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Igreja Adventista dá orientações sobre liderança

Material foi produzido pelo departamento de Comunicação da Associação Geral da Igreja Adventista e trata de questões relacionadas à unidade.

Por Departamento de Comunicação da sede mundial adventista 10 de outubro de 2018

Unidade é um ativo importante para os adventistas do sétimo dia em todo o mundo. Foto: Shutterstock

Às vésperas de mais uma edição dos concílios da liderança adventista, que ocorrem todos os anos, o Departamento de Comunicação da sede mundial da Igreja Adventista (Associação Geral) divulgou um material intitulado Perguntas sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia e Sua Liderança. O conteúdo procura esclarecer aspectos a respeito de unidade, decisões administrativas em âmbito global e cumprimento de votos tomados pela organização.

O documento sobre perguntas e respostas, na íntegra, está disponível abaixo.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, com 21 milhões de membros unidos pelo Espírito Santo em seu compromisso com Cristo, Sua mensagem e missão. Nossa organização mundial da igreja fortalece sua unidade, salvaguarda sua integridade doutrinária e promove sua missão. Nos últimos meses, algumas questões foram levantadas sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia e sua liderança. Convidamos você a considerar o seguinte:

Em um esforço para unir a Igreja sobre questões difíceis, a liderança da Associação Geral (AG) se tornou um poder perseguidor como o identificado em Apocalipse 13?

 Sugerir que a Igreja Adventista do Sétimo Dia ou sua liderança está cumprindo a profecia de Apocalipse 13:7 é praticamente identificar a igreja como Babilônia. O contexto dessa passagem aponta claramente para Daniel 7, em que um poder pretenderia mudar os tempos e a lei. O único poder que faz essa reivindicação e corresponde à descrição profética é o papado romano, que exerceu poder religioso e político ao longo de sua história e especialmente durante a Idade Média, de 538 a 1798 a.D.

Ao incentivar a igreja a seguir o que foi votado pela Associação Geral em Assembleia e por sua Comissão Diretiva, os líderes da igreja estão cumprindo sua obrigação de defender as decisões da igreja.

A liderança da Associação Geral está exercendo poder real semelhante à autoridade papal?

A acusação de que a Associação Geral ou sua liderança está exercendo “poder real”, semelhante à autoridade papal interpreta mal a grande diferença entre os processos de tomada de decisão na Igreja Católica Romana em comparação com a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

O papado é um sistema de autoridade centralizada, de cima para baixo, centrada em um papa infalível e seus cardeais. Mas na Igreja Adventista, a autoridade flui em ambas as direções: de baixo para cima e de cima para baixo, por meio de representantes que incluem mulheres e homens, membros leigos e pastores em todos os níveis de comissões.

Na Igreja Católica, as decisões sobre doutrina são decretadas pelo papa e pelos maiores teólogos da igreja. Em contraste, na Igreja Adventista, a declaração das 28 Crenças Fundamentais simplesmente resume o que os membros, com base em seu próprio estudo da Bíblia, já acreditam. Somente a maior e mais representativa reunião de líderes e membros leigos na Assembleia da Associação Geral, realizada a cada cinco anos, pode modificar essa declaração de crenças, o Manual da Igreja e certos regulamentos da AG, porque eles afetam todos os níveis da igreja. A Igreja Adventista do Sétimo dia, em todos os níveis, opera em uma forma representativa de governo da igreja. Os líderes da igreja são autoridades eleitas que têm o dever de realizar as ações votadas pela Assembleia da Associação Geral e pela Comissão Diretiva da Associação Geral.

O fato de que a inconformidade em várias áreas da vida da igreja leva tempo para ser resolvida é um claro testemunho de que a Igreja Adventista tem um sistema de autoridade distribuído, e não de cima para baixo, com pesos e contrapesos adequados. Também é possível resolver questões por níveis superiores da governança da igreja, como a Comissão Diretiva da Associação Geral ou a reunião mundial de líderes e membros leigos na Assembleia da Associação Geral.

Em 2015, a Assembleia da Associação Geral votou contra a permissão de regiões do mundo escolherem ordenar ou não mulheres para o ministério evangélico. Os relatórios completos da Comissão de Estudo da Teologia da Ordenação (TOSC, sigla em inglês) foram disponibilizados aos delegados e membros antes da Assembleia da Associação Geral de 2015?

 O processo de estudo da ordenação foi cuidadoso, completo e transparente em todos os sentidos. Além da Comissão de Estudo da Teologia da Ordenação (TOSC, sigla em inglês) da igreja, incentivou-se, também, que o estudo fosse realizado em outros níveis. As comissões das divisões informaram suas descobertas à TOSC e vice-versa, o que possibilitou amplo diálogo sobre essas questões em todo o mundo.

Os documentos apresentados na TOSC foram disponibilizados publicamente online logo após cada reunião da comissão no site dos ASTR (www.adventistarchives.org/gc-tosc).

Três semanas antes da reunião do Concílio Anual de 2014, a Adventist Review e a Adventist News Network publicaram um apelo para que os membros da igreja, e especialmente aos membros da Comissão Diretiva e aos delegados do Conselho Geral de 2015, estudassem a Bíblia e os materiais do site ASTR em espírito de oração. O apelo (bit.ly/ARappeal e bit.ly/ANNappeal) incluiu vários links de materiais relacionados.

No Concílio Anual de 2014, os membros da Comissão Diretiva da AG receberam relatórios de 30 minutos representando cada uma das três posições geradas pela TOSC. Eles, também, receberam um relatório com 125 páginas, publicado em junho de 2014, contendo um resumo detalhado dessas três posições e de suas respectivas recomendações referentes ao caminho a ser seguido. Os relatórios de 30 minutos, apresentados no Concílio Anual, foram publicados em sua totalidade na Adventist Review como Posição 1 (bit.ly/ARposition1), Posição 2 (bit.ly/ARposition2) e Posição 3 (bit.ly/ARposition3).

No dia 4 de março de 2015, foi enviada uma carta a cada delegado da Assembleia da AG com um link para os materiais da assembleia, incluindo este relatório completo da TOSC com um link para solicitar uma cópia impressa.

Na própria Assembleia da AG, resumos de cada uma das três posições foram lidos, permitindo mais tempo para discussão, e cópias impressas do relatório da TOSC foram disponibilizadas.

Deve-se lembrar, ainda, de que a TOSC foi somente uma comissão de estudo, sem autoridade administrativa, nem como representante do campo mundial. Seu propósito era estudar o tópico da ordenação e tornar suas descobertas conhecidas à igreja como um todo. Como uma comissão de estudo, eles foram encarregados de pesquisar e apresentar apenas relatórios.

Como tal, a pesquisa de opinião feita pelo presidente não constituiu nenhum voto oficial. Os resultados indicaram que a comissão estava bem dividida entre as três posições. Enquanto alguns tentaram ler esse “voto” como favorável à ordenação das mulheres, outros apontam que uma maioria de tamanho similar reconheceu a liderança masculina como o modelo bíblico ideal para o povo de Deus.

A Igreja está suprimindo a liberdade de consciência ao pedir aos líderes eleitos para cumprirem os votos da Assembleia da Associação Geral e da Comissão Diretiva?

Os líderes da igreja têm uma responsabilidade especial de dar um exemplo de fidelidade a Cristo. Eles fazem isso ao atrair a igreja a laços mais íntimos de união com base em nossas crenças e práticas votadas. Uma das causas da desunião é a incapacidade de cumprir os regulamentos acordados pela igreja. Os indivíduos não são obrigados a aceitar esses regulamentos. A coerção não faz parte do plano do Céu. Se um líder da igreja está em total oposição aos regulamentos da igreja e não pode viver com sua consciência, ele sempre tem a opção de renunciar à sua posição de liderança. Todo indivíduo tem a liberdade de seguir a liderança de Deus da forma como a entende, mas cada líder tem a responsabilidade de defender os votos da Associação Geral em Assembleia e os votos da Comissão Diretiva da Associação Geral. A liberdade de consciência, por um lado, e a responsabilidade da liderança para a igreja global, por outro, são valores preciosos que devem ser sempre guardados e respeitados entre nós.

Quando alguém não concorda com a liderança da igreja, qual é a forma apropriada de questionar suas ações e decisões?

 Quando há discordância, deve-se tentar seguir os princípios de Mateus 18. Os ataques pessoais e públicos são contra nosso mandato bíblico como cristãos. Jesus foi claro: devemos nos tratar como desejamos ser tratados.

O mesmo também vale para a forma como tratamos os líderes. Até mesmo o apóstolo Paulo, quando censurado por falar irreverentemente com o sumo sacerdote judeu, disse: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (Atos 23:5). Quando alguém ouve ou lê a forte retórica que está sendo usada hoje contra a liderança da igreja, devemos nos perguntar se aqueles que estão fazendo as acusações conhecem a pessoa que estão atacando.

A Bíblia nos incentiva a falar respeitosamente uns com os outros e com nossos líderes. Vamos permitir que o Espírito Santo controle nossas palavras e ações.

Por que a unidade é tão importante?

A igreja é o objeto da consideração suprema de Deus. Jesus orou especificamente por Sua igreja ao enfrentar a vergonha da cruz, reconhecendo que sua unidade era um pré-requisito necessário para o cumprimento bem-sucedido da missão que Ele estava lhes confiando. Somente quando nos unimos em fé, prática e missão, a obra que Deus nos deu pode ser realizada com sucesso. Um mundo agonizante aguarda a proclamação da única mensagem bíblica dos últimos dias centrada em Cristo que foi confiada à Igreja Adventista do Sétimo Dia. O imperativo do Céu é: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.  Somente uma igreja unida em amor e doutrina, comprometida com a missão e cheia do poder do Espírito Santo cumprirá o propósito de Cristo ao preparar o povo para a vinda de nosso Senhor.

Se a conformidade é tão difícil de ser alcançada e se essa questão é tão divisora, não seria melhor simplesmente esquecer isso e se concentrar na missão?

A igreja apreciaria deixar essas contendas para trás. Acreditamos que devemos nos concentrar na missão e no mandato de Deus de divulgar Seu evangelho de amor ao mundo como uma igreja unida. Porém, não podemos simplesmente ignorar as decisões que tomamos como um corpo global.

Toda família luta, de tempos em tempos, para resolver questões difíceis. As famílias que ignoram os problemas continuam sofrendo, mas aquelas que enfrentam seus problemas se tornam mais fortes. Cremos que emergiremos dessa luta mais fortes e unidos como uma família da igreja global. Convocamos cada membro e líder a orar para que o poder do Espírito Santo nos guie.

Este artigo é derivado de um documento maior que trata dessas questões específicas com maior profundidade e que está disponível em: https://executivecommittee.adventist.org/newsletter/.

Chamado especial para oração pela unidade:


 

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