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Jovens se preparam para missão no interior do Amazonas e de Roraima

Eles serão missionários durante 1 ano em regiões distantes.

Por Cígredy Neves 27 de março de 2019

Jovens voluntários deixaram seus lares e atividades para se dedicarem à missão. (Foto: Fernando Borges).

Ide e proclamai o evangelho a todos. A mensagem de Jesus aos discípulos se estende a quem aceitar o desafio ainda hoje. É o que fazem os missionários do OYIM (Um Ano Em Missão), jovens de 18 a 30 anos, que deixam seus lares e seus afazeres para se dedicar por um ano à pregação da Palavra de Deus. O projeto foi criado em 2013 nos Estados Unidos e, na Amazônia, o objetivo é chegar às regiões mais isoladas e levar a mensagem de esperança a quem nunca teve a oportunidade de ouvi-la.

Antes de serem enviados às comunidades, entretanto, esses jovens vão para a Escola de Missões, promovida pelo Instituto de Missões Noroeste. O propósito é que eles estejam mais bem preparados para os desafios que encontrarão no campo missionário. Desde o início de fevereiro eles têm recebido treinamento com pastores e obreiros sobre evangelismo pessoal, doutrina bíblica, profecias, evangelismo público, cultura local, dentre outros assuntos. Nas próximas semanas eles irão para o interior do Amazonas e de Roraima para compartilhar tudo o que aprenderam.

O Instituto de Missões Noroeste possui duas escolas: uma em Manaus e outra em Porto Velho. Na capital manauara, ela foi inaugurada em 2012 e já formou mais de 200 missionários. Na capital rondoniense, ela existe desde janeiro de 2018.

De acordo com a coordenadora da Escola de Missões de Manaus, Lina Mills, o propósito da Escola é proporcionar os melhores métodos para que os alunos falem do amor de Jesus. “Nosso objetivo é treinar, incentivar, apoiar e enviar missionários para diferentes locais, onde viverão experiências transculturais. Desejamos apresentar as melhores ferramentas para que os nossos alunos levem o evangelho de Cristo aos que ainda não o conhecem”, destaca.

A coordenadora da Escola de Missões de Porto Velho, Gabriela Pinheiro, ressalta que seus alunos têm a chance de se desenvolver e se preparar melhor antes de ir para o campo missionário: “Além de treinarmos nossos alunos nas matérias tradicionais, também oferecemos estágio em nosso Centro Educativo Vida e Saúde, onde eles podem ter vivência prática no campo da hidroterapia, massagem e geoterapia. Essa experiência permite que nosso aluno se torne ainda mais resolutivo no campo missionário e lhe proporciona mais opções a serem exploradas no evangelismo.”

Para cada estudante, a oportunidade de se aprofundar durante esses primeiros meses nos conteúdos bíblicos é única. Nas próximas semanas eles já estarão nos campos missionários ensinando e compartilhando esse aprendizado com os ribeirinhos de comunidades distantes.

É o caso da bióloga Tainá Tavares de Carvalho, de 30 anos. Ela irá para Envira, uma cidade localizada quase na divisa com o Acre e que fica a 12 dias de barco de Manaus. Ela enfatiza que gostaria de estudar o restante do ano, tamanha a sua admiração pelo conteúdo das aulas, e acrescenta: “Não vim trabalhar em algo pontual, quero que minha vida seja uma missão.”

Já o enfermeiro Daniel Augusto da Silva Souza, de 23 anos, ressalta que as aulas têm ampliado seus conhecimentos. “Estava me sentindo inútil na obra do Senhor, por isso vim para a missão. E ter todas essas aulas antes é de grande valia porque nós chegamos praticamente ‘crus’. Nós pensamos que temos o conhecimento que precisamos, mas quando chegamos aqui é que percebemos que não sabemos quase nada. Esses dois meses abriram minha mente para o que é relacionamento com as pessoas, para os métodos de Cristo. E são conhecimentos que levarei para o resto da vida”, salienta.

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