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Projeto implementado no norte do Paraná vai ajudar pastores a desenvolverem competências ministeriais

Projeto deve incentivar a evolução dos pastores nas áreas de crescimento, relacionamento, administração, liderança e missão.


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Pastores que atuam em igrejas, unidades escolares e na direção de departamentos participaram da primeira reunião de implementação do projeto de desenvolvimento das competências ministeriais.

Na manhã de segunda-feira (12), um concílio reuniu pastores adventistas do norte do Paraná que atuam em igrejas, unidades escolares e na direção de departamentos com objetivo de implementar um projeto de incentivo ao crescimento em alguns aspectos, chamados de competências ministeriais. A iniciativa funciona, inclusive, como um indicador do que a igreja espera de cada um deles.

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Conforme explica o pastor Lucas Alves, secretário ministerial da Igreja Adventista na América do Sul, existem pelo menos cinco áreas das quais os pastores podem desenvolver competências específicas, ligadas as suas esferas de atuação. “A primeira coisa que consideramos importante é estabelecer um perfil. Não é esperado que o pastor faça de tudo. A gente espera que ele tenha atribuições básicas que passam pelo crescimento, relacionamento, administração, liderança e missão. Agora, a gente sabe que somente estabelecer um perfil não é suficiente porque estamos lidando com assuntos espirituais. Então, é preciso, a partir daqui, reafirmar o chamado de cada pastor e a necessidade de reavivamento”, ressalta.

A implementação do projeto que lida de forma direta com as competências ministeriais vem de um voto feito no Concílio Anual da Igreja Adventista na América do Sul, em 2019. A iniciativa foi desenvolvida por meio de reuniões com líderes da área ministerial das sedes, presidentes dos escritórios administrativos da Igreja e profissionais de recursos humanos da sede sul-americana adventista.

Pastor Lucas Alves, secretário ministerial da Igreja Adventista na América do Sul reforça que o projeto vai ajudar o pastor a desenvolver competências em pelo menos cinco áreas: crescimento, relacionamento, administração, liderança e missão.

Além do norte do Paraná, o projeto já foi aplicado em outras regiões do Sul do Brasil. Até agora, o centro-sul de Santa Catarina, além do sul e do centro do Paraná já estão com a iniciativa em andamento, que deve ser aprimorada ao longo de outras fases.

“Depois da implementação, temos avaliação, indução e acompanhamento. Trabalhamos na manutenção do projeto, procuramos saber se os objetivos estão sendo alcançados, mas isso não é um programa com começo, meio e fim. É algo que estaremos constantemente tentando aprimorar, incentivar e colocar ferramentas nas mãos do pastor para que ele cresça”, explica Alves.

Na reunião ocorrida com os pastores em Maringá, o pastor Elieser Vargas, líder da área ministerial da Igreja para o Sul do Brasil, ressaltou outros aspectos relevantes de aplicação das competências ministeriais diante das diversas esferas de atuação. “A gente quer, primeiro, mostrar para o pastor que o ministério é realmente amplo. Segundo, queremos mostrar que a estrutura de organização da igreja existe para servir a linha de frente e ajudar o pastor e, por último, reforçar que o pastor distrital, assim como o pastor de escola, precisa conhecer muito bem a realidade dele para que, assim, essa estrutura de igreja, possa atendê-lo melhor diante de seus desafios”, pontua o líder.

Implementação do projeto tem apoio de profissionais de recursos humanos da sede sul-americana da Igreja e do Sul do Brasil.

Na reunião, aspectos ligados ao tempo com a família, para a devoção pessoal, além de cuidados com a saúde mental e física também foram pontuados.

Atuando há 10 anos na função, o pastor Junior Siqueira passou por outros dois conjuntos de igrejas, conhecidos como distritos, antes do atual (Jardim Ponta Grossa).  Para ele, a reunião trouxe bastante transparência sobre o que a igreja espera dele, além de ajudá-lo em áreas diversas que compõem a sua rotina.

“Percebi uma sinceridade muito grande da igreja em colaborar com o desenvolvimento pastoral. Achei muito legal a preocupação dela com o pastor e com a família, porque, se ambos estiverem bem, consequentemente vai abençoar a igreja local. Particularmente, acredito que sempre há coisas a melhorar nessas cinco áreas apresentadas e eu realmente achei interessante porque não será apenas um programa, uma explicação para deixar que o pastor simplesmente pratique isso por conta própria, mas sim porque seremos acompanhados, mentoreados e isso será muito importante”, conclui.