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Igreja define discipulado como centro da missão

A prática do discipulado no norte do Pará se tornou a principal meta de todos os departamentos

12 de junho de 2016
Recentemente, mais de mil batismos ocorreram nessa região do país, mas a maioria foi produto direto da estratégia de discipulado entre os membros.

Recentemente, mais de mil batismos ocorreram nessa região do país, mas a maioria foi produto direto da estratégia de discipulado entre os membros.

Belém, PA … [ASN] A Igreja Adventista na América do Sul definiu que suas estratégias missionárias são alicerçadas em um tripé conhecido como Comunhão, Relacionamento e Missão. Ou seja, não importa qual seja o departamento, projeto ou programe realizado sempre essa área terá de realizar seus planejamentos levando em conta esses três conceitos. E, além desse tripé como base para atuação, a Igreja no território enfatiza a necessidade de todas as ações sempre serem convergentes a fim de se motivar a formação de discípulos nas congregações locais e não apenas membros passivos e pouco atuantes. Na Associação Norte do Pará, com sede em Belém, a ideia foi a de realmente colocar o discipulado como centro das atividades. A Anpa, como é conhecida a região administrativa adventista, possui 37.460 membros, 54 pastores e abrange um campo com 54 cidades no norte do Estado. A Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conheceu um pouco mais do trabalho e conversou com o presidente da Associação, o pastor Paulo Godinho, que lidera pessoalmente o trabalho.

A Associação Norte do Pará trabalha totalmente em torno da visão de discipulado com todos seus projetos? É isso?

A Associação Norte do Pará tem como missão fazer discípulos por meio da Comunhão, Relacionamento e Missão e a visão é: cada membro praticando o método evangelístico de Cristo, sendo um Discipulador QS1 (Quero Salvar 1). Dessa forma, todos os programas e projetos da Associação a giram em torno da espinha dorsal do discipulado, sendo norteados pela missão e visão do campo. Aliás, essa é a mesma missão da Igreja Adventista. Não criamos outra.

Como funciona, na prática, para que cada departamento se envolva com discipulado? E o que é discipulado para vocês?

Discipulado é o método de Deus dado à igreja para restaurar nas pessoas à imagem e a glória perdida no Éden. É um estilo de vida da igreja com uma visão de evangelismo holística que busca reproduzir o modelo deixado por Jesus no trato com seus discípulos. Cada departamento deve estar interligado por meio da missão e da visão do discipulado, respondendo honestamente à pergunta crucial: como esta ação contribuirá para o processo discipulado QS1?

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Segundo os teóricos e mesmo os que fazem o processo de discipulado em uma Igreja, esse tipo de ação costuma levar mais tempo do que outros tipos de iniciativas como o evangelismo público. Como fazer para que as metas dos próprios pastores sejam compatíveis com essa visão de discipulado, atendimento mais personalizado a quem se torna membro, etc?

Quanto mais pessoas estiverem envolvidas em um processo de discipulado, mais tempo e dedicação são necessários para a implantação do mesmo. Como o discipulado, diferente de outros modelos de trabalho, envolve toda a igreja, é necessário uma filosofia de trabalho focada em resultados a longo e médio prazo, sem a pressão do imediatismo negativo. O estilo de trabalho de Jesus demonstrou um processo lento de multiplicação de discípulos no início, porém, com resultados consistentes posteriormente. Nessa perspectiva, os alvos dos pastores precisam estar em harmonia com a missão e visão do campo, sendo estabelecidos não simplesmente nos números finais dos resultados, mas no processo, o qual naturalmente levará aos frutos.

Por exemplo, um pastor pode ser, também, melhor avaliado pelo número de pessoas envolvidas no discipulado. Estas por sua vez, receberão capacitação e motivação para se envolverem no trabalho. Desta forma, o foco não estaria somente no resultado, mas na qualidade do resultado. Diferente de se ver um pastor trabalhando sozinho para alcançar novos membros, o mesmo estaria engajado em levar a igreja a alcançar pessoas. O processo de discipulado para alcançar novos membros praticado na Associação é formado por quatro palavras: amizade, ensino, integração e capacitação. O processo inicia por meio do evangelismo da amizade, evangelismo pessoal, passa para o pequeno grupo, conduz para a igreja/ciclo do discipulado fase 2 e 3. Todos esses passos são responsabilidades do instrutor que tem atividades específicas com o seu aluno aprendiz. O processo não termina no batismo, pois aquele que discipula precisa conduzir seu aluno aprendiz à maturidade e torna-lo alguém que também fará o discipulado QS1. Todo verdadeiro discípulo nasce com potencial para ser missionário e, se esse potencial não for desenvolvido por meio do discipulador, o crente será apenas um consumidor. Cumprimos parte da missão quando batizamos, porém não podemos esquecer o que Jesus disse: vão e façam discípulos, ou seja, levem as pessoas à maturidade em Cristo e a reprodução em outras vidas.

Veja o vídeo com a ideia do projeto:


Quais os principais resultados obtidos e há quanto tempo vocês estão trabalhando dessa forma?

Estamos há oito meses implantando o processo de discipulado na Associação Norte do Pará. Estamos, ainda, na fase de implantação com os pastores e líderes que coordenam esse novo estilo de vida na igreja local. Os resultados têm sido bem positivos quando observamos o número de pessoas engajadas no processo (amizade, ensino, integração e capacitação) e o número de novos membros que foram batizados no mesmo período em comparação ao ano passado. O processo continuará tendo dois ciclos de batismos; um em maio no chamado batismo de quem faz o discipulado e outro em novembro com o batismo da multiplicação do discípulo- aprendiz com a pessoa que o guiou no discipulado. Estamos orando e suplicando a supervisão divina para que o processo seja cada vez mais efetivo.

Qual o papel dos Pequenos Grupos nesse processo de discipulado?

Os Pequenos Grupos têm duas funções para a vida da igreja. Eles ajudam na preservação dos membros por propiciar um ambiente para a amizade e desenvolvimento dos dons e na evangelização de novo membros. Caracterizados como uma reunião mais informal com um foco forte no relacional, os pequenos grupos são um ambiente ideal para trazer amigos. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

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