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Relatório evidencia desafio do crescimento sustentável da Igreja Adventista

Análise da Secretaria-Executiva da sede sul-americana adventista mostrou a realidade do aumento de campos e outros indicadores.


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Pastor Heidinger fez um relatório que leva a reflexões sobre fatores relacionados ao crescimento da Igreja Adventista. (Foto: Gustavo Leighton)

Relatório apresentado durante o Concílio Quinquenal da Igreja Adventista do Sétimo Dia, neste domingo, 7 de novembro, evidenciou o desafio do crescimento da organização ao longo dos anos. O secretário-executivo Edward Heidinger trouxe estatísticas elaboradas a partir da ótica dos campos.

No jargão adventista, a expressão campos se refere às sedes de associações ou missões que administram diretamente o trabalho realizado nas congregações adventistas. E um grupo de congregações forma o que se chama de distrito pastoral. Hoje a Divisão Sul-Americana possui 87 campos e 2 sedes conhecidas tecnicamente como união de igreja, que são as sedes do Uruguai e Paraguai. Ou seja, são uniões que não possuem campos, mas administram diretamente a realidade das congregações locais.  

Crescimento de campos X aumento de membros 

Heidinger mostrou, por exemplo, que, nos últimos 100 anos, alguns dados apontam um crescimento geral adventista em oito países sul-americanos. Entre 1940 e 1960, o registro de crescimento de membros ficou em 235%; o de batismos, 265%; de igrejas, 114% e o de campos ficou em 17%.

Quando são observados os números entre 2000 e 2020, ou seja, as últimas duas décadas, a realidade ainda é de crescimento em todas essas frentes. Há, no entanto, a necessidade de verificar que, neste período, o percentual de aumento de igrejas ficou em 127%; já o de campos ficou em 71% e o de membros, 41%. No caso de batismos, o recorte de análise levou em conta até o ano de 2019 e ficou em 25% o aumento.

“Este é um desafio que nós temos diante de nós, como líderes. Precisamos avaliar esta proporção do crescimento de membros ao longo dos anos em comparação com o aumento da estrutura administrativa, ilustrada em uma maior quantidade de campos. Estamos crescendo e louvamos a Deus por isso, mas percebemos que efetivamente o trabalho local dos membros é o mais efetivo. Ao mesmo tempo, a estrutura administrativa, que cresceu também, precisa servir ao trabalho missionário”, resume o secretário-executivo.

Proporções por campo 

O texto-base escolhido por Heidinger, ao apresentar o relatório aos delegados do Concílio Quinquenal, foi o de João 4:35. O trecho afirma, nas palavras de Jesus, que “vocês costumam dizer: ‘daqui a quatro meses teremos a colheita’. Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita”.

Ao analisar este texto, fazendo uma aplicação para a realidade institucional, o secretário-executivo reconhece que há muito o que se fazer ainda em termos de evangelismo. O que passa necessariamente pelo apoio administrativo. E os dados em relação a campos mostram como está efetivamente hoje este trabalho em termos proporcionais.

Em média, há 28.856 membros para cada campo, o que significa 321 congregações por campo. Ao mesmo tempo, o número de pastores distritais chega a 42 proporcionalmente por campo. E são 2.709 batismos por campo (ano de referência, neste caso, é 2019). Já as perdas, ou seja, saídas de membros ficou em 1.796 por campo.

Heidinger pontuou, ao final do seu relatório, que os dados atestam a necessidade de um cuidado administrativo cada vez maior. Há, na visão do secretário, a necessidade de boa avaliação quanto ao estabelecimento de novos campos, pois existe o risco do chamado inchaço na estrutura administrativa.