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Pai ora durante 20 anos pelo retorno do filho à Igreja e celebra seu batismo

Mesmo diante da aparente falta de respostas, representante comercial não deixou de fazer da oração um canal permanente de comunhão com Deus.

Por Heron Santana 10 de fevereiro de 2020

Weldes e a emoção pelo resgate espiritual do filho: “Celebro a Deus o retorno de Wedson” (Foto: Luciano Salviano)

A cena comoveu as pessoas que assistiam ao batismo de Wedson Nascimento Souza, em Vitória da Conquista, município baiano de cerca de 340 mil habitantes, a 509 km de Salvador.

Logo após o filho ser batizado, o representante comercial Weldes Souza, pai de Wedson Souza, entrou na água onde ocorreu a cerimônia e o abraçou de modo demorado. Emocionado, ele explicou o motivo para a atitude comovente: havia orado ao longo de 20 anos para que seu filho voltasse à Igreja. E agora, assistia a resposta às suas orações.

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“Meu filho deixou de viver com a família e com Cristo, e passou muito tempo fora. Ele é meu filho único, e esse foi o momento mais difícil da vida. Mas Deus mandou eu ficar firme e em oração”, declarou Weldes.

A emoção do representante comercial pelo resgate espiritual do filho tem um contexto pessoal: nascido em uma família que já frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia, Weldes também se afastou do convívio com os membros. Abandonou a Igreja durante muito tempo, mas ficou sensibilizado com as orações e a persistência da comunidade religiosa, que continuou em contato com ele. O resultado foi o seu retorno ao convívio adventista, em 1997.

Para Wedson, o abraço do pai logo após seu batismo foi um momento que jamais será esquecido. (Foto: Luciano Salviano)

Confiança

“Eu venho orando porque já passei por isso. Não queria que meu filho se afastasse dos caminhos de Jesus”, afirmou. O sofrimento pelo afastamento do filho deu lugar a uma resiliência que, reconhece, o fortaleceu espiritualmente. “Estava sempre na igreja, não perdia um culto de oração. Nos primeiros 10 anos de intercessão, a resposta não veio e tive um sentimento de que a jornada parecia não fazer sentido. Mas continuei orando, e hoje eu celebro a Deus o retorno de Wedson”, disse.

Para Wedson, a lembrança do pai entrando na água onde foi batizado e o abraçando jamais será apagada. “Foi um abraço daqueles que a gente não consegue aguentar. Parecia que os anjos abraçavam nós dois”, contou o jovem, que antes mesmo de voltar à igreja por meio do batismo já participava de atividades evangelísticas, como a Missão Calebe.

“Meu pai é um herói. Muitas vezes eu o vi orando. Foram muitas vezes que ele veio ao meu quarto, de madrugada, me acordar para orar junto com ele. Ele é meu exemplo para nunca virar as costas, porque Deus nunca vira as costas pra gente”, declarou o rapaz.

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