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Estatísticas revelam crescimento mundial da Igreja Adventista

Após apresentação de relatório, secretário geral da organização sugeriu passos para que os membros alcancem unidade na missão

Por Marcos Paseggi 15 de outubro de 2020

Em 2018, mais de 1.8 milhão de pessoas se uniram à Igreja Adventista pelo batismo ou profissão de fé (Foto: Tor Tjeransen/ADAMS)

“Somente a presença e o trabalho do Espírito Santo podem ajudar os membros de uma Igreja Adventista do Sétimo Dia cada vez mais internacional a conviver bem e permanecer juntos em unidade para a missão”.

As palavras do pastor G.T. Ng, secretário da sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, foram pronunciadas  durante a apresentação do relatório do departamento no Concílio Anual mundial da organização, no último dia 7. Na ocasião, Ng compartilhou estatísticas enfatizando as diferenças e semelhanças da Igreja nas diversas regiões do mundo.

Dados da Igreja até o final de 2018

De acordo com o relatório, 1.383.427 pessoas se uniram à Igreja pelo batismo e profissão de fé em 2018 (30.000 adesões a mais que em 2017).  O ano encerrou com um total de 21.414.779 membros no mundo (cerca de 687 mil a mais em relação ao ano anterior). “Louvamos a Deus pelo crescimento saudável”, disse Ng, ressaltando que o número de membros varia consideravelmente entre as regiões do Planeta.

O secretário acrescentou, ainda, que “a Igreja Adventista do Sétimo Dia é cada vez mais internacional”, estando presente em 215 dos 235 países reconhecidos pelas Nações Unidas. “[Ela] tem um alcance global porque assim deve ser, porque a profecia bíblica designa que assim seja”, afirmou, completando com um trecho da escritora Ellen White no livro Testemunhos para a Igreja, volume 6, página 23: “O povo de Deus tem diante de si uma poderosa obra, obra esta que deve continuar a elevar-se a maior preeminência. Nossos esforços nos ramos missionários devem tornar-se muito mais extensos. Um trabalho mais decidido do que o que tem sido feito deve ser efetuado antes do segundo aparecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. O povo de Deus não deverá interromper seu trabalho antes que este alcance o mundo inteiro”.

Boa convivência

“Com centenas de nacionalidades, línguas e dialetos ao redor do mundo, como conviver bem como uma igreja? (…) Como uma cultura de conflito convive com uma cultura de consenso?”, indagou Ng. Respondendo à própria questão, Ele citou o exemplo dos discípulos de Cristo: “Eles não eram todos loucos uns pelos outros. Veja quão rápido se separaram depois que Jesus partiu. Tinham uma mistura explosiva de personalidades, e eram altamente competitivos. (…) Porém, uma mudança repentina aconteceu, de acordo com o que está registrado na Bíblia, em Atos capítulos 1 e 2. Eles se reuniram, oraram juntos, ficaram juntos. Quando Pedro começou a pregar, os onze se levantaram com ele”.

Para o secretário, o derramamento do Espírito Santo fez a diferença. Ele conduziu os discípulos “da confusão à ordem, da competição à colaboração, da inveja à compaixão, do medo à confiança, da maledicência à adoração, e do desespero à esperança”. Assim, Ng acredita que somente a influência do Espírito pode proporcionar a uma Igreja internacional uma convivência pacífica e convergente em propósito.

As reuniões do Concílio Anual da Igreja Adventista ocorreram de forma virtual, com a participação de líderes de diversas instâncias da organização em todo o mundo.


Conteúdo originalmente publicado em Adventist Review.

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