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Voluntários do projeto Missão Calebe impactam o Planalto Central

Só no Distrito Federal, mais de quatro mil jovens praticaram ações de bondade durante as férias de julho

Por Rafael Brondani 6 de setembro de 2019

Mais de 150 mil jovens de todas as regiões do Brasil e de mais sete países da América do Sul decidiram trocar as férias escolares por ações beneficentes. Só no Distrito Federal, mais de quatro mil jovens realizam ações sociais neste ano. O projeto, conhecido como Missão Calebe, é uma iniciativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia e acontece nos meses de janeiro e julho, durante o período de férias escolares. Muitas histórias de transformação foram presenciadas. A seguir, conheça algumas delas.

Calebes em ação

O Distrito de Vicente Pires, juntamente com a igreja da Estrutural e Santa Luzia, reuniu uma equipe com aproximadamente 50 voluntários, que orientaram a população da cidade Estrutural sobre assuntos relacionados à saúde. Eles realizaram palestras na área de saúde a fim de abordar diferentes temáticas, cursos sobre como deixar de fumar, palestras na área de psicologia infantil, entre outras ações.

Durante algumas noites, o público pôde se reunir para ouvir palestras sobre ansiedade, depressão, doenças de garganta, asma e outros temas. Profissionais da saúde estiveram presentes para auxiliar a população. Além disso, foi ministrado o curso de obra médica missionária. “O objetivo foi simplificar e trazer para membros e comunidade orientações no tratamento de problemas crônicos”, explicou Oscarlina dos Santos, uma das organizadoras da ação.

Resultados

O curso sobre como deixar de fumar, apresentado pelo pastor Richard Longo gerou surpresa já no segundo dia de atividades. “Tivemos o emocionante depoimento do Carlos Alberto Teotônio, que tem 57 anos e é fumante há muito tempo. Ele foi à frente da igreja por livre e espontânea vontade e expressou, com um belo sorriso no rosto, a alegria de após consumir os remédios, que foram fornecidos gratuitamente, ter diminuído o uso do cigarro”, comemorou Késia Dantas.

“Para mim, a Missão Calebe foi uma oportunidade de continuar vivo, espiritualmente falando. A cada noite uma nova experiência, a cada visita uma nova vida sendo trazida das trevas para a maravilhosa luz. No ato de orar com alguém e tentar ajudá-lo em algum sentido, encontrei mais uma vez a motivação da existência. Ao descobrir verdadeiros necessitados, descubro que meus problemas são os menores que poderiam existir”, testemunha o voluntário Nilson Maike, de 25 anos.

Os resultados não foram sentidos apenas na vida da população, mas também dos voluntários. “Antes de entrar para a Missão Calebe, eu estava em um estado emocional preocupante, quase entrando em depressão. Por várias vezes pensei em tirar minha vida, jogar tudo para o ar e desistir. Não via sentido em nada, nem na vida. Pedia perdão a Deus, conversava com Ele e pedia para que tudo o que eu estava passando fosse só um sonho. Ver a alegria das crianças e como fui tratada nessa equipe, saber que eles confiavam em mim, restaurou minha esperança. Conto isso para mostrar o quão importante foi participar desse projeto. Deus usou a Missão Calebe para me salvar”, conta uma jovem, que por segurança, não quis revelar sua identidade.

Batismos

Os jovens também prestaram serviços à sociedade por meio de tratamentos naturais. Enquanto a comunidade recebeu atendimentos e colaboração voluntária, uma equipe da Missão Calebe organizou a Escola Cristã de Férias para o público infantil. O resultado desse projeto começou a aparecer no primeiro dia da Missão Calebe, quando uma das voluntárias, Erika Verônica, aceitou ser batizada.

Apesar de ter se inscrito para participar da Missão Calebe, Erika sentiu que ainda faltava algo. Mesmo desanimada, ela, que dava estudos bíblicos para uma amiga, decidiu entregar sua vida a Jesus por meio do batismo.  “Tomei a iniciativa de chamar o pastor Richard e sua esposa Vanessa para conversarmos, e expressei o anseio de me batizar por querer estar completamente ativa na igreja e principalmente nas minhas primeiras férias na Missão Calebe. O pastor, então, sugeriu o batismo para o primeiro dia da Missão, e para mim foi a maior alegria, porque eu já poderia participar naquele mesmo dia. Nunca tinha vivido uma experiência tão marcante com Deus estando próxima das pessoas. O que eu precisava mesmo era ter a experiência de ser as mãos de Deus. Eu sou Calebe!”, declara a jovem.

Escola Cristã de Férias

Após a emoção do batismo de Erika, os Calebes iniciaram os trabalhos da Escola Cristã de Férias. Lá, as crianças participaram de atividades recreativas, jogos e brincadeiras que, além de entreter, tiveram o objetivo primordial de compartilhar ensinamentos bíblicos de maneira lúdica. As atividades da Escola Cristã de Férias foram gratuitas e atenderam cerca de 60 crianças.

O programa é uma iniciativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para ser aplicado nas férias escolares de janeiro e julho. Neste ano, o tema “Paulo e os primeiros Cristãos” retratou como funcionava a sociedade nos tempos do apóstolo Paulo. As crianças tiveram a oportunidade de explorar as curiosidades sobre Roma, como por exemplo, sua cultura, brincadeiras e histórias que contêm relatos sobre o personagem bíblico.

Ísis Alves Machado, 65 anos, é uma das professoras da Escola Cristã de Férias e destaca que diante dos resultados, a realização do projeto valeu a pena. “É gratificante ver as crianças interagindo com as histórias de Paulo, como se vivessem nos tempos antigos. Significa uma semente plantada em seus corações, sem contar os momentos lúdicos e brincadeiras que contaram com a participação ativa delas. Para mim, a Missão Calebe é uma experiência ímpar. O contato com pessoas que desejam conhecer Jesus, aprender sobre saúde… tenho a certeza de que o Espírito Santo esteve atuando. Os resultados não saberemos de imediato, mas não será em vão cada palavra, cada atitude”, comenta Ísis.

Já Érika, que deu estudos bíblicos para uma amiga antes mesmo de se batizar, colheu bons resultados de seus esforços. Lorrane conta que teve o primeiro contato com a Igreja Adventista através de sua madrasta e de seus irmãos. “Ela sempre me deu todo o apoio para que eu me batizasse, mas naquela época eu era muito jovem e não havia despertado esse interesse em mim. Inclusive, ela havia me dado um guia de estudos bíblicos, mas eu não entendia. Após bastante tempo conheci a Erika. Foi meu segundo contato com a Igreja Adventista, mas desta vez foi diferente. Comecei a frequentar a igreja da Estrutural, comecei porque sempre acompanhava a Erika, mas com o passar do tempo fui gostando e participando mais. Quando me dei conta, já estava participando de todos os eventos e sentindo uma vontade enorme de me batizar”, narra a jovem.

Amizade para a eternidade

Para Lorrane, a amizade de Erika foi importante para a tomada de decisão, pois a amiga sempre lhe mostrava passagens bíblicas e, nos momentos difícil, lhe apoiava com a palavra de Deus. “Agradeço muito por tudo que ela fez e sempre faz por mim. No início não quis participar da Missão Calebe, por me sentir desconfortável por não ser batizada e também por me sentir incomodada por querer me batizar logo, mas mesmo assim decidi participar”, comenta a jovem, que estava em busca da felicidade.

“Comecei a ser Calebe, ajudar nas atividades, principalmente na Escola Cristã de férias. Participei da palestra ‘Como ser feliz!’ Com essa palestra finalmente consegui a oportunidade de aprender ainda mais sobre os estudos que eu estava tendo com a Erika e também tive a oportunidade de terminar os estudos bíblicos que faltavam para meu batismo. Através dessa palestra e da minha grande vontade e sonho, tive a oportunidade de marcar meu batismo para o último dia da Missão Calebe. E foi lá que desci às águas batismais”, emociona-se Lorrane.

Para a emoção de todos os voluntários, no último dia da programação, Lorrane foi batizada. “Agradeço muito a oportunidade e agradeço principalmente a Deus por ter tido a chance de conhecer a Igreja Adventista através da minha madrasta e irmãos e através da Erika, que foi muito importante nesse processo. Agradeço também a membros da igreja, que sempre me apoiaram. Hoje encontrei a verdadeira felicidade”, conclui a jovem.

 

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