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Projeto atende mais de 200 soropositivos no leste africano

Trabalho com soropositivos leva em conta grupos com riscos como os polígamos.

10 de julho de 2015
Coordenador explicou que o programa ocorre o ano inteiro

Coordenador explicou que o programa ocorre o ano inteiro

San Antonio, EUA … [ASN] Um projeto de conscientização sobre HIV/AIDS tem mobilizado a Igreja Adventista na região Centro-Leste Africana. Enquanto em muitos outros países a Igreja desenvolve projetos em alguns meses do ano, o Meesei Project, que faz parte do Ministério Internacional Adventista da AIDS, é desenvolvido nos 12 meses do ano com reuniões três vezes por semana.

A intensidade do projeto se deve à situação assustadora da doença na região. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde uma em cada três pessoas no Quênia é soropositivo, por isso os coordenadores do projeto estimam que 500 a 600 membros adventistas morrem mensalmente na África.

Por isso que Godfrey Korio resolveu ajudar a sua comunidade. Assistiu a um seminário sobre o assunto em Nairobi, capital do país, e sentiu que tinha uma missão a cumprir. Atualmente ele ajuda a coordenar os 11 grupos de apoio e projetos que são realizados nas Igrejas Adventistas da região (apenas um é realizado nas dependências de uma escola adventista).

“Trabalhamos com a educação, prevenção, testes e tratamento. Recentemente sentimos ainda a necessidade de incluir um projeto de alfabetização de adultos porque entregávamos os folhetos explicativos e poucos sabiam ler”, destaca Korio. Há mais ou menos um mês foi lançado o projeto de alfabetização. Junto às reuniões, os coordenadores também promovem projetos sociais e meios para que os participantes possam obter alguma renda extra para a família.

Desafios culturais

Korio explica que na região muitas pessoas são polígamas, o que o aumento do risco da transmissão da doença para várias gerações. “Até mesmo filhos pequenos já são soropositivos. Nós atendemos a um homem que tinha quatro esposas, sendo que duas já haviam morrido por causa da AIDS. Os filhos também eram. Com o programa eles têm buscado o apoio para que a AIDS não continue passando de geração em geração na família deles”, relata.

São vários grupos de apoio para diferentes faixas etárias como crianças, adolescentes, jovens, adultos e até avós. Todos trabalham com o foco principal na prevenção, por isso não só pessoas soropositivas que frequentam. “Abordamos a HIV/AIDS, mas levamos ao mesmo tempo uma mensagem de esperança. Isso faz a diferença”, completa.

O coordenador explica que são vários desafios culturais que eles enfrentam. Segundo Korio, as pessoas não gostam de falar que são soropositivas, assim a divulgação tem de ser feita com bastante antecedência. Além disso, existem questões culturais que dificultam misturar homens e mulheres na mesma reunião, assim cada turma tem um casal de coordenadores para realizar as palestras separadas. “Por causa da poligamia, nem preciso dizer que atendemos mais mulheres do que homens”, brinca.

O projeto é mantido por meio de doações. Para saber mais sobre o projeto acesse: aidsministry.org. Para saber como ser um parceiro entre em contato com a Divisão Centro-Leste Africana. [Equipe ASN, Suellen Timm]

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