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Centro de Reabilitação ADRA Rio realiza culto de gratidão

Desde sua inauguração há 1 ano e meio, o Centro de Reabilitação já atendeu mais de 140 pessoas.

23 de dezembro de 2014
Centro reabilitacao

Cerca de 70 pessoas estiveram presentes no culto de gratidão, realizado no dia 13/12. (Fotos: Fabiana Lopes)

Rio de Janeiro, RJ [ASN] “Ser grato a Deus é um privilégio que todos têm, mas bem poucos fazem. Quando vidas são transformadas e resgatadas de vícios e tantos outros males, vemos milagres em nossos dias”, inicia pastor Lourival Preuss, diretor da ADRA para o Rio de Janeiro.

O Centro de Reabilitação da ADRA Rio “Vidas Transformando Vidas” existe há um ano e meio e atende atualmente 16 dependentes químicos. A cada final de ano é realizado um culto de gratidão pelas vitórias e bênçãos, com a presença de familiares, amigos e pessoas que tiveram alguma influência do local.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais – ADRA é atualmente uma das principais organizações de ajuda humanitária não-governamentais no mundo. Em 1997 a agência recebeu o Status Consultivo Geral das Nações Unidas, uma oportunidade única que deu à ADRA voz ativa na comunidade internacional. Dentre os vários projetos existentes na Agência, está o trabalho realizado com dependentes químicos, como aqui no Rio de Janeiro.

Cerca de 140 pessoas já passaram pelo Centro e neste culto de gratidão vários dependentes livres das drogas estiveram presentes para encorajar outros amigos que ali estão. Pastor Lourival Preuss é o líder da ADRA para o Rio de Janeiro e explica como este Centro influencia na vida das pessoas e agradece o trabalho dos voluntários na entrevista:

Dentre os voluntários que atuam no Centro, Ed Beiral e a esposa Rosi Santos são terapeutas em dependência química e realizam terapia com os dependentes semanalmente com o método ‘Minesota 12 passos’. Beiral afirma que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a dependência química como uma doença fatal, progressiva e incurável, mas que tem recuperação. “Não existe ex-dependente químico, dependência química que é como hipertensão ou diabetes, precisa de tratamento diário para não se manifestar. Todo dia o dependente químico precisa estar buscando sua recuperação, como forma de prevenção de racaída. É sempre um novo desafio se manter limpo cada dia” relata Beiral, dependente em recuperação.

Beiral e Rosi Santos planejam trabalhar no próximo ano com um Pequeno Grupo específico para dependentes químicos que terá o nome de ‘Ministério Parceiros da Vida”. As reuniões acontecerão na Igreja Adventista de Jardim Novo, em Realengo. “Assim como os AA – Alcoólicos Anônimos e outras entidades têm suas reuniões, queremos ajudar estas pessoas que são portadoras dessa doença e lutam contra a dependência química, precisamos inserir este trabalho dentro de nossas igrejas”, comenta Rosi Santos.

Centro reabilitacao

Luiz Carlos (ao centro) com a filha Rafaela e o pastor Lourival.

Luiz Carlos de Paula chegou ao Centro há 45 dias e sua filha, Rafaela Silva de Paula, já sente uma grande transformação no pai. “Estou muito feliz com a recuperação dele. A transformação está sendo física e espiritual, suas atitudes estão diferentes. Meu pai é um novo homem”, comenta Rafaela.

Maria Celma de Oliveira Pereira participou do culto de gratidão a convite de Norma Nascimento, voluntária há oito anos. Há seis anos ela atua no Ministério das Prisões e visita as detentas do presídio Talavera Bruce, em Bangu. Norma explica que o Talavera é uma penitenciária feminina e seu trabalho não se restringe apenas à visitação das presas, mas também aos seus familiares. “Visito as detentas quinzenalmente e ali conheci Adriana, que cumpria pena por tráfico de drogas. Durante seu tempo de condenação, ela participou dos cultos e pediu estudos bíblicos. Logo que saiu do presídio, Adriana pediu para ser batizada. É um prazer trabalhar para Jesus dentro das prisões”, completa Norma. Adriana é membro da Igreja Adventista de Irajá, no Rio de Janeiro, juntanemtne com sua mãe Maria Celma e os irmãos Andreia e Anderson Pereira.

[Equipe ASN, Fabiana Lopes]

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