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ADRA Sul-americana atendeu meio milhão de pessoas em 2017

Nos primeiros seis meses de 2017, a agência humanitária já havia executado 27 projetos em resposta a desastres, 75% do total executado no ano anterior

22 de março de 2018

Por Carolyn Azo, com informações da ADRA Sul-americana

Voluntários da ADRA e desbravadores levam suprimentos para comunidade afetada por enchente no Rio Grande do Sul, em janeiro de 2017. (Foto: ADRA Brasil)

O escritório sul-americano da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) investiu quase cinco milhões de dólares, em 2017, para executar 45 projetos que atenderam a 555.339 pessoas. O ano de 2017 iniciou com tanto ímpeto que nos primeiros seis meses já haviam sido executados 27 projetos de resposta a desastres, 75% do total executado no ano anterior.

Um dos casos foi o do Peru, que sofreu o impacto do El Niño Costeiro. O fenômeno açoitou com fúria o país, e as chuvas incomuns provocaram inundações e deslizamentos, afetando mais de um milhão de pessoas. O Chile também sofreu com os piores incêndios florestais em muitos anos, que chocaram a população e causaram enormes perdas para muitas famílias. Para além das fronteiras do continente, o ano registrou recorde de furacões no Caribe, e a ADRA Sul-americana também foi até lá prestar auxílio.

Além de responder a uma grande quantidade de desastres, a instituição deu continuidade ao preparo de seus funcionários e voluntários, que formam as equipes nacionais e regionais de resposta. Foi aumentado o trabalho de redução de riscos a fim de fortalecer as famílias e as comunidades expostas a riscos de desastres.

“Com a ajuda de voluntários, empregados, doadores e colaboradores, em 2017 pudemos prestar assistência a mais de meio milhão de pessoas e a estarmos preparados melhor para as necessidades futuras”, diz Paulo Lopes, diretor da ADRA Sul-Americana.

Projetos por país

Do total de 45 projetos executados pela ADRA Sul-americana em 2017, 41 atenderam ao próprio continente, e quatro fora dele. De acordo com o relatório humanitário da instituição, a assistência se deu da seguinte forma:

> Respostas a desastres

Cinco no Equador, três no Peru, quatro no Chile, sete na Argentina, nove no Brasil, um no Paraguai e dois no Uruguai.

> Preparação e capacitação de pessoal e de voluntários

Dois no Equador, dois no Chile e um no Paraguai.

> Programas de redução de riscos

Três no Equador e dois no Paraguai.

Desastres e respostas

O ano de 2017 apresentou uma leve redução na totalidade de projetos em relação ao anterior, que havia registrado um recorde de 51 projetos executados. A quantidade de respostas a desastres se manteve estável, com muita atividade nos primeiros seis meses, e encerrou o ano com duas respostas a menos do que no ano anterior. O aumento na quantidade de execuções se deu pelos novos projetos de redução de riscos de desastres e pelo crescimento de atividades de preparação.

Entre os principais tipos de desastres, 59% foram em decorrência de inundações; 12%, de terremotos; e 9%, de tempestades, tornados, incêndios e projetos com imigrantes e refugiados. Com relação ao tipo de resposta, as pessoas atendidas receberam ajuda de aproximadamente 48% em água e saneamento; 41%, em alimento; 5%, em saúde básica; e 4%, em refúgio e abrigo.

“Para que os projetos da ADRA Sul-americana fossem concretizados, recebemos recursos externos de ajuda financeira. Trabalhamos em 2017 com 8% de nossos próprios fundos e com 92% de recursos externos. Sem a ajuda de nossos parceiros estratégicos, teria sido impossível assistir a meio milhão de pessoas. Por isso, somos muito agradecidos pela ajuda recebida”, disse Lopes.

Projetos externos

Devido à fuga em massa de iraquianos e sírios vitimados pela guerra, a ADRA assistiu às necessidades de milhares de imigrantes no Oriente Médio. Por fazer parte de uma rede internacional, a ADRA Sul-americana co-financiou, com uma contrapartida de 50 mil dólares, um projeto no Curdistão iraquiano, que oferece atenção médica a vários campos de refugiados próximos a Mosul.

Outro dos projetos apoiados pela instituição foram as respostas ao terremoto no México e aos impactos no Caribe provocados pelos furacões Irma e Maria. A Agência enviou fundos e até mesmo deslocou membros da equipe para a resposta.

Hospital de refugiados em Mosul recebeu da ADRA Sul-americana 50 mil dólares. (Foto: Michael Von Hörsten)

Redução de riscos

Nos últimos anos, propondo a redução de riscos de desastres com vista a um desenvolvimento sustentável, a entidade criou uma linha de apoio financeiro para ajudar os países da região a elaborarem novos projetos de redução de riscos de catástrofes. Espera-se que essa iniciativa beneficie milhares de famílias. “Estamos dando continuidade à revisão de planos nacionais de resposta em nosso território, processo que faz parte da melhoria constante de nossas estratégias de intervenção que terá continuidade em 2018”, assegurou Eric Leichner, coordenador de Emergências da ADRA Sul-Americana.

Planos futuros

Segundo o relatório humanitário da agência, nos próximos anos o trabalho vai incluir e/ou reforçar:

> Voluntariado

Incentivar e desenvolver novas oportunidades de voluntariado.

> Treinamento online

Proporcionar treinamento modular online e base de dados de voluntários.

> Especialização técnica

Em água e saneamento, apoio psicossocial e albergues.

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