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Relatório analisa frequência à igreja e envolvimento missionário

Levantamento inédito da Secretaria Executiva da Igreja Adventista verificou dados sobre classificação dos membros quanto à frequência à igreja.

Por Felipe Lemos 8 de novembro de 2020

Pastor Edward Heidinger apresenta relatório durante Concílio Anual. (Foto: Gustavo Leighton)

A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui oficialmente pouco mais de 2 milhões e 500 mil membros em oito países sul-americanos, segundo registros atualizados da Secretaria Executiva da organização. Mas quantos membros são frequentes, quantos não são e quem são os que a liderança adventista costuma afirmar que precisam ser buscadas ou resgatadas? Novo levantamento realizado pela Igreja Adventista obteve um índice de 97,6% de membros classificados de acordo com o envolvimento nas programações oficiais, bem como os indicadores ligados a aspectos espirituais dos membros.

“Foi um trabalho grande, com todos os secretários, e que chegou a este nível de precisão. Por trás destes dados, estão identificadas todas as pessoas”, ressalta o pastor Edward Heidinger, secretário-executivo da sede sul-americana adventista.

Membros frequentes

O relatório apresentado durante o Concílio Anual da Igreja Adventista, que ocorre nesta semana, mostra que 56,2% deste total (ou seja, 1.438.454) é considerado membro frequente. Já um porcentual de 12,9% (329.845) se enquadra como não frequente. Os frequentes são as pessoas que costumam participar dos cultos regulares e programações consideradas oficiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Já o outro grupo apresenta um comportamento contrário, ou seja, não é assíduo às programações oficiais adventistas por diferentes razões.

Ao mesmo tempo, o relatório mostrou outras classificações dos membros quanto à participação na vida da igreja. Um grupo de 7,1% é apontado como o de membros, frequentes, que estão em processo de transferência. Fazem parte de uma determinada congregação adventista, mas seu registro como membro está em outra congregação diferente.

Pessoas a resgatar

Um outro grupo, no entanto, chama a atenção ao se olhar as estatísticas. Trata-se de 17% ou 435.388 pessoas que precisam ser resgatadas. “São pessoas batizadas, continuam na condição de membros, mas já não frequentam mais a congregação de forma regular. As pessoas da comunidade, no entanto, sabem quem são estas pessoas e onde estão. E que, portanto, precisam ser motivadas a voltar”, comenta Heidinger.

O relatório mostrou, ainda, que 4,4% dos membros (113.156) possuem paradeiro desconhecido. Precisam, igualmente, ser procuradas, objeto de oração intercessora, porém a comunidade adventista não possui informações sobre onde estão estas pessoas e podem ser encontradas.

Relação entre frequência e demais hábitos religiosos

O relatório da Secretaria Executiva tratou, ainda, de fazer cruzamentos de alguns dos dados. Estas análises permitem, por exemplo, estabelecer uma relação entre a frequência às programações da igreja e os hábitos religiosos entre os adventistas.

Os dados já demonstram que, proporcionalmente, são necessários 17 membros adventistas para se dar um estudo bíblico. Com o levantamento realizado pela Secretaria Executiva, ficou claro, por exemplo, que são necessários 10 membros frequentes para ser dado algum estudo bíblico.

Quando o assunto é sobre a fidelidade nos dízimos, então fica ainda mais evidente a relação entre frequência à igreja e esta atitude. O relatório assinalou que, entre os membros frequentes, 27,8% são considerados dizimistas regulares.

O relatório é bastante revelador, porque leva, também, à compreensão de que é preciso trabalhar ainda mais na mobilização de membros para que sejam frequentes. E consequentemente se tornem mais envolvidos diretamente com a missão em diferentes áreas: fidelidade a Deus, pastoreio dos membros e ensino.

Saídas necessárias

O quadro apresentado é importante porque ilustra a realidade a partir da frequência dos membros adventistas. Com dados precisos e confiáveis, é possível pensar em saídas necessárias para cuidar do rebanho. O pastor Heidinger salientou, usando a metáfora bíblica do pastoreio de ovelhas, que a Igreja Adventista precisa conhecer melhor a condição dos membros para, então, trabalhar no seu resgate.

É o caso do programa Reencontro, que anualmente procura motivar a liderança das congregações locais a fazer um trabalho sistemático de visitação, oração intercessora e apoio a pessoas que não mais frequentam a igreja.

O pastor Hensley Mooroven, secretário associado da Igreja Adventista em nível mundial, assistiu à apresentação do relatório. Ele salientou a necessidade de estes dados se tornarem informações importantes para compor a estratégia geral de trabalho da Secretaria Executiva em todos os seus níveis.

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