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Missionários fundam clubes nas Ilhas Falklands

Casal deu início aos primeiros clubes de Aventureiros e Desbravadores nas Ilhas Malvinas (Falklands).

Por Carolyn Azo 8 de outubro de 2018
Os Hoepers com o governador das Ilhas Malvinas (Falklands). Foto: Arquivo pessoal

Os Hoepers com o governador das Ilhas Malvinas (Falklands). Foto: Arquivo pessoal

Jonathan e Mara Hoepers viviam confortavelmente no Canadá. No entanto, tinham saudades da família que deixaram no Brasil. Certo dia, Jonathan sentiu que Deus o estava chamando para estudar Teologia. Compartilhou isso com a esposa e decidiram tomar uma decisão, visto que ela estava prestes a receber seu visto de permanência no país. “Não foi nada fácil deixar para trás o que havíamos conseguido no Canadá. Até mesmo orei a Deus e Lhe disse que se meu marido passasse no vestibular isso seria um sinal de que deveríamos ir, mas se não fosse assim, então não seria a Sua vontade”, conta Mara.

Dois anos depois, Jonathan passou no vestibular para Teologia nas quatro instituições adventistas de ensino superior no Brasil. Sem mais hesitar, em 2013 fizeram as malas e voltaram ao País. Em 2014, ele iniciou seus estudos no Instituto Adventista Paranaense (IAP), localizado no Paraná. Para o jovem, esse início estava se tornando uma paixão por compartilhar a mensagem bíblica.

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Após três anos e quase para concluir o bacharelado, ele sentiu um segundo chamado de Deus para ir para fora do Brasil. Então, entrou em contato com o Serviço Voluntário Adventista (SVA) e, com sua esposa, começou a avaliar as possibilidades e a orar por sua viagem missionária. “Tínhamos várias opções, mas quando nos candidatamos para a Ucrânia, eles nos chamaram imediatamente para ser professores de inglês em Kiev, a capital do país”, Hoepers conta sorrindo.

Depois de alguns meses lá, fortaleceram sua aprendizagem do inglês. Ao ver o trabalho do casal, os líderes da Igreja Adventista fizeram um convite para que liderassem um templo internacional em Kiev. “Porém, nosso chamado não parou ali. Depois de sete meses em Kiev, ocorreu algo”, amplia Mara.

Mudança de rumo

“Certa madrugada, o telefone começou a tocar por volta das duas horas da manhã. Não atendi ao primeiro toque, pois pensei: “quem poderia estar ligando àquela hora?”. Até que a ligação parou e novamente voltou a soar. Minha esposa me disse: ‘Atenda’, imaginando que alguém poderia ter morrido por causa da insistência e da hora. Finalmente atendi”, conta o esposo.

O casal não sabia que havia chegado o momento de deixar a Ucrânia.

“Atendi à ligação e vi que, na primeira vez, que o pastor Alex Palmeira havia ligado e que, na segunda, a ligação era do pastor Marcelo Cardoso, professores do Instituto Adventista Paranaense. O pastor Cardoso me perguntou se eu estaria disposto a servir como missionário nas Ilhas Malvinas (ou Falklands)”, acrescenta Jonathan.

O grupo que se reunia nas ilhas estava sob a liderança do pastor Robson Gordim, que teve de deixar o local devido a problemas de saúde. Isso fez com que a Igreja procurasse outro pastor para cuidar dessa região. “Foi negado o visto ao pastor que deveria ir”, diz Jonathan. Por essa razão, havia necessidade urgente de missionários lá.

Duas semanas depois, em agosto de 2017, os Hoepers aceitaram o desafio de deixar tudo na Ucrânia e ir diretamente para o arquipélago britânico localizado no sul do oceano Atlântico.

Novos desafios

O casal missionário menciona que tudo foi muito rápido e, em dezembro do ano passado, eles conseguiram o visto para viver nas ilhas.

Ao chegarem a seu novo local de trabalho, começaram a se reunir na casa pastoral com o Pequeno Grupo, nas sextas-feiras, com aproximadamente 15 pessoas. Da mesma forma, nos sábados, em dois períodos: um culto em inglês pela manhã, com sete pessoas, e um culto em espanhol à noite, com oito pessoas. No entanto, os Hoepers queriam fazer algo mais. Deram início a aulas gratuitas de inglês nas terças e quintas-feiras; e nas quartas-feiras começaram a ministrar aulas de português, além de nos sábados à noite se dedicarem à confraternização com alunos e interessados no estudo da Bíblia.

Grupo de desbravadores e aventureiros durante atividade na ilha (Foto: Arquivo pessoal)

Atualmente, além das aulas de idiomas, Jonathan e Mara formaram o primeiro Clube de Aventureiros e Desbravadores da ilha, cujos membros se reúnem nas tardes de domingo. “O governador me convidou para ser o diretor do clube de basquete da ilha para adolescentes com as idades de nossos membros do clube. O plano é torná-los parte do clube”, resume Jonathan entusiasmado.

Influência

A ilha é habitada por muitos ateus, o que representa um dos grandes desafios para os missionários. Jonathan se atreveu a compartilhar uma de suas experiências com um deles. “Um de nossos alunos de inglês é ateu, e ele sabe que sou missionário. Um dia, ele se aproximou de mim, contou que estava passando por problemas em seu trabalho e me pediu conselho. Eu disse que, como ele bem sabia, eu cria em Deus e assim estaria orando por ele. Porém, lancei um desafio para ele. Embora ele fosse ateu, eu lhe disse para orar a Deus, visto que eu estava disposto a ajudá-lo a resolver seus problemas. O jovem respondeu de forma positiva. Semanas depois, voltamos a nos encontrar, e ele disse: ‘Está tudo bem agora. A oração realmente funciona’. Inclusive, esse jovem começou a orar por sua família”.

Atualmente, os Hoepers usam seus dons e todos os meios possíveis para se aproximar dos habitantes da ilha a fim de compartilhar com eles a mensagem da Bíblia.

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