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Delegados destacam unidade de uma igreja mundial diversa

Unidade é um dos maiores desafios dos adventistas que, a cada cinco anos, reúnem-se em assembleia mundial.

10 de julho de 2015
Jovem holandesa usou o direito de voz dos delegados várias vezes durante as reuniões

Jovem holandesa usou o direito de voz dos delegados várias vezes durante as reuniões

San Antonio, EUA … [ASN] Um fato que se torna cada vez mais claro nas assembleias mundiais adventistas é a diversidade étnica e cultural do povo que se reúne durante quase 15 dias em um mesmo lugar. Esse encontro dos adventistas em nível mundial, é importante frisar, não se dá apenas para a confraternização ou troca de informações, mas para decisão dos rumos da organização em direção ao futuro. Os 2.500 delegados presentes às reuniões administrativas em San Antonio, que sedia a assembleia de 2015, representam os 18,5 milhões de adventistas e, por isso, têm voz e voto para auxiliar os líderes a definir como a Igreja deve pensar e agir nos próximos anos.

E nessa composição dos delegados, todas as divisões (13 atualmente) alegam que procuram diversificar da melhor maneira e incluem pessoas mais experientes com gente mais jovem. Há, inclusive, funcionários das próprias instituições adventistas que também têm a oportunidade de comparecer à assembleia para contribuir com as decisões.

É o caso do australiano Luke Pannekoek, que trabalha na área de Tecnologia de Informações da Divisão do Sul do Pacífico. Pannekoek, que mora em Sydney, participa pela primeira vez de uma assembleia como essa e fez questão de trazer toda a família para assistir. Ele relatou à Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) que ficou maravilhado como a maneira trabalha para decidir seus rumos.

Já a jovem holandesa Megen de Bruin-Molé, de 28 anos, delegada pela Divisão Trans Europeia, disse que é incrível poder participar de um evento com pelo menos 70 mil adventistas de todas as partes do mundo. Em sua primeira participação em uma assembleia mundial, a doutoranda que também trabalha com edição de texto (inclusive para a Igreja na Holanda e na Inglaterra) mostrou que tinha se preparado para o evento. Foi uma das poucas pessoas, com menos de 30 anos de idade, que fez questão de falar ao microfone durante o momento em que os delegados podem fazer observações a respeito das discussões apresentadas.

Megen afirmou que considera importante a participação de mais jovens em reuniões como essa, especialmente porque os jovens representam quase metade do total de membros da Igreja no mundo. “É importante que nossas habilidades sejam usadas e que nossa voz seja ouvida com todas as outras. Todos os filhos de Deus, falando juntos, fazem a igreja de Deus”, salientou.

Para a delegada holandesa, que também tem cidadania norte-americana, aspectos como respeito, amor e confiança de uns em relação aos outros ajudam a cumprir com a missão de Deus da melhor maneira possível. Falando sobre unidade, ela comenta que “é como uma grande família e você tem de saber quando dar ou quando tirar. Nós precisamos entender que unidade não é uniformidade e que nós devemos ser unidos, mas também culturalmente diversos. Às vezes, nós temos diferenças práticas, mas nós ainda estamos unidos na igreja e na missão”, comenta Megen. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

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