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Jordaniana é alcançada pelo livro Tempo de Esperança

Ao realizar uma visita, pastor foi surpreendido ao ver que título entregue no Brasil chegou ao Oriente Médio.

Por Mauren Fernandes 31 de julho de 2019

Rodrigo Assi e a família já serviram a igreja em Guiné-Bissau, na Mongólia e agora na Jordânia. (Foto: Arquivo pessoal)

Ser cristão em um país majoritariamente muçulmano é desafiador. Na Jordânia, 97% dos habitantes professam o islamismo e nenhuma outra religião é autorizada a propagar seus ensinamentos. É nesse contexto que vive o pastor brasileiro Rodrigo Assi, sua esposa, Gabriela, e o filho, Benjamin. Lá, os cristãos optam por tornar sua religião e seus valores conhecidos a partir da amizade. Isso significa que passam tempo com pessoas de outras religiões em refeições, visitas ou passeios. Em um desses momentos, o casal conheceu Mariza, uma brasileira casada com um árabe e que vive no país desde 1983.

Durante o encontro, o pastor explicou que trabalhava para a Igreja Adventista. Foi, então, que a surpresa veio. “Ela pediu licença, saiu e retornou com um livro na mão, intitulado Tempo de Esperança, em português. Imaginem a nossa reação!”, exclama Rodrigo. Esse é um dos títulos lançado pelo projeto Impacto Esperança no ano de 2010. Trata-se de uma iniciativa anual da denominação, que já distribuiu mais de 130 milhões de exemplares em toda a América do Sul.

Mariza contou que, em uma visita ao Brasil, em 2010, ela e seu tio receberam a publicação de uma senhora durante uma viagem de ônibus. Ali mesmo, perguntou àquela que lhe entregou de que se tratava a obra. A resposta foi de que se tratava de uma campanha da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mariza leu o livro e foi impactada. “Apreciei muito as palavras sábias expressadas pelo autor. Me trouxe uma paz e uma segurança muito grande”, lembra. Após o encontro entre a família pastoral e a brasileira em solo estrangeiro, o contato entre eles têm se estreitado gradualmente.

Vida em missão

Rodrigo e sua família fazem parte do projeto Missionários para o Mundo, iniciativa que enviou, em 2015, 25 famílias da América do Sul para países com quase nenhuma presença adventista. Antes de ir para a Jordânia, atuaram durante dois anos na Mongólia, nação com grande número de budistas e não praticantes de nenhuma religião. Nas duas localidades, o pastor implantou, dentre outros projetos, Clubes de Desbravadores, atividade que tem impactado a comunidade local com adolescentes e crianças.

Atualmente, Rodrigo e a família vivem na cidade de Irbid, no noroeste da Jordânia. A Igreja Adventista é reconhecida no país, mas só pode dar atenção para membros já convertidos, sendo proibido qualquer atividade proselitista religiosa. Por isso, a congregação que ele lidera possui apenas seis membros, todas mulheres, com apenas um culto aos sábados pela manhã.

Para ele, histórias como a de Mariza dão ânimo para continuar, mesmo em meio aos desafios sempre evidentes. “Deus usa meios diferentes para que as pessoas recebam a mensagem. Isso nos faz acreditar que estamos no lugar certo e no momento certo para sermos usados por Deus da maneira que Ele deseja”, conclui o brasileiro.

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