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ADRA altera rotina na Bahia para incluir cuidados no combate ao coronavírus

Por Heron Santana 16 de março de 2020

Receber funcionários com álcool em gel é rotina agora na sede da ADRA em Lauro de Freitas, BA

Na sede regional da ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) para o Estado da Bahia, o dia de trabalho começa com uma colaboradora que se mantém junto à porta, recebendo funcionários e voluntários. Ela se dedica a uma nova rotina: oferecer a quem chega para trabalhar um espirro de um spray contendo álcool em gel. É apenas uma das medidas que a sede baiana da agência humanitária adventista adotou, como parte do enfrentamento ao avanço do coronavírus, declarado como pandemia global pela Organização Mundial da Saúde.

Além do cuidado com a higiene das mãos de 77 colaboradores e 40 voluntários, a ADRA está desenvolvendo ações de conscientização. Incluem palestras, orientações educativas sobre como preservar a higiene e a circulação do ar nos espaços da sede, aquisição de produtos para higienização das salas e móveis, além de cartazes com mensagens educativas para frear o avanço do coronavírus. Boletins informativos estão fixados em pontos estratégicos, trazendo um conteúdo prático sobre o vírus e suas formas de prevenção.

“A ADRA trabalha com a transformação de vida das pessoas. Em um momento tão difícil como este, ela precisa dar o exemplo de cuidado com a vida humana que é tão recorrente em suas atividades humanitárias”, disse Luiz Fernando Ferreira, diretor regional da agência.

Moradores de rua

Um dos maiores desafios no trabalho realizado pela ADRA é a assistência a pessoas em situação de rua, um grupo vulnerável e que precisa de cuidados, orientações e acolhimento neste novo cenário de desafio à saúde pública.

São 150 pessoas beneficiadas em três Unidades de Acolhimento a Pessoas em Situação de Rua (UAI), em Salvador, BA.

A ADRA atende 150 pessoas em situação de rua em Salvador

As atividades de assistência e orientação contra o novo vírus para moradores de rua incluem:

  • Rodas de conversa semanais, com esclarecimentos sobre o vírus, medidas de prevenção, orientação para procura médica caso manifeste sintomas, sensibilização com cuidados de saúde e vacinação;
  • Fixação de cartazes informativos pelas unidades de acolhimento
  • Atividades educativas sobre a temática, caça-palavras, cruzadinhas, com o objetivo de esclarecer sobre a deonça e também sobre medidas de prevenção, proporcionando sensibilização sobre a doença.
  • Intervenções individuais com acolhidos que manifestaram sinais de gripe, para atendimento e uso de medicações.
  • Aulas com os acolhidos que estão no grupo de risco, como idosos, pessoas com HIV, com doenças respiratórias, fumantes, hipertensos, diabéticos, entre outros.
  • Implantação de pontos de oferta de sabão e toalhas descartáveis, para higienização.

Rodas de conversa sobre o coronavírus envolvendo funcionários da ADRA e moradores de rua têm sido cada vez mais constantes.

Além dessas medidas nas unidades de acolhimento a moradores de rua, a ADRA também oferece as orientações e medidas contra o coronavírus a outros núcleos de atividade, como o Cidinho, que cuida de 130 crianças e adolescentes no subúrbio da capital baiana, oferecendo reforço escolar e atividades musicais e artesanais, e o Pró-Vida, que cuida de pessoas vítimas de dependência química.

“Estamos acompanhando a realidade das pessoas e atentos para adotar novas medidas, com base em demandas surgidas nos lugares onde a ADRA desenvolve seus projetos”, declarou Luiz Fernando.

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