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Caminhoneiro é batizado por influência de livro missionário entregue seis anos atrás

Em outubro, a 13ª edição do Impacto Esperança envolveu os adventistas na entrega do livro missionário nas regiões sul e centro de Santa Catarina.

Por Daniel Gonçalves 11 de novembro de 2020

Após ler o livro, Antônio visitou a igreja adventista e começou os estudos bíblicos com um casal recém-batizado até se decidir pelo batismo

Antônio José de Souza é caminhoneiro e morador da cidade de Itajaí. Em 2014, ele recebeu o livro A Grande Esperança de uma adventista desconhecido. O senhor pegou o livro e colocou dentro de seu caminhão, e ali ele ficou por seis anos. Sempre que precisava dirigir um outro caminhão, suas coisas particulares e seu livro iam junto. Por todo esse tempo, o caminhoneiro não havia demonstrado interesse em lê-lo. Mas, em março deste ano, devido à pandemia da Covid-19, as atividades de Antônio foram interrompidas por fazer parte do grupo de risco.

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Na mudança, o motorista pegou suas coisas e, novamente, o livro estava lá. Mas, desta vez, estava molhado por algum motivo. Resolveu, então, secá-lo e enfim iniciar a leitura. O conteúdo foi lido rapidamente e, em seguida, Antônio decidiu ligar para o telefone informado ao final do exemplar. Ele queria visitar a igreja do livro. Para sua surpresa, havia uma Igreja Adventista muito próxima da sua casa e então resolveu visitá-la.

Antônio foi à igreja central de Itajaí e, ao final do culto, um casal o abordou: era Max e Verônica, adventistas recém-batizados na igreja. Após uma breve conversa, Max convidou o caminhoneiro para estudar a Bíblia com eles em um grupo de estudo recém-formado. O homem aceitou o convite e se dedicou com afinco a cada lição.

Por volta da lição 13, compreendeu a mensagem sobre o batismo, sobre o sábado e muitas outras verdades, decidindo então ser batizado. Atualmente, Antônio é um membro ativo na igreja adventista central de Itajaí, envolvido na Escola Sabatina, e um grande apoiador do Impacto Esperança, movimento de entrega de livros gratuitos realizado anualmente pela Igreja Adventista desde 2008. Segundo ele, “a semente dará frutos, mesmo depois de seis anos”.

Impacto Esperança 2020

Este ano, o Impacto Esperança aconteceu de uma maneira diferente, com ações criativas e adaptadas por conta da pandemia. Essa foi a realidade do projeto que completou 13 anos na América do Sul. Adventistas da região central e sul de Santa Catarina arregaçaram as mangas e tiveram em mãos mais de 300 mil exemplares do livro A Maior Esperança para distribuírem em suas comunidades.

300 mil exemplares do livro A Maior Esperança foram entregues pelos adventistas na região centro sul de Santa Catarina

O livro, escrito pelos pastores Luís Gonçalves e Diogo Cavalcanti, vem em momento oportuno. “O mundo está vendo que nossa esperança tem que ser solidificada em algo maior, em alguém superior. O mundo está doente e em pecado e as pessoas perceberam nesta pandemia a necessidade de entender melhor a Deus. Esse livro é um bálsamo para o medo que aflige nossa sociedade hoje”, explica o pastor Evandro Vargas, líder do Ministério de Publicações da região.

Na cidade de São Cristovão, jovens de Lages penduraram os livros em árvores

As ações criativas inundaram as igrejas locais. Teve quem montou varais para que os pedestres adquirissem um exemplar, já outros promoveram passeatas, seguindo as medidas de segurança e saúde, e ainda tiveram aqueles que realizaram ações individuais.

Na praça em frente à Prefeitura de São Cristovão do Sul, por exemplo, livros foram pendurados em árvores. As pessoas que passavam pelo local se deparavam com cartazes que incentivavam a pegarem o exemplar. O resultado? Faltou livro! “É uma maneira diferente e divertida de distribuir literatura. A preparação da praça mobilizou a igreja e a gente fica feliz por testemunhar a receptividade, o impacto positivo que isso causou na população. Foi gratificante”, comenta Jonathan Neves, um dos líderes da ação.

“Estamos felizes porque os adventistas não mediram esforços para levar esperança aos seus vizinhos. Esse é o chamado de Deus. Devemos ir e pregar o evangelho, espalhando esses livros como folhas de outono que um dia serão lidos”, conclui o pastor Evandro.

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