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Bancos de sangue precisam de doadores, alerta Ministério da Saúde

Hemocentros alertaram sobre baixa nos estoques. Estados que registram casos de febre amarela apresentam maior queda nas doações

7 de março de 2018

Por Agência Saúde, com informações da redação

O estoque de sangue é essencial em atendimentos de urgência, cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas e oncológicas. (Foto: Shutterstock)

O Ministério da Saúde divulgou um alerta no início de março sobre a queda nas doações de sangue que tem afetado os estoques, segundo relatos de hemocentros de todo o país. A pasta reforça a importância da doação regular, sensibilização de novos voluntários e dos já existentes doadores.

As doações de sangue costumam ser menores em todo o país nos períodos de férias escolares e feriados prologados, o que ocasiona uma redução nos estoques dos hemocentros. Estados que registram casos de febre amarela apresentam maiores quedas, pois quem recebe a vacina contra a doença fica inapto para doar sangue durante quatro semanas. Uma das prioridades do Ministério da Saúde é manter os estoques de sangue abastecidos. Assim, vale lembrar a população da importância de doar antes de viajar ou de se vacinar contra a febre amarela.

“O sangue é insubstituível. Ainda não existe nenhum tipo de medicamento que possa substituir a doação de sangue. E quem precisa, só consegue graças à generosidade de quem doa. O importante é doar regularmente, pois em períodos de férias e seca, a tendência é diminuir os estoques. Vale lembrar que uma doação pode beneficiar até quatro pessoas”, reforça o coordenador da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.

O sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão sanguínea.

Os adventistas e a doação de sangue

A Igreja Adventista mantem projetos perenes de incentivo à doação de sangue. O Vida por Vidas mobiliza, anualmente, desde 2005, voluntários de toda a América do Sul para doarem durante o período da Páscoa. O Global Youth Day (Dia Mundial do Jovem Adventista) estimula jovens do mundo inteiro a praticar boas ações, dentre elas, a doação de sangue.

Celebrado, neste ano, em 17 de março, o Global Youth Day teve como foco a distribuição de pão e água, o que não anulou o estímulo à doação de sangue.

Condições para doar

No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos, é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e apresentar bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar em jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto. A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Dados nacionais

No Brasil, são feitas cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano. Dados de 2016 indicam que 1,6% da população brasileira – 16 a cada mil habitantes – doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população – o Ministério da Saúde tem se esforçado para aumentar a taxa. Em 2017, o órgão investiu R$ 1,2 bilhão na rede de sangue e hemoderivados (Hemorrede). Os recursos foram destinados a estruturação da rede nacional para a modernização das unidades, qualificação dos profissionais e processos de produção da Hemorrede, além do fornecimento de medicamentos de alto custo a pacientes para atenção aos pacientes portadores de doenças hematológicas.

Atualmente, o Brasil possui 32 hemocentros coordenadores e 2.033 serviços de hemoterapia, incluindo hemocentros regionais, núcleos de hemoterapia, unidades de coleta e transfusão, central de triagem laboratorial de doadores e agências transfusionais. A doação de sangue é 100% voluntária e beneficia qualquer pessoa independente de parentesco com o doador.

Referência

O Brasil é referência em doação de sangue para a América Latina, Caribe e África. Desde 2009, a experiência brasileira é utilizada em cooperações técnicas com vários países para o fortalecimento e desenvolvimento da promoção da doação voluntária de sangue, qualificação da atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes. Honduras, El Salvador e República Dominicana são exemplos de parceiros em projetos para o fortalecimento da doação voluntária de sangue.

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