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Agência humanitária adventista ajuda famílias de pescadores no Nordeste

Após derramamento de óleo no litoral, vendas de pescadores caíram até 90%.

Por Lucas Rocha 15 de dezembro de 2019

Famílias foram afetadas com a queda nas vendas de pescado (Foto: Lucas Rocha)

O maior desastre ambiental marinho do Brasil começa a ser refletido nas finanças de famílias do Nordeste. Após a coleta de mais de 5 mil toneladas de óleo serem retiradas do litoral brasileiro, a disposição da população em consumir peixes e outros alimentos de origem marinha diminui consideravelmente. O coletivo SOS Mar estima que, somente no Estado de Pernambuco, as vendas de sururu, caranguejo e ostras caíram 90%, enquanto a de peixes registrou diminuição de 70%.

Como consequência, muitas famílias de pescadores perderam a principal fonte de renda. Para amenizar a situação, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) acionou o plano de atendimento a situações de emergência e liberou doações que, somadas, ultrapassam os 80 mil reais. O valor beneficiou mais de 170 famílias, que receberam cerca de 450 reais cada uma, no dia 9 de dezembro.

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Diretor da ADRA Nordeste, Erinaldo Silva entrega cartão para família de pescadores (Foto: Lucas Rocha)

A iniciativa da agência humanitária tem o objetivo de atender necessidades básicas das famílias de pescadores que, com o desastre ambiental, perderam a principal fonte de renda e ainda não receberam ajuda do governo.

“Foi prometido, mas ainda não recebemos nada. Se não fosse essa ajuda, ficaria difícil até para celebrar o Natal”, afirma Débora Gomes, matriarca de uma família de mais de 10 pescadores. Eles moram na Ilha de Deus, um dos bairros do Recife que costumava receber a visita frequente de turistas em busca de peixes e sururu, principalmente.

Débora Gomes exibe feliz o cartão que recebeu da ADRA. Valor será usado para comprar itens para a ceia de Natal (Foto: Lucas Rocha)

De acordo com o diretor da ADRA Nordeste, Erinaldo Silva, a ajuda é uma resposta emergencial ao problema. “Esses pescadores tinham uma vida normal até acontecer essa tragédia. O objetivo da ADRA é ajudar essas famílias a retomarem o curso normal dessas vidas. Com esse valor, será possível comprar itens no mercado que estavam faltando em casa”, explica.

O cadastro dos pescadores foi intermediado por líderes da Colônia de Pescadores e Pescadoras. Para fazer doações para os projetos emergenciais na ADRA no Nordeste, clique aqui.

Com a queda nas vendas, redes de pesca estão sem uso (Foto: Lucas Rocha)

 

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