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No Norte de Minas adventistas quebram o silêncio

A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado com propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas

Por Samuel Nunes 28 de agosto de 2020

Na Comunidade Adventista Morada, as palestrantes Isabel Cristina e Maria Eduarda Ataíde enfatizaram a importância do projeto

Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) desde o ano de 2002. A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das suas principais ações ocorre sempre no quarto sábado do mês de agosto. A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado com propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas. O tema de 2020 é violência contra a mulher.

Andreia Luna: Essa foi a primeira vez que os adventistas não sairam às ruas para realização do projeto, mas mesmo assim, não deixamos de realizar algumas pequenas ações
( Foto: Arquivo)

Segundo Andreia Luna, líder do Ministério da Mulher da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Norte e Noroeste de MG, em 18 anos, essa foi a primeira vez que os adventistas não sairam às ruas para realização do projeto Quebrando o silêncio, mas mesmo assim, não deixou de realizar o projeto.

“Não fomos as ruas com passeata, mas tivemos pequenas ações, como por exemplo, ações na frente de alguns estabelecimentos comerciais, com poucas pessoas, e  palestras em quase todas as igrejas no sábado pela manhã, informando os membros e visitantes sobre a importância de saber sobre o tema para se resguardarem e ajudar outros também”, relata Luna.

Tema relevante x Conscientização

Andreia Luna, afirma que o tema desse ano aborda o assunto do feminicídio, violência contra a mulher. Para ela o tema é “bem propício para a situação de isolamento social que temos vivido”.

Isabel Cristina de Jesus, é investigadora de Polícia Civil e chefe do setor de protocolo e distribuição na Delegacia especializada de atendimento as mulheres de Montes Claros, no sábado de manhã, ela ministrou uma palestra na Igreja Adventista do Sétimo Dia do bairro Morada do Sol. Ela salienta que  é de extrema importância iniciativas como esta da Igreja Adventista do Sétimo Dia, através do projeto Quebrando o Silêncio, uma vez que a violência doméstica precisa ser discutida em todos os âmbitos da sociedade civil e não só pelos orgãos oficiais.

Para Isabel Cristina, através da conscientização a população tem melhores condições de identificar os tipos de violência e outras informações relevantes sobre o tema.

“No decorrer da palestra diversas dúvidas foram sanadas e ao final os participantes puderam perceber que existem outras formas de Violência que não somente a física, tais como: moral, psicológica, patrimonial e sexual. Agradeço a oportunidade de participar do evento e ressalto  a importância de denunciar qualquer violência sofrida ou presenciada contra mulheres e informar que a Delegacia especializada de atendimento às Mulheres  funciona na rua Enol de Brito número 222, Morada do Sol. Denunciar é uma forma de quebrar o silêncio e interromper o ciclo da violência.

Atenuar o problema

Isabel Cristina também participou de uma live organizada pela Escola Adventista

Para Maria Eduarda Ataíde Alves, estudante de Direito e estagiária voluntária na Delegacia especializada em atendimento as mulheres de Montes Claros, o projeto Quebrando o Silêncio é uma iniciativa das mais importantes por parte da Igreja Adventista, já que uma das maiores barreiras no que tange a Violência Doméstica é o silêncio. Ela lembra que o silêncio acontece por diversos motivos e impede a quebra do ciclo da Violência.

Na concepção de Maria Eduarda, projetos como o “quebrando o silêncio” ajudam a atenuar o problema e de alguma forma mudar uma realidade opressora e que ainda persiste na sociedade.

“Entendo que usar estratégias para inserir a juventude na campanha a torna ainda mais relevante, uma vez que seremos o futuro da sociedade e precisamos entender a seriedade da Violência Doméstica e também procurar conhecimento sobre o assunto, para assim conseguirmos ser uma geração de mudança e progresso”, frisa.

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