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Aposentada desce mantimentos por uma corda a fim de ajudar necessitados

Arinda Silva, de 76 anos, está isolada e por isso encontrou um meio inusitado para continuar ajudando apesar da pandemia

Por Leonardo Saimon 6 de abril de 2021

Trabalho social é um dos principais meios que Arinda usa para beneficiar pessoas (Foto: Filipe Adrian)

Arinda Silva, de 76 anos, encontrou um meio inusitado de continuar exercendo a solidariedade mesmo enquanto está confinada. A capixaba, nascida em Baixo Guandú, no Espírito Santo, e moradora da Grande Vitória, improvisou uma corda para arrecadar mantimentos e descer doações. A ideia nasceu da necessidade que a aposentada sente de auxiliar as pessoas que a procuram pedindo ajuda. Segundo ela, a busca por alimentos tem aumentado com a pandemia.

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A percepção de Arinda é assertiva e os números corroboram. A taxa média de desemprego em 2020 foi recorde em 20 Estados do País, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD Contínua), iniciada em 2012.

“Por telefone as pessoas me ligam e dizem que têm doações. Outras entram em contato pedindo ajuda. Então uso esta corda improvisada para pegar ou para descer os mantimentos”, conta.

O trabalho de voluntariado realizado por Arinda não é recente. Por quase 20 anos, a aposentada trabalhou na Ação Solidária Adventista (ASA), um departamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) voltado a ajudar a comunidade com mantimentos.

Capixabas procuram dona Arinda para realizar doações (Foto: Filipe Adrian)

Pão nosso de cada dia

Além dos mantimentos, Arinda também encontra outro meio de ajudar. Ela prepara pães e costuma ir à varanda de casa observar se passa sob seus olhos alguém que aparenta estar precisando. “Eu grito aqui de cima: ‘Ei, quer um pãozinho aí?’! Se a pessoa aceitar, eu desço o pão para pessoa”, explica.

E se alguém que não precisa recorre à Arinda pedindo seus famosos pães, ela pede em troca alimentos como açúcar, óleo, arroz ou feijão, e reserva o produto arrecadado para doar posteriormente. “Eu gosto de ajudar para que quando eu não estiver mais aqui, outros continuem”, ressalta.

Vacinada

No dia 13 de março, Arinda tomou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus e aguarda com expectativa a segunda, que deve sair a partir do dia 13 de abril. Mesmo assim, ela ainda se mantém resguardada no combate à doença, mas não da solidariedade.

“A motivação que sinto vem de Deus. Ele me faz enxergar a necessidade pelas quais as pessoas estão passando durante a pandemia. Então faço o que posso para continuar este trabalho”, finaliza.

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