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Líderes paulistas Maurício e Sara Lima compartilham trajetória de vida

O casal mudou-se para o estado de São Paulo em novembro de 2019. Mas antes de assumirem a liderança dos adventistas paulistas, eles viveram muitos desafios e alegrias.

Por Jhenifer Costa 19 de dezembro de 2019

Sara e Lima são casados há 34 anos. São adventistas desde a infância, e juntos partilham a caminhada pastoral.

Um casal é formado por duas pessoas singulares, que nem sempre se completam, mas certamente dividem a mesma caminhada. Sara e Maurício Lima são casados há 34 anos e são como a tampa e a panela. Sara é formada em Serviço Social, pós-graduada em Gestão de Pessoas e lidera as mulheres que apoiam o ministério pastoral (Área Feminina da Associação Ministerial – Afam) no estado de São Paulo (União Central Brasileira). Lima é mestre em Liderança pela Universidade Andrews, é graduado em Teologia e é o presidente da Igreja Adventista no território paulista. Ela é extrovertida, gosta de se envolver com pessoas e abrir sua casa para receber amigos queridos. Ele é organizado, sereno e observador. Juntos, completam-se para partilhar a mesma jornada: o ministério pastoral.

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O começo 

Nascido em Belo Horizonte-MG, o mineiro Lima conta que sempre sonhou em ser pastor. Enquanto cursava o ensino médio, planejava seu futuro cuidando de pessoas pelo Brasil. Sara nasceu em Queimados, no Rio de Janeiro, e mudou-se para Belo Horizonte aos 14 anos. Foi nessa cidade que os caminhos de ambos se cruzaram.

Eles se conheceram na porta de um templo adventista. Daquele encontro, surgiu uma amizade entre os dois adolescentes. Lima tinha 15 anos e estava indo para o Edessa (Educandário Espírito Santense Adventista), no Espírito Santo, terminar o ensino médio. No entanto, Sara continuaria em Belo Horizonte estudando perto de sua família. Mesmo longe, eles mantiveram a amizade. “A gente conversava por cartas. Na época, era o nosso meio de comunicação”, brinca a líder. Depois de muitas cartas, a amizade evoluiu para um namoro à distância. Quatro anos depois eles estavam noivos.

Quando Lima terminou o ensino médio, foi cursar Teologia no antigo IAE (Instituto Adventista de Ensino) e atual Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo. Enquanto isso, Sara foi para o Unasp, campus Hortolândia, estudar o Magistério, como era chamada a docência há alguns anos. Mas não deu para esperar mais. O casamento aconteceu em janeiro de 1986, no último ano da faculdade de Lima.

Viver no internato foi uma experiência muito importante para a vida pessoal e profissional de Sara e Lima. Na época de estudante, Lima trabalhou nas dependências do Unasp, além de colportar nas férias. Depois de casados, Sara também trabalhava para complementar a renda familiar. Eles tinham um ao outro e a vida ficou mais estável. “Até ali, Deus havia conduzido tudo. Estávamos seguros de nossa decisão de servi-Lo aonde quer que fossemos”, explica Lima.

Ministério pastoral 

O referencial religioso do berço adventista de ambos sustentou a decisão pelo ministério pastoral. Se por um lado, Lima sempre quis ser pastor, Sara sempre quis casar com um. “Minha vida toda eu admirei o ministério pastoral. Para mim, foi um presente de Deus casar com um”, confessa Sara.

Logo após a formatura de Lima, aos 21 anos, o casal recebeu o primeiro convite – ou “chamado” – para trabalhar na Igreja Adventista. Eles foram para Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais. Lima estava em terreno conhecido, embora distante da capital onde nascera. A vida começou ali. No final do primeiro ano de trabalho nasceu o primeiro filho, o Maurício.

O segundo convite foi para o casal atuar ainda mais no interior de Minas, em Itaobim, hoje o município tem um pouco mais de 21 mil habitantes. “Foi nessa cidade que desenvolvemos o ministério de verdade. Passamos por muitas dificuldades, estávamos longe de tudo e todos”, lembra Sara. Ainda nesta cidade, eles receberam o segundo e último filho, o Mailsom.

Depois, passaram por Nanuque, ao norte de Minas Gerais. Lá, o campo de trabalho era muito maior que os anteriores, e os desafios em relação aos fiéis também. Mas logo foram chamados para cuidar de igrejas em Uberlândia, uma cidade com muitos jovens e com muitas possibilidades.

A estada em Uberlândia foi um degrau importante para o chamado seguinte. Lima foi convidado para liderar o departamento Lar e Família e Mordomia Cristã (área para dízimos e ofertas da Igreja Adventista) no estado do Rio de Janeiro. Sara estava em seu estado natal e Lima diante de um grande desafio. Pouco depois, ele passou a liderar Mordomia Cristã e mais duas áreas, Ministério Pessoal e Escola Sabatina.

Paralelamente, aos 34 anos, Sara começou a cursar Serviço Social. Foram anos difíceis, e devido às mudanças da família, a faculdade levou seis anos para ser concluída.  “Eu sempre gostei de ajudar as pessoas. Por isso, essa formação tem tudo a ver comigo. Mas não foi fácil e mesmo assim eu pensava: ‘não vou desistir’, e fui até o fim”, confessa.

Ao final de 1998, Lima recebeu o convite para atuar na secretaria e depois na presidência da Igreja Adventista no Espírito Santo (Associação Espírito Santense), enquanto Sara liderava as mulheres da região (por meio do Ministério da Mulher). Depois, o casal retornou ao Rio de Janeiro, onde Lima foi presidente na região sul (Associação Rio Sul) por um ano. Durante 12 anos, Lima presidiu a Igreja Adventista nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo (União Sudeste Brasileira). Então, em 14 de novembro de 2019, Lima foi desafiado a liderar a Igreja Adventista no estado de São Paulo (União Central Brasileira). Um mês depois, Sara foi nomeada líder da Afam no território paulista.

Durante entrevista, Sara e Lima compartilham experiências pessoais e profissionais ao longo de 33 anos de ministério.

Novos desafios

Mesmo sem ter atuado no estado de São Paulo anteriormente, Lima e Sara estão felizes e confiantes com essa nova fase. “Nós sempre entregamos nossa vida nas mãos de Deus, e Ele fez o melhor por nós até aqui. Por isso, sabemos que não será diferente agora”, confia o líder. Hoje, Lima sente-se mais preparado do que há 30 anos, quando começou a sua jornada.

O casal também anseia pelos próximos passos. “Esta é uma Igreja que tem muito potencial. E como antes, continuará avançando até que toda a missão seja cumprida”, promete Lima. “O que a gente mais quer é continuar trabalhando para o Senhor”, complementa Sara.

Em relação ao presente e ao futuro, Lima tem um foco muito claro: “Eu defendo a ideia da unidade. Nós somos o corpo de Cristo, e a força deste corpo está na unidade. Quero ver esta Igreja unida para alcançar até à última pessoa do estado. E temos muito trabalho pela frente”. O presidente está certo, afinal, são 45 milhões de paulistas, e pode-se afirmar que todos anseiam por uma vida cada vez mais feliz.

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