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Casa de imigrantes venezuelanos recebe apoio da Igreja Adventista

Projeto visa ajudar com roupas, sapatos e alimentos, cerca de 90 imigrantes em condições de vulnerabilidade em Curitiba.

Por Luciene Bonfim 26 de março de 2019

Em visita à casa de apoio, Ministério Chama Coral se apresentou para imigrantes venezuelanos

Em meio à crise política e econômica que a Venezuela enfrenta, o número de imigrantes tem aumentado consideravelmente. De acordo com uma estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em agosto de 2018, o Brasil já tinha cerca de 30,8 imigrantes venezuelanos. Ainda segundo o órgão, para 2019 estima-se a entrada de mais 15,6 mil venezuelanos.

Com o crescimento da imigração, muitas cidades têm enfrentado dificuldades para receber essa nova população, e prover recursos básicos para a sobrevivência dos mesmos.

Em Curitiba, a situação não é diferente, mas, diante da necessidade de apoio do grupo, uma iniciativa dos jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia visa auxiliar essas pessoas que deixaram seu país de origem em busca de melhores condições de vida.

Grupos de amigos se dividiram para ouvirem histórias de vida, carregadas de sofrimento e dor

O projeto mobilizou cerca de 120 jovens que se juntaram para de alguma forma amenizar o sofrimento dos estrangeiros. A equipe resolveu adotar uma casa de apoio aos venezuelanos e fazer deles novos membros da família.

A atitude consiste em dois ou três jovens “adotar” um imigrante, com intuito de ajudá-lo em suas necessidades básicas, tais como: produtos de higiene, alimentação, trabalho, educação, entre outras.

“A ideia é que esses jovens entrem em contato com essas pessoas, conheçam suas histórias, suas realidades e também conheçam as necessidades dessa casa. Durante todo o ano, eles estarão em contato com cada um dos moradores, para que as necessidades materiais, afetivas e sociais possam ser supridas pelos nossos jovens”, pontua o pastor e líder de jovens na região central do Paraná, Tiago Santos.

Sem distinção de raça, cor e classe social, jovens adventistas mostraram que o amor é uma linguagem universal

Independe da raça, cor, religião ou classe social, os adventistas mostraram que o amor é uma linguagem universal e pode ser compartilhada diariamente com o próximo.

“Aqui a gente está podendo ver o outro lado da história, porque a gente vê por aí que os imigrantes estão vindo, precisam de ajuda, mas estar aqui poder conversar e realmente conhecer as histórias é diferente. O sentimento é de realmente adotar, porque a gente quer voltar aqui, adotar eles, conhecer suas histórias, ver o que precisam”, comenta a voluntária do projeto, Fernanda Machado.

Para o jovem imigrante, Jhoseph Medina, a ajuda que o grupo de adventistas está oferecendo é muito importante para eles, e todos estão muito gratos por isso. “Nós não queremos prejudicar ninguém, nenhuma pessoa aqui, queremos ajuda, um abraço solidário, e agradecemos toda a colaboração que tem sido dada a nós. Muito obrigado ao Brasil por toda ajuda que é dada a todo venezuelano, a acolhida que tem nos dado”, ressalta Medina.

Iniciativa de “adotar” imigrantes, visa auxiliar o grupo a se estabilizar na cidade e ajudar as famílias na Venezuela

A casa de apoio atualmente abriga cerca de 90 imigrantes. Trata-se de um local temporário, sendo que três meses é o tempo máximo que cada pessoa tem para conseguir um emprego e deixar o lugar. Sem dúvidas, os desafios são enormes, mas os jovens adventistas estão mobilizados para auxiliarem o grupo.

De acordo com o pastor e líder de jovens para a região Sul do País, Elmar Borges, nos últimos anos a juventude tinha sido desafiada a realizar projetos mais pontuais, no entanto, o foco mudou. “A diferença desse ano para anos anteriores, é que os nossos projetos agora vão ter continuidade. Ou seja, você vai fazer uma ação com um doente, mas agora você vai acompanhar esse doente durante algum tempo, eu acho que essa é a grande novidade. Agora eles adotam um projeto e darão continuidade por um, dois anos, até que o problema seja resolvido”, enfatiza Borges.

“A gente fica muito feliz de ver como a comunidade de Curitiba, mais a Igreja Adventista vieram aqui nos ajudar com seu apoio, ser uma família para nós, porque nós precisamos disso. A maioria de nós ficamos sozinhos, não temos nenhuma família aqui ”, salienta Jorge Marino.

Cerca de 120 jovens abraçaram o projeto e se tornaram parte da família dos venezuelanos

 

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