimular nos alunos, o desenvolvimento de estratégias para ajudar o próximo. Eles foram divididos em grupos. Cada grupo representou uma empresa, responsável em criar meios para alcançar o maior número de doadores. A disciplina foi orientada pelo especialista em administração, Prof. Rafael Elias Gonçalves.

“Cada equipe se mobilizou de forma diferente. Durante as aulas, eles montaram estratégias diferentes. Uns fizeram vídeos, outros ligaram para empresas e foram atrás dessas doações, porque sabiam que o propósito era algo nobre, o de ajudar as famílias venezuelanas”, ressalta o professor.

Prof. Rafael Elias Gonçalves, responsável pela disciplina de empreendedorismo social. (Imagem: Joelton Oliveira)

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Rivca Chagas, Graziela Costa e Eduarda Loureiro fazem parte da Empresa Júnior do CABH. Como verdadeiras empreendedoras, elas apresentaram a proposta da ação para parceiros e conseguiram doações.

“Nós entramos em contato para adquirir mais recursos e mais empresas que pudessem ajudar. Um exemplo foi que recebemos a doação de uma loja, que doou um fogão”, destaca Graziela.

Integrantes da Empresa Júnior do Colégio Adventista de Belo Horizonte (CABH). (Imagem: Joelton Oliveira)

As doações foram entregues no CABH, na manhã desta quinta-feira, 21 de novembro, ao casal de venezuelanos, Ámbar Ramirez Corcega e Renny José Rodríguez, que estavam com a filha, Ema Dashell Rodríguez Ramírez, de 3 anos. A família reside em BH há um mês.

O casal ficou feliz em perceber o carinho com que foram tratados e acolhidos pelos alunos. “É muito gratificante ver eles se reunindo para nos ajudar, ainda mais sendo crianças”, ressaltou Renny.

Ámbar Ramirez Corcega, Renny José Rodríguez e Ema Dashell Rodríguez Ramírez estão em BH há um mês. (Imagem: Joelton Oliveira)

ADRA Minas

Nos próximos dias, uma caminhonete da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), com sede em BH, irá buscar as doações para entregar na casa do casal.

A ADRA, em parceria com a agência norte-americana para assuntos humanitários internacionais, a USAID/OFDA, implementou em todo o Brasil o projeto SWAN, (sigla em inglês para “alojamento, água, saneamento, higiene e assistência não-alimentar para imigrantes venezuelanos no Brasil”).

O projeto busca oportunidades de trabalho e moradia para famílias venezuelanas recomeçarem a vida. A coordenadora de interiorização dos venezuelanos, Mabel Grillo, explica como ocorre esse processo.

Mabel Grillo e os demais servidores da ADRA, atuantes no projeto de interiorização dos venezuelanos, acompanharam a família até o CABH para receber as doações. (Imagem: Joelton Oliveira)

“Os venezuelanos migraram para o Brasil e ficaram em abrigos, no estado de Roraima. Para poder ajudar o governo brasileiro, a ADRA, junto a USAID, apoia o processo de interiorização desses venezuelanos. Isso significa trazê-los às capitais brasileiras. Nós conseguimos vaga de trabalho e eles receberam moradia, além de outros benefícios. Dentro do projeto temos que equipar essas casas. Entretanto, precisamos de doações. Ações como essa, da Educação Adventista, em que crianças começam a entender a noção de cidadania, fraternidade, nos comove muito”, enfatiza Mabel.

Renny atualmente está empregado em uma empresa de placas solares. A esposa é licenciada em Administração de Empresas e aguarda recolocação no mercado de trabalho.

Ámbar agradece as alunas pelo ato de solidariedade. (Imagem: Joelton Oliveira)

 

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