Mãe de missionário morto relembra experiência do perdão
Brasília, DF ... [ASN] A edição de junho desse ano da Revista Adventista em português trouxe como manchete o depoimento da jovem Melissa Otoni de Paiva, única sobrevivente de uma tragédia ocorrida no dia 21 de dezembro de 2003 na ilha de Palau, local...

Ruth, também casada com pastor, é formada em psicologia, possui doutorado em educação e atualmente reside nos Estados Unidos. Ela ficou com a guarda de Melissa e relata que um dos maiores aprendizados com a tragédia foi sobre o perdão divino. Assim que chegou à ilha de Palau, à época do crime, a missionária brasileira – que morava no México naquele ano - insistiu em ver face a face o autor do assassinato. O encontro foi impressionante, pois a brasileira pediu ao bandido que entregasse sua vida a Deus e assim poderia receber o perdão. “Eu disse para ele: o seu nome é Justin, que vem da raiz de justiça. Somente Deus pode te fazer justo”, lembra Ruth. Para a missionária, um ato bárbaro como esse foi fruto de uma ação demoníaca e não foi motivado por um simples desejo de roubar alguns bens materiais.
Alguns dias depois, durante um funeral público com a presença de autoridades da ilha, Ruth deu outra demonstração de cristianismo prático. A comoção foi grande, pois o pastor Ruimar era considerado uma autoridade religiosa importante em Palau, tanto que a homenagem partiu do próprio governo local. Nessa ocasião, Ruth chamou à frente de todos a mãe de Justin Hirosi para lhe oferecer perdão e conforto pela grande dor e perda que as duas famílias atravessavam sob diferentes pontos de vista. Na sua avaliação, o perdão não deve ser encarado como algo que se concede por algum mérito de alguém. “O perdão é um ato voluntário que traz cura às pessoas”, explica. [Equipe ASN, Felipe Lemos]