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ADRA serve 10 mil refeições e lava 5 toneladas de roupa de população de rua na Bahia

Atendimento alivia sofrimento de centenas de pessoas durante a pandemia do novo coronavírus.

Por Heron Santana 16 de abril de 2020

ADRA atende com duas refeições diárias: o almoço no meio do dia e o lanche no fim da tarde. (Foto: Reprodução)

Por mais que as autoridades médicas recomendem o distanciamento social como medida primária de prevenção contra a pandemia do novo coronavírus, é difícil dizer para ficar em casa quem mora na rua. Em Salvador, BA, são cerca de 6 mil pessoas vivendo nesta condição, segundo dados da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPRE) da Prefeitura Municipal da capital baiana. 

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É exatamente essa a razão que torna tão importante o trabalho de acolhimento realizado pelo caminhão de resposta à emergência da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA): em 15 dias de atuação no bairro de Aquidaban, no centro da cidade, a agência humanitária adventista serviu cerca de 10 mil refeições para pessoas em situação de rua, além de lavar mais de 5 toneladas de roupa, por meio da lavanderia industrial, resultando em uma ação elogiada pelo governo do município e pela imprensa como essencial para acolher esta população e ampliar a higienização como medida de combate ao patógeno. No geral, foram quase mil pessoas beneficiadas. 

Ana Paula Matos, secretária municipal da SEMPRE, destacou a importância da agência humanitária adventista nas políticas públicas de enfrentamento à pandemia. Ela destacou os indicadores do serviço realizado por meio da distribuição de alimentos e da lavagem de roupa industrial, ressaltando o cuidado de evitar aglomeração, em um trabalho conjunto com a guarda municipal. Mas ressaltou o que considera o mais importante: a capacidade de acolhimento comprovado pela entidade.

“Existem pessoas que vivem há mais de 30 anos nas ruas, e nem sempre é fácil para elas aceitar um serviço. Mas quando chega uma instituição como a ADRA, com esta capacidade de mobilização de voluntários e de acolhimento, tudo se torna mais fácil; a prefeitura tem seus técnicos e cumpre seu papel, mas a organização e humanidade do trabalho da ADRA amplia a capilaridade do atendimento”, afirmou.

Secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza da Prefeitura de Salvador, Ana Paula Matos elogia capacidade da ADRA em oferecer serviço com organização e compaixão (Foto: Reprodução)

Um exemplo da aceitação do trabalho humanitário da agência foi protagonizado pelo desempregado José Marcelo Maciel. Com uma experiência profissional que inclui atividades de motorista rodoviário, lojista e servidor da câmara municipal de vereadores, Marcelo sofreu um desgaste com o fim do casamento e a perda do emprego. “Hoje passo necessidade até de comida. Vivo de favores, e à noite venho aqui para a rua esperar um carro com algum alimento. Foi nesta situação que a ADRA me encontrou”, explicou. 

Atendido enquanto se prepara para buscar emprego, Marcelo expressou gratidão produzindo e divulgando cartaz para a agência humanitária adventista (Foto: Reprodução)

Atendido pela entidade com roupas limpas e alimentos em dois momentos do dia – no almoço no meio do dia e o lanche no fim da tarde, como acontece com todos os beneficiados -, Marcelo encontra forças para preparar currículos e entregar assim que tiver uma oportunidade. Ele preparou um cartaz e colocou em uma das colunas do terminal rodoviário desativado, que acaba servindo de abrigo para muitas pessoas em situação de rua. “A ADRA mostrou sensibilidade e acolheu os rejeitados. Espero que seja um espelho para que igrejas e outras pessoas façam o mesmo”, disse.

Atendendo a um apelo da Prefeitura, o caminhão de resposta à emergência da agência chegou em Salvador no dia 31 de março e vai passar mais alguns dias atendendo a população. “O trabalho continua, focado, preocupado com as medidas legais de proteção, organizado e consciente; nosso objetivo é ajudar estas pessoas que vivem em condição de pobreza extrema a ter um apoio de alimentação e de higiene nesse contexto de adversidade provocada pela pandemia”, disse Luiz Fernando Ferreira, diretor regional da ADRA para Bahia. 

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