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Igreja Adventista reorganiza despesas em meio à pandemia

Medidas para reduzir despesas foram adotadas para otimizar recursos e fortalecer ainda mais a missão de pregar o evangelho.

Por Felipe Lemos 2 de julho de 2020

Planejamento para reorganização de custos ocorrem há um bom tempo na sede sul-americana adventista. (Foto: Shutterstock)

Em seu mais recente relatório, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou projeções que levam em conta os efeitos econômicos causados principalmente pela pandemia da Covid-19 em todo o planeta. De acordo com estes dados, a estimativa do Fundo é de um declínio de 4,9% no crescimento global em 2020.

Para 2021, a projeção é de crescimento de 5,4%, porém o Fundo alerta que, caso haja uma onda de infecções no ano que vem, este número poderá sofrer queda de 0,5%. Já no Brasil, de acordo com o FMI, a economia do Brasil deverá encolher 9,1% neste ano.

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O cenário de cautela e preocupação provocou, há alguns meses, reações imediatas da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul. Diversas medidas já têm sido adotadas, há algum tempo, para reorganização de despesas administrativas com uma finalidade bem clara: otimizar recursos para seguir com força no cumprimento da missão de pregar o evangelho.

“O momento é de gratidão a Deus, porque o Senhor está enviando os meios para que os projetos missionários sigam fortes, relevantes e com profundo impacto na vida espiritual de milhares de pessoas”, comenta o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista na América do Sul. Ele, ainda, acrescenta que “em meio a este cenário social e econômico desfavorável, a Igreja Adventista refaz as contas e faz todos os esforços para se manter ativa, presencialmente ou de forma virtual, e, portanto, profundamente focada na missão.”

Menos despesas

O pastor Marlon Lopes, diretor financeiro da sede adventista sul-americana, explica que as maiores reduções ocorreram em três frentes: despesas com pessoas, administrativas e com eventos e materiais. Um levantamento mostra a comparação destes gastos, em reais, entre janeiro e maio de 2019 e o mesmo período, agora em 2020, na sede localizada em Brasília.

Os números são os seguintes: queda de 18,43% nos gastos com pessoal (pagamentos de salários a pessoas que trabalham nas sedes administrativas da organização adventista); queda de 31,34% nas despesas administrativas e 83,56% de queda nas despesas com eventos e materiais. A perspectiva é que, de maneira global, as reduções sejam ainda maiores, pois a tendência é que estas mudanças alcancem todas as sedes administrativas do território, como é o caso das Associações, Missões, Uniões e instituições.

Ao mesmo tempo, um dado mostra que, neste mesmo período avaliado (acumulado até maio de 2020 em comparação com o período acumulado até maio de 2019), a entrada de dízimos teve crescimento de 1,07% e de ofertas se manteve em 0,19%.

Simplificação e automação

Há alguns anos, os estudos para redução de gastos das sedes administrativas adventistas já são uma realidade. Várias medidas são adotadas, muitas delas voltadas à simplificação e automação de processos. Na prática, isso reduz a necessidade de mais pessoas e torna viável a realização de mais atividades com menos recursos.

O pastor Marlon Lopes exemplifica o dado. Ele explica que a área de contabilidade da sede sul-americana, em Brasília, trabalha com o conceito de papel zero (ou seja, menos impressões, com avanço da digitalização de serviços e registros) e centralização de alguns sistemas de Business Intelligence (BI). Estes processos de BI ajudam a organizar dados para análise e monitoramento a fim de garantir que as informações necessárias para decisões em todos os níveis hierárquicos sejam feitas de forma mais organizada e rápida.

Ao mesmo tempo, os diretores de departamentos da sede da Igreja Adventista para oito países sul-americanos tiveram reduções de seus orçamentos neste e no próximo ano, sem que isso comprometa o trabalho missionário que acontece especialmente nas congregações locais.

“Estamos rediscutindo tudo e projetando o avanço nos próximos anos. A Igreja já trabalha, há um bom tempo, para otimizar ainda mais os recursos nas áreas administrativas, a fim de fortalecer a missão de pregar o evangelho de salvação. Trabalhamos de forma incessante e vamos aumentar os esforços neste sentido, porque entendemos que Deus espera isso de nós e só temos motivos para agradecer por tudo o que tem ocorrido”, arremata o diretor financeiro.

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