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I Will Go continua a estimular serviço voluntário ao redor do mundo

Em sua quinta edição, mais de 600 voluntários de vários países resolveram firmar publicamente compromisso de servir mais na missão.

Por Mariela Espejo 16 de setembro de 2019

Congresso teve espaço para palestras, seminários e troca de experiências (Foto: UPeU)

A quinta edição do congresso de missão e voluntariado I Will Go foi o ponto de encontro de 3.600 pessoas de oito países da América do Sul. Ao longo de quatro dias, de 11 a 14 de setembro, a Universidade Peruana Unión (UPeU) recebeu universitários e profissionais adventistas que querem dedicar seus talentos a serviço da Igreja Adventista e da comunidade ao redor do mundo.

O que nasceu como uma iniciativa para engajar jovens, hoje representa o maior encontro de incentivo e capacitação de missionários da denominação. John H. Thomas, secretário associado da sede mundial adventista, foi um dos organizadores da primeira edição do programa e tem acompanhado os resultados obtidos desde então.

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“Para a Divisão Sul-Americana [território administrativo da Igreja que compreende oito países] tem tido um grande impacto, porque eles têm escolhido, como parte de sua missão, enviar voluntários a outras partes do mundo, além de sustentar financeiramente missionários de tempo completo”, analisa.

Um exemplo desses resultados é o que viveu o estudante Rodrigo Sampaio, que cursa Teologia e Administração no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), em Engenheiro Coelho. Em 2015, o evento o motivou a sair do Brasil e dedicar dois anos para servir: um na Ucrânia e outro em Guiné.

Desta vez, ele foi ao evento como palestrante. Há quatro anos eu estava no I Will Go como participante, e há dois como missionário. Hoje estou [aqui] como alguém que pode compartilhar da experiência de estar no campo missionário”, analisa. Hoje Sampaio trabalha na Adventist Frontier Mission (AFM Brasil), agência responsável por projetos de caráter missionário em países na África, Ásia e Oriente Médio.

Desejo de servir

Por outro lado, alguns levam mais tempo para viver algo semelhante, como é o caso de Sebastian Venegas, de 26 anos. Ele tinha o desejo de servir fora do seu país e viu como Deus conduziu as situações para isso, mas não segundo seus planos.

Na foto, Sabastin (direita), que teve sua história compartilhada com os presentes, abraça o pastor Fábio Maia, que estudou e foi voluntário em Sagunto. (Foto: Divulgação)

Formado em Pedagogia em Educação Física pela Universidade Adventista do Chile (Unach), no início deste ano ele rejeitou duas ofertas de trabalho para ser voluntário, o que não chegou a acontecer. Assim, em março Venegas se viu sem projeto missionário e sem emprego. “Este foi um momento de dúvida, porém coloquei na balança as vezes que senti o chamado de Deus e encarei isso como uma provação”, confessa.

Em abril foi contratado como professor substituto por cinco meses, tempo que utilizaria para juntar recursos e tentar ser um voluntário em outro país. Assim, conseguiu fazer seu passaporte, tirar visto e pagar as passagens que nesta segunda-feira, 16 de setembro, o levarão até a Espanha. Ele será voluntário durante um ano no internato da Universidade Adventista de Sagunto, em Valença.

Para todas as idades

O encontro no Peru deixou evidente que aceitar o desafio de servir no país não é limitado pela idade. O pastor Helder Roger, atual vice-presidente da sede sul-americana adventista, decidiu se preparar para trabalhar no Líbano. No final do ano irá se aposentar e com sua esposa faz preparativos para ficar no Oriente Médio por seis anos. O país foi escolhido devido à concentração de refugiados, onde de cada cinco pessoas, uma se encontra nessa situação. Ele e sua equipe de voluntários terão uma atuação focada em crianças refugiadas sírias.

A capacitação antes de ir para outra realidade é essencial, avaliam os especialistas. Roger tem feito uma pós-graduação em Cultura Islâmica na Middle East University, em Beirut, para estar melhor preparado para o desafio. Com esse intuito, o I Will Go deu ênfase ao preparo antes de ir para o campo missionário. Por isso, durante o evento algumas palestras contemplaram o tema de cultura como um ponto fundamental a ser compreendido para se realizar um trabalho eficaz.

Participantes firmaram compromisso de servir em alguma localidade ao redor do mundo (Foto: Divulgação)

Ao final do evento, mais de 600 pessoas entregaram por escrito seu compromisso de servir como voluntários e receberam abraços de líderes da Igreja como sinal de apoio à decisão. “A juventude tem nos dado um recado: ‘Nós queremos ser desafiados. Nós queremos nos envolver com a missão. Nós queremos participar e terminar a pregação do evangelho’. Eles estão preocupados em servir a Deus”, avalia o pastor Joni Oliveira, diretor do Serviço Voluntário Adventista (SVA) para oito países sul-americanos.

O desafio, sustenta ele, é manter um alto nível de atendimento aos interessados para que confiem na Igreja para ajudá-los nesse processo. Mas ainda é preciso tornar essas oportunidades mais conhecidas. Por isso, a estratégia é fortalecer a presença do SVA na internet e potencializar o trabalho de outras agências dessa natureza, como Maranatha Volunteers e Adventist Help.

Para levar essa realidade para mais perto dos membros, a Igreja Adventista tem estimulado a criação de escolas de missão transcultural não apenas em seus campi universitários, mas em outras localidades, lideradas por sedes administrativas regionais da denominação. “Queremos que nossos membros compreendam as necessidades missionárias ao redor do mundo e se preparem”, pontua Oliveira.

A próxima edição do I Will Go será realizada na Faculdade Adventista da Bahia (Fadba), onde se espera que o número de participantes seja superado. Para conhecer oportunidades disponíveis, clique aqui.

Veja como foi um dos dias do encontro:

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