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Como é vista a liberdade de crença em todo o planeta

A liberdade de crença é um problema que preocupa em todo o mundo. Recente reunião, nos EUA, apresentou relatos de sobreviventes da perseguição por crença.

Por Hélio Carnassale 26 de julho de 2019

Da esquerda para a direita: Raul Scialaba, presidente do CALIR – Consejo Argentino para la Libertad Religiosa, a congressista uruguaia Carmen Asiaín, o especialista em Liberdade Religiosa, Juan Martin Vives e o pastor Hélio Carnassale. Unidos pela liberdade de crença.

Liberdade religiosa não é opcional, é imperativa”. Com essa frase o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, abriu a segunda edição do Ministerial to Advance Religious Freedom. O evento ocorreu em Washington DC, capital dos Estados Unidos, de 16 a 18 de julho de 2019. Uma ótima fala sobre liberdade de crença.

O programa foi organizado pela International Religious Freedom, entidade liderada pelo embaixador geral Sam Brownback. O evento aconteceu nas dependências da Secretaria de Estado. E contou com a participação de quase mil pessoas vindas de cerca de 100 países. A diversidade de línguas, sotaques e trajes dava o tom da internacionalidade e importância do encontro.

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Os dias de reuniões gerais foram marcados por conteúdos de alto nível e por momentos de fortes emoções. Especialmente provocadas pelo testemunho de sobreviventes das recentes tragédias que atentaram contra a vida de centenas de pessoas. Representantes da Nova Zelândia, Sri Lanka, Pittsburgh (EUA), China, Iraque, Paquistão, Chipre e Sudão, mostraram quão nocivo é para a humanidade o discurso de ódio, a violência, e o preconceito intolerante motivado pelas diferenças étnico-religiosas.

Entendimento e respeito às diferenças

Ficou muito claro que só há um caminho possível a ser percorrido. E este é o caminho do entendimento, do respeito mútuo em relação à liberdade de crença e da aceitação das diferenças. Precisamos alcançar um patamar de paz nas relações internacionais, especialmente entre grupos de etnias e religiões diferentes. E o que se precisa é trabalho duro e persistente para combater a indiferença, o ódio e a ignorância. Só haverá paz se houver justiça. E uma sociedade justa resgatará a dignidade do ser humano.

O ex-primeiro ministro do Reino Unido, Tony Blair, fez, um apelo, portanto, para que se combata o discurso de ódio no encerramento do evento. A ênfase dele foi na educação. As novas gerações precisam ser educadas dentro de um contexto de respeito às diferenças e entendimento.

Estamos vivendo num tempo em que os ideais de uma humanidade justa e fraterna parecem estar cada vez mais distantes. Mas há, ainda, homens e mulheres de bem que erguem, portanto, a voz e dedicam seus talentos e capacidades. Tudo, enfim, para promover a paz e o entendimento. Ainda há esperança de uma amanhã melhor. Mesmo que creiamos que a plena justiça e paz só virão em resultado da intervenção direta de Deus neste mundo, é nosso dever cooperar, portanto, por todos os meios possíveis, para a promoção, defesa e proteção da liberdade de crença ou religiosa.

Hélio Carnassale é pastor, mestre em Ciências da Religião e diretor de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa para a sede sul-americana adventista.

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