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Projeto amplia área de atuação para envolver mais voluntários

Além da oportunidade de servir comunidades, participantes do Um Ano em Missão podem conhecer outros países e culturas

Por Anne Seixas 4 de agosto de 2020

Projeto leva missionários para evangelismo em outras regiões (Foto: Divulgação)

Desde que as fronteiras foram encurtadas com a facilidade de viajar entre diversos países, o intercâmbio se tornou uma possibilidade para os que desejam conhecer outros locais e ter a experiência de imersão em outras culturas. Isso também possibilitou unir voluntariado e conhecimento.

O projeto Um Ano em Missão (One Year in Mission) proporciona a jovens entre 18 e 35 anos a oportunidade de oferecer suas habilidades ou especialidades profissionais para pessoas em centros de influência, que, em geral, estão nas grandes cidades. Ao mesmo tempo, também conta com o contato direto com o evangelismo e inserção de novas igrejas.

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Boa parte das equipes selecionadas para trabalhar voluntariamente são designadas para uma cidade ou região específica. Em 2021, ao menos 17 equipes atuarão e estarão divididas entre oito países sul-americanos, além dos projetos locais.

No entanto, uma nova possibilidade se abriu. Os centros de influência espalhados por esses países poderão receber grupos menores de missionários. Além disso, os missionários podem atuar no evangelismo que leva a abertura de novas igrejas em cidades ou bairros que não tinham presença adventista. Isso amplia o leque de escolhas sobre localidades para viver essa experiência.

Italo Vaz participou do projeto por dois anos. No primeiro, foi até uma comunidade indígena no Tocantins, no Norte do Brasil. Na época, tinha 21 anos e sentia que precisava encontrar algo que respondesse as perguntas que tinha. “Sabia que na missão teria que enfrentar meus próprios medos e desafios, além de conquistar minha independência”, confessa.

No ano seguinte, 2018, resolveu enfrentar um desafio ainda maior. Foi para a Bolívia e, com o novo idioma, aprendeu a servir a comunidade urbana. Lá trabalhou em centros de influência que ofereciam alguns atendimentos básicos à comunidade, como cursos de inglês e música.

Até 2020, para participar desse programa era necessário ser parte de uma equipe de tinha de 10 a 15 pessoas. Agora, as possibilidades aumentaram, já que os candidatos podem ser chamados individualmente para projetos específicos de acordo com suas habilidades.

Oportunidade de aprendizado

Profissionais e estudantes de qualquer área de atuação podem participar do OYIM. Basta acessar o site e preencher a ficha de pré-inscrição. A partir disso, o perfil será avaliado e o pedido poderá ser aprovado.

“Independente da equipe, do lugar ou como, só o fato de dedicar ou separar um parêntese da sua vida para ter uma experiência como o Um Ano em Missão, o maior beneficiado é a própria pessoa”, ressalta o pastor Carlos Campitelli, que lidera o projeto em oito países da América do Sul. Segundo ele, há ainda a chance de o voluntário “crescer nas suas habilidades, competências, descobrir ou redescobrir talentos, dons dados por Deus. É uma experiência de voluntariado que você vai carregar para o resto da vida.”

Quem quer participar do Um Ano em Missão deve procurar o líder de jovens de sua região e ter tido experiência anterior com missões, em projetos como a Missão Calebe, por exemplo.

“Posso dizer que a minha vida é separada em dois momentos: antes da missão e depois do OYIM”, destaca Italo. Segundo ele, a experiência trouxe uma nova visão e proposito de vida. “Aprendi a ver o próximo e suas necessidades de forma mais clara, e assim aprendi a ver a vida de outra forma”, conclui o missionário.

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